Adolescentes — 15 a 17 anos • 4º Trimestre de 2026

Jesus, o Salvador!

As 13 lições da Revista Viver+ organizadas para leitura, estudo, impressão e apoio pedagógico no 4º trimestre de 2026.

Adolescentes — 15 a 17 anos4º Trimestre de 202613 liçõesEBD Fiel
Prompts EBD Fiel — Adolescentes — 15 a 17 anosAcesse os prompts organizados das 13 lições, com blocos prontos para copiar.
Imagem oficial de abertura da Lição 1: Jesus, o Messias Prometido
Ações desta lição✨ Prompts EBD Fiel

LIÇÃO 1 — JESUS, O MESSIAS PROMETIDO

BASE BÍBLICA Mt 1-2; Lc 1; 2.1-40

VERSÍCULO CHAVE

“Mas, vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei”, Gl 4.4.

OBJETIVO DA LIÇÃO

Saber que a promessa de um Salvador se cumpriu na Pessoa de Jesus Cristo.

PONTO DE PARTIDA

Henry Halley afirma que, os quatro Evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) são a parte mais importante da Bíblia; superior a todos os outros textos bíblicos, mais que todos os livros do mundo. Para ele, a humanidade poderia passar sem o conhecimento de qualquer coisa, menos sem o conhecimento de Cristo. Para o homem comum Jesus é mais um personagem da história; muitos acreditam até que Ele nem existiu. Porém, para quem crê, Jesus é o Filho de Deus, o Messias Prometido, e os Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas e João são as bases de estudos cristãos sobre a Pessoa do Salvador.

INTRODUÇÃO

Ao longo dos séculos, muitas pessoas tentaram negar a importância de Jesus para a humanidade, como se Ele fosse apenas um personagem da História ou uma figura de ficção. Basta uma simples leitura dos quatro Evangelhos Canônicos, onde se encontra registrada a biografia de Jesus, para perceber Sua Grandeza e Superioridade. Nenhum outro ser humano jamais pôde ou poderá se comparar a Ele, pois o nascimento, a vida e os ensinamentos do Mestre são únicos. A verdade que não pode ser negada é que o nascimento do Filho de Deus dividiu a História do mundo em duas fases: antes de Cristo (a.C.) e depois de Cristo (d.C.).

Do começo ao fim, as Sagradas Escrituras testificam de Jesus e Sua missão salvífica.

ATIVIDADE EM GRUPO

Providencie 4 folhas de papel ofício, cola branca, pincel atômico e fita adesiva vermelha. Cole as folhas de papel ofício para que pareçam um caminho. Escreva em um dos lados: “Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto”, Ef 2.13.

Arrume o caminho no chão, mas com o versículo virado para baixo. Explique para os alunos que o homem tinha livre acesso ao Pai, mas o pecado destruiu esse caminho (vá soltando as folhas de papel para simbolizar o distanciamento do homem de Deus). Peça, então, que os alunos virem o verso das folhas soltas e as unam com a fita adesiva vermelha (simbolizando o sangue de Cristo), de maneira que formem o versículo acima (Ef 2.13). Explique que somente o sangue de Jesus tem poder para restaurar o caminho que nos leva a Deus.

1 POR QUE UM SALVADOR?

Deus criou o homem com o propósito de manter uma comunhão íntima e pessoal com Ele. Porém, o pecado entrou no mundo e esse relacionamento foi rompido. Você se lembra de como isso aconteceu? Foi no Jardim do Éden, quando Adão e Eva comeram o fruto que Deus os havia instruído para não comer. A desobediência do primeiro casal trouxe como consequência o pecado, que invadiu a natureza humana, trazendo morte e separação de Deus para todos nós (Rm 3.23).

Apesar de o homem ter merecido, por justiça divina o castigo por seus atos, o imenso Amor de Deus não deixou a humanidade abandonada em um total estado de miséria, onde apenas nos restasse a morte espiritual. O pecado gerou para a humanidade uma dívida impagável com Deus, e o homem pecador não teria como fazer coisa alguma por si mesmo. Na verdade, estávamos todos condenados a viver longe de Deus para sempre (Rm 7.24).

Por amor, Deus enviou ao mundo o Cordeiro Perfeito, para nos resgatar do pecado e nos dar a Vida Eterna (Jo 3.16). Sendo assim, por um homem o pecado entrou no mundo, mas também por meio de um Homem, o pecado foi removido do mundo.

Esse Homem especial, Cristo! Tinha que vir da parte de Deus, um segundo Adão, Puro e Santo, não formado do barro, mas nascido de mulher e com natureza humana. Jesus nos restituiu a condição de filhos e coerdeiros de Deus com Ele (Gl 4.4-7).

2 O MESSIAS PROMETIDO

A despeito da Queda do homem (Gn 3), a misericórdia de Deus nos alcançou, com a promessa de enviar à humanidade um Salvador para restaurar o caminho entre Deus e o homem. Somente depois dessa promessa, o Senhor anunciou as consequências do pecado a Adão e Eva (Gn 3.15,16). Você pode estar se perguntando por que voltar ao Gênesis, se o assunto é a primeira vinda de Jesus, mas conhecer o início de tudo é fundamental para compreender a Pessoa e a Obra de Cristo. Deus estava se referindo ao Seu Filho, quando disse que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da antiga serpente, Satanás, e este, por sua vez, lhe feriria o calcanhar, o que já apontava para o sofrimento de Jesus (Gn 3.15).

O AT está repleto de promessas sobre a vinda do Messias. Deus disse a Abraão que todas as nações seriam benditas em sua descendência (Gn 12.1-3; 22.18; Gl 3.16). Essa mesma promessa foi confirmada ao filho de Abraão, Isaque (Gn 26.4,5) e a seu neto, Jacó (Gn 28.13,14). Jacó teve doze filhos, que formaram as doze tribos de Israel, dando origem ao povo hebreu, de onde descendem os judeus. Mais tarde, Moisés profetizou a respeito do Profeta que viria (Dt 18.15-19), a quem o povo de Israel deveria ouvir e obedecer, sob pena de ter que prestar contas disso a Deus.

Já na época dos reis de Israel, Davi recebeu de Deus a promessa de um Reino que nunca teria fim: “Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre”, 2Sm 7.16. O Messias, portanto, passou a ser chamado de: “Filho de Davi”, pois viria da descendência humana de Davi (Rm 1.3); a Raiz de Davi (Ap 5.5); o Renovo de Jessé, que foi o pai do rei Davi (Is 11.1). A vinda do Messias traria uma Nova Aliança, diferente de todas as outras, no qual os corações seriam renovados e transformados em morada do próprio Espírito de Deus (Jr 31.31-34; Ez 36.23-27; Jl 3.1). Todas essas profecias se cumpriram em Jesus.

3 NASCEU O SALVADOR!

Segundo o Apóstolo Paulo, Jesus nasceu na plenitude dos tempos (Gl 4.4), ou seja, no momento perfeito da História, conforme o plano estabelecido por Deus. Séculos antes, Miquéias profetizou que o Messias nasceria em Belém (Mq 5.2). No NT, para que se cumprissem as Escrituras, o Imperador romano decretou a realização de um Censo, e os judeus deveriam se cadastrar em sua cidade natal. Por serem descendentes de Davi, José e Maria tiveram que ir a Belém. Grávida, Maria acabou dando à luz um menino em Belém, o que confirmou a profecia de Miquéias. Seguindo a orientação prévia do anjo Gabriel, que anunciou a Maria sua concepção virginal. Assim, a criança recebeu o nome de Jesus (Lc 1.26-38).

Jesus foi circuncidado no Seu oitavo dia de vida, conforme o costume judaico. Mais tarde, o menino foi apresentado no Templo e Seus pais ofereceram os sacrifícios que a Lei do Senhor exigia (Lc 2.21-24). Ainda no Templo, José e Maria encontraram Simeão, homem justo e temente a Deus e Ana, a profetisa. Mesmo já sendo idosos, eles se mantinham fiéis a Deus e presentes no Templo, onde puderam ver o cumprimento da promessa de Deus em Jesus. Conhecedor das promessas, Simeão pegou Jesus nos braços e exclamou: “Agora, Senhor, despedes em paz o teu servo, segundo a tua palavra, pois já os meus olhos viram a tua salvação”, Lc 2.29,30.

O nascimento de Jesus foi a verdadeira manifestação da Graça divina, que é o favor imerecido de Deus, o qual está disponível para a Salvação da alma e a redenção dos pecados de todo aquele que crê e confessa a Jesus como o Cristo de Deus.

CONCLUSÃO

Jesus veio ao mundo resgatar os perdidos. O Todo-Poderoso deixou a Sua Glória, para ser um de nós: “E o verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”, Jo 1.14.

COMPLEMENTO

Procure conhecer o grupo com o qual você trabalha e utilizar alguns recursos disponíveis para se aproximar dos adolescentes. Você pode criar um grupo da turma no WhatsApp, no Facebook ou no Instagram. Busque temas atuais para promover debates pertinentes às lições. Quanto mais acessível você for para os alunos, mais fácil será falar do Amor de Deus para eles.

RESPOSTAS DO FIXANDO A LIÇÃO

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LIÇÃO 2 — JESUS, DE MENINO A HOMEM

BASE BÍBLICA Lc 2.39-52; Mt 13.55

VERSÍCULO CHAVE

“E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens”, Lc 2.52.

OBJETIVO DA LIÇÃO

Saber sobre o desenvolvimento humano de Jesus.

PONTO DE PARTIDA

Não sabemos muito sobre a infância e a adolescência de Jesus, porque o relato bíblico traz poucas informações a esse respeito (Lc 2.41-52). Isso fez com que, ao longo dos séculos, surgissem muitas especulações sobre o período que vai dos 12 aos 30 anos de Jesus, idade em que Ele iniciou o Seu ministério público, logo após ter sido batizado por João Batista no Rio Jordão.

INTRODUÇÃO

Quando se trata da infância e da adolescência de Jesus, tudo o que sabemos está registrado no Evangelho de Lucas. Apesar disso, podemos extrair algumas informações desse curto relato bíblico. É possível observar, por exemplo, que Jesus era filho de pais devotos, que iam todos os anos a Jerusalém para a Festa da Páscoa. E, tudo indica que José e Maria levaram Jesus, aos 12 anos, para se preparar para o seu “Bar Mitzvah”, cerimônia em que os meninos judeus comemoravam sua passagem à idade adulta com a leitura pública da Torah, a Lei de Moisés, na sinagoga (Lc 2.41,42).

ATIVIDADE EM GRUPO

Entregue para cada aluno a metade de uma folha de papel ofício, para que escrevam suas características pessoais sem se identificar. Recolha os papéis e leia o que cada um escreveu. No final de cada leitura, pergunte: quem sou eu? O objetivo é que o aluno seja identificado pela turma por suas particularidades. Quando finalizar a leitura de todas as folhas, pergunte se é fácil reconhecer as características do outro sem que se tenha intimidade com ele. Aguarde as respostas e, por fim, explique que assim também é com Jesus: somente lendo a Bíblia e buscando o Senhor em oração é possível conhecer o Bom Pastor e reconhecer a Sua voz (Jo 10.14).

1 O JOVEM MESSIAS

Aos doze anos, Jesus foi com seus pais na peregrinação que faziam todos os anos a Jerusalém, por ocasião da Páscoa, uma Festa instituída por Deus para celebrar a libertação do povo de Israel da escravidão do Egito (Êx 12).

O Evangelho de Lucas relata que todos os anos José e sua família iam à Jerusalém, com o intuito de celebrar a Páscoa. Isso mostra que a família observava o cumprimento da Festa Sagrada em seu tempo determinado. Vale ainda ressaltar que, a tradição judaica recomendava o estudo formal das Escrituras, cuja finalidade era que os meninos obtivessem o conhecimento da Lei ao atingir sua fase adulta, aos treze anos. Mas o fato é que Lucas evidencia a notável sabedoria e entendimento que Jesus possuía ainda em Sua tenra idade (Lc 2.47).

Após as festividades da Páscoa, José e Maria estavam retornando para casa; quando de repente, perceberam que Jesus não estava com eles e já tinham percorrido uma longa distância. E começaram a procurar o menino entre seus amigos e parentes, mas sem sucesso. Então, o casal decidiu voltar a Jerusalém, onde passaram três dias procurando até achar Jesus no Templo. Na verdade, Ele estava entre os doutores da Lei, que ficaram admirados com Sua sabedoria e Suas respostas. Ainda assustados, Seus pais também se impressionaram com a cena, e Maria perguntou por que Jesus havia agido daquela forma, deixando-os tão preocupados. Ele, porém, lhe respondeu: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”, Lc 2.49.

Jesus não nasceu com conhecimento pleno de Si mesmo e da Sua missão; a maioria dos estudiosos da Bíblia afirma que esse discernimento aconteceu de maneira gradativa, conforme Jesus ia se desenvolvendo. O episódio no Templo demonstra que o jovem Jesus estava tomando consciência da Sua real identidade e do Seu propósito. Mas também aponta para o papel fundamental de José na vida de Jesus, pois é costume judeu que o pai ensine as Escrituras ao filho (Dt 6.7).

2 JESUS CRESCIA...

Quando Seus pais O encontraram no Templo, Ele estava entre os doutores da Lei, os quais se admiravam pela inteligência de Suas perguntas e respostas (Lc 2.46,47). Seus pais também ficaram maravilhados com tudo aquilo. Por fim, o relato bíblico nos diz que: “Crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens”, Lc 2.52.

Perceba que o crescimento de Jesus acontecia, ao mesmo tempo, em três áreas da Sua vida:

A) Desenvolvimento intelectual: Jesus crescia em conhecimento e sabedoria. Ele estudava, estimulava Sua mente e buscava conhecer a Lei do Senhor com profundidade, a ponto de surpreender até os estudiosos com o Seu conhecimento. Com certeza, isso não aconteceu por acaso, mas foi resultado do empenho dEle na leitura, nos estudos e na oração.

B) Desenvolvimento físico: Jesus crescia em estatura, o que significa que, Seu corpo se desenvolvia e crescia normalmente. Para isso acontecer, é necessário um cuidado especial com o físico e com a mente: dormir bem, manter uma alimentação rica em frutas e legumes, exercitar-se e encher a mente de coisas boas e edificantes, pois o corpo é o Templo do Espírito Santo (1Co 6.19).

C) Desenvolvimento espiritual: Jesus crescia em Graça com Deus. Isso significa que Ele cuidava bem da Sua vida espiritual; que buscava intimidade com o Pai pela prática da Palavra e pela oração.

O crescimento de Cristo, portanto, envolvia Suas duas naturezas: a divina e a humana; por isso, Jesus crescia diante de Deus e dos homens.

3 JESUS, O CARPINTEIRO

Na época de Jesus, além da Torá, era comum o pai ensinar a sua profissão ao filho, o que certamente aconteceu entre José e Jesus, pois ambos eram carpinteiros (Mc 6.3; Mt 13.55).

Como carpinteiros, eles pertenciam à classe trabalhadora dos artesãos, que era considerada uma classe social baixa, pois não eram providos de riquezas ou bens materiais. Diante disso, podemos apreciar que Jesus era um homem simples, sem muitos recursos financeiros, que precisou trabalhar duro para sobreviver.

Como o filho mais velho de José e Maria, após a morte de Seu pai terreno, Jesus deve ter assumido a responsabilidade de sustentar Sua mãe e Seus irmãos. Isso, mais uma vez, confirma as profecias a Seu respeito. Isaías, cerca de setecentos anos antes de Cristo, profetizou que o Messias não teria uma vida fácil: “Era desprezado e o mais indigno entre os homens; homem de dores e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum”, Is 53.3.

Em meio às dificuldades da Sua natureza humana, Jesus nos ensina que o trabalho é uma bênção, pois nos traz o sustento e afasta de nós a pobreza (Pv 10.4). Jesus foi um homem completo, apesar de Suas dores e dificuldades; no entanto, Ele também é o Salvador que veio ao mundo para encorajar você a vencer as dificuldades humanas sem abrir mão do Seu propósito espiritual, que é a Vida Eterna!

CONCLUSÃO

O cristão possui dupla cidadania, ou seja, você é um cidadão da Terra, mas também é um cidadão do Céu. O desafio, portanto, é crescer em meio aos homens e diante de Deus, numa caminhada plena, que envolve corpo, alma e espírito. Assim Jesus nos ensinou!

COMPLEMENTO

Ingressar no mercado de trabalho é uma expectativa do adolescente, que deve transformar o sonho em ação. Para ajudar os alunos nessa tarefa, prepare uma lista das profissões que mais precisam de profissionais e incentive-os a descobrir com qual eles mais se identificam. Se possível, crie um mural com dicas sobre o mercado de trabalho, as técnicas de entrevista de emprego e alguns cursos gratuitos, entre outros. Você pode deixar a tarefa de atualizar o mural com os próprios adolescentes.

RESPOSTAS DO FIXANDO A LIÇÃO

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  1. A) Falso. Festa da Páscoa.
  2. B) Falso. Era sua primeira vez em Jerusalém.
  3. C) Verdadeiro.
  4. D) Falso. Procuraram por 3 dias.
  5. E) Falso. Convinha que ele tratasse dos negócios do seu Pai.
  6. F) Verdadeiro.
Imagem oficial de abertura da Lição 3: Jesus, um homem de família
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LIÇÃO 3 — JESUS, UM HOMEM DE FAMÍLIA

BASE BÍBLICA Mt 1.2; Mc 6.3

VERSÍCULO CHAVE

“Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus”, Rm 8.14.

OBJETIVO DA LIÇÃO

Saber como uma boa estrutura familiar é importante para o crescimento saudável.

PONTO DE PARTIDA

Quando enviou Seu Filho ao mundo, o Pai escolheu colocá-IO em um ambiente familiar, para que Jesus, como homem, recebesse uma boa educação. José e Maria eram pessoas simples, tementes a Deus e as que tiveram o privilégio de receber o Salvador e criá-IO no conhecimento de Deus e na disciplina dos homens, contribuindo para que Jesus estivesse pronto para assumir a Sua missão terrena. Após o nascimento virginal de Jesus, José e Maria geraram outros filhos (Mc 6.3), embora alguns sustentem que Maria tenha continuado virgem para o resto da vida. Nesta lição, veremos algumas passagens bíblicas que contradizem tal afirmação.

INTRODUÇÃO

Adão e Eva formaram o primeiro casal, o que demonstra que, desde o início da Criação, a família é parte do plano divino. A maioria dos estudos mostra que o relacionamento familiar tem um papel essencial na formação física, emocional e espiritual do ser humano. Deus que é Onisciente, já tinha isso em Seus planos, escolheu uma família bem estruturada e fundamentada em Seus ensinamentos para criar o jovem Jesus, porque isso seria fundamental para o Plano de Salvação que o Messias realizaria no mundo. José e Maria, portanto, desempenharam um papel importante no projeto de resgate da humanidade, tendo o privilégio de fazer parte da família terrena de Jesus.

ATIVIDADE EM GRUPO

Forme dois grupos e entregue para cada um deles uma folha de papel e caneta ou lápis. Um grupo deve escrever na folha: “A família que eu tenho” e listar todos os pontos que os participantes acham negativos em suas famílias. O outro grupo deve escrever: “A família que eu gostaria de ter” e listar as características da família que acham ser ideais. Permita que os grupos exponham as suas conclusões. Ajude-os a perceber que qualquer família tem pontos positivos e negativos, além do fato de o que existe em uma família pode faltar em outra e vice-versa. Fale sobre a responsabilidade que cada membro da família possui para que todos vivam em harmonia e sejam felizes.

1 JOSÉ, UM PAI ESPECIAL

José, marido de Maria, era descendente legítimo do rei Davi, conforme registrado em Mateus 1. Ele era considerado pai de Jesus, pois exerceu legalmente a paternidade (Lc 3.23; 4.22; Jo 1.45; 6.42). Dos quatro Evangelhos, apenas o Evangelista Marcos menciona seu nome. Os Evangelhos o descrevem como um carpinteiro que morava em Nazaré, região da Galileia.

José era um homem justo, temente e obediente a Deus; por isso, ele aceitou fazer parte do projeto divino sem se importar com sua reputação. José ficou confuso quando Maria lhe contou que tinha concebido pelo Espírito Santo, mesmo sendo virgem. Ele poderia ter simplesmente acusado a jovem de fornicação no tribunal, e ela seria condenada. José, no entanto, era um homem de caráter; ele decidiu abandonar Maria secretamente, assumindo ele mesmo a má fama de abandonar uma mulher grávida, sem comprometer a reputação de Maria. José, sem dúvida, ficou triste com a situação, mas Deus falou com Seu servo em sonho, como sempre fazia, e confirmou a verdade daqueles fatos (Mt 1.18-24).

O relato bíblico demonstra que José tinha muita intimidade com Deus, o que fez com que ele fosse avisado em sonho, algumas vezes, dos perigos que sua família corria, bem como orientações precisas. José seguia todas as instruções que recebia de Deus com fidelidade e confiança (Mt 2.13-19;18.25). Ele foi um excelente pai, que transmitiu a Jesus a Lei e as tradições dos judeus, como era costume do seu povo, José também ensinou a Jesus a mesma profissão que ele tinha, pois ambos eram carpinteiros (Mc 6.3; Mt 13.55).

2 MARIA, A AGRACIADA

Maria, quando ainda era noiva de José, recebeu a visita do anjo Gabriel, que lhe anunciou a sua nobre missão: conceber e dar à luz um menino, o Filho do Altíssimo, que seria gerado em seu ventre por Obra e Graça do Espírito Santo (Lc 1.28-32). Você pode imaginar como Maria deve ter se sentido? Ela estava noiva de José, com quem nunca tinha se relacionado sexualmente. Como dar essa notícia a José? Qual seria a reação de seus pais? O que as pessoas pensariam? Além disso, a jovem corria o risco de ser condenada por fornicação. Maria, porém, submeteu-se à vontade de Deus, em quem confiava plenamente, e disse ao anjo: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra”, Lc 1.38.

Ser escolhida para ser mãe do Filho do Altíssimo não dava a Maria nenhum atributo divino, mas era uma demonstração da imensa Graça de Deus em sua vida (Lc 1.46-56). A missão da mãe de Jesus, não terminou quando o menino nasceu, ainda era preciso criá-IO e educá-IO com sabedoria nos caminhos do Senhor. Com certeza, Maria cumpriu bem o seu papel, pois ela caminhava com Jesus, tanto que presenciou o primeiro milagre do Filho de Deus: a transformação da água em vinho (Jo 2.6-10). Naquela ocasião, como uma mulher sábia, Maria disse algo que todos nós devemos seguir: “Fazei tudo quanto ele [Jesus] vos disser”, Jo 2.5.

Maria teve a felicidade de ver as profecias que ela guardava no coração se cumprindo na vida de Jesus, mas ela também teve que suportar a terrível dor de ver seu filho morrer na cruz (Lc 2.19-51; Jo 19.25). Deus, porém, não a abandonou, e Jesus pôde honrar a sua fidelidade e amor, como relata a Palavra: “Jesus, vendo ali sua mãe e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse à sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois, disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa”, Jo 19.26,27.

3 A FAMÍLIA DE JESUS

Jesus cresceu em uma família comum, com irmãos e irmãs, o que significa que, Ele não foi o único filho de Maria, mas o seu primogênito (Lc 2.7). Após o nascimento virginal de Jesus, Maria e José tiveram uma vida conjugal comum e geraram outros filhos (Mt 12.46), fato que se confirma em algumas passagens das Escrituras.

Certa vez, já tendo iniciado o Seu ministério, Jesus estava ensinando à multidão, “e foram ter com ele Sua mãe e Seus irmãos e não podiam aproximar-se dele, por causa da multidão”, Lc 8.19.

Essa é uma passagem interessante, pois nos permite reconhecer tanto a natureza humana de Jesus, na presença de sua família terrena, quanto também nos permite reconhecer Sua natureza divina, porque quando alguém disse que a sua mãe e seus irmãos queriam vê-IO, Jesus respondeu: “Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a executam”, Lc 8.21.

Isso significa que Jesus nos inclui na família dEle, se vivermos em obediência ao Pai.

Jesus não demonstrou nenhum tipo de desrespeito com a Sua atitude, Ele apenas deixa claro que, no Reino de Deus, não há privilegiados. Jesus veio reconciliar a humanidade com o Pai e deixou claro que uma das condições para a reconciliação é obedecer à Palavra de Deus. Todo aquele que ouve a Palavra e a obedece é irmão de Jesus e filho do Pai Celestial (Hb 2.11-12).

CONCLUSÃO

Humanamente falando, Jesus teve uma família normal. Foi filho primogênito da casa de Maria e José (Lc 2.7). Em Marcos 6.3 apresenta os seus irmãos, os quais são chamados de Tiago, Judas, José e Simão. O texto também menciona outros irmãos, porém, não informa seus nomes.

Jesus foi um filho obediente (Lc 2.51), e cumpriu plenamente a vontade de Deus.

COMPLEMENTO

Devido ao mundo imediatista, nem sempre os adolescentes recebem uma boa formação familiar adequada. Ajude-os a rever seus valores, conceitos e comportamentos com base nas Escrituras. Aproveite cada lição para fortalecer os princípios cristãos e mostrar sua aplicabilidade na vida cotidiana dos adolescentes. Utilize recursos visuais, como: vídeos, filmes, histórias em quadrinhos e charges. Se possível, faça uma sessão pipoca, seguida de perguntas e respostas.

RESPOSTAS DO FIXANDO A LIÇÃO

1 “Não é este o _FILHO_ do _CARPINTEIRO_? E não se chama sua mãe _MARIA_, e seus irmãos, _TIAGO_, e _JOSÉ_, e _SIMÃO_, e _JUDAS_?”, Mt 13.55.

Imagem oficial de abertura da Lição 4: O Batismo de Jesus
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LIÇÃO 4 — O BATISMO DE JESUS

BASE BÍBLICA Lc 3.1-22; Jo 1.15-34

VERSÍCULO CHAVE

“Então veio Jesus da Galileia ter com João, junto do Jordão, para ser batizado por ele”, Mt 3.13.

OBJETIVO DA LIÇÃO

Saber que Jesus foi batizado, deixando um exemplo a ser seguido pelos cristãos.

PONTO DE PARTIDA

João Batista batizava para o arrependimento dos pecados. Embora Jesus não tivesse pecados, Ele fez questão de ser batizado por João, para cumprir toda a justiça (Mt 3.13). Com o batismo, Jesus mostrou que se identificava com a humanidade, a quem Ele veio para salvar dos pecados. Ao ser batizado, Jesus aceitou enfrentar a morte, para resgatar a muitos (Mt 20.28). O batismo, portanto, marcou o início do Ministério terreno do Filho de Deus.

INTRODUÇÃO

O batismo de Jesus é narrado nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. O evangelista João, entretanto, narra o fato do ponto de vista de João Batista, que testemunha sobre a divindade de Jesus (Jo 1.29-33). O batismo é um dos cinco eventos mais importantes da vida de Jesus, os outros são: a transfiguração, a crucificação, a ressurreição e a ascensão. Assim, o batismo de Jesus, serve como fundamento para que esse sacramento seja realizado por todos que têm convicção da sua Salvação e deseja testemunhar sua fé em Jesus Cristo (At 19.1-7).

ATIVIDADE EM GRUPO

Entregue a cada adolescente uma folha em branco. Proponha o seguinte desafio para eles: “Vocês são operários de uma empresa naval e precisam construir uma quantidade de barcos correspondente ao número de folhas que receberam”. Estabeleça o tempo para a execução da tarefa e inicie a atividade. Observe o nível de envolvimento da turma, se houve colaboração entre todos, se alguém ficou desmotivado, se alguém teve dificuldade. Por fim, ressalte que, em um projeto comunitário, cada pessoa é importante independentemente das suas habilidades pessoais. Assim também é na Obra de Deus, cada um deve desempenhar o seu papel, tanto pessoal quanto coletivo, em prol do Reino de Deus.

1 JOÃO PREPARA O CAMINHO

João era chamado de Batista, porque batizava as pessoas que acreditavam na sua mensagem de arrependimento. Ele vivia no deserto, vestia roupas feitas de pelo de camelo, usava um cinto de couro e se alimentava de gafanhotos e mel silvestre (Mt 3.4). João era um homem diferente, sobre o qual o profeta Isaías havia profetizado (Is 40.3). Ele foi chamado por Deus para preparar o caminho para a vinda do Messias, tocando o coração das pessoas com uma única mensagem: “Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus”, Mt 3.2.

O batismo que João realizava era diferente daquele que Jesus mandou os Seus discípulos praticarem. João pregava para os que acreditavam já pertencer ao Reino de Deus pelo simples fato de serem judeus. João, porém, denunciava os pecados praticados por eles, mostrando que eram pecadores e que estavam tão distantes do Reino de Deus quanto os gentios. E João batizava para o arrependimento todos aqueles que criam na sua pregação (Mt 3.7-11).

Preocupados com a popularidade de João, os judeus mandaram alguns levitas e sacerdotes para colher informações a seu respeito. João Batista, porém, conhecia bem sua identidade e sua função no Reino, por isso, lhes disse:

A) Quem ele não era: “Não sou o Cristo”, Jo 1.20;

B) Quem ele era: “Eu sou a voz do que clama no deserto”, Jo 1.23a;

C) Qual era a sua mensagem: “Endireitai o caminho do Senhor”, Jo 1.23b;

D) Onde ele tinha que estar: “no deserto”, v.23;

E) Quem ele era em relação a Jesus: “do qual eu não sou digno de desatar as correias das sandálias”, Jo 1.27.

2 O BATISMO DE JESUS

O evangelista Lucas registra que Maria passou os primeiros meses de sua gestação na casa de Isabel, sua prima, que também estava grávida de João Batista. Quando Maria saudou Isabel, esta foi cheia do Espírito Santo, e o bebê saltou em seu ventre. Isabel, então, bendisse a mãe do Senhor e o fruto do seu ventre (Lc 1.39-45). Depois disso, a Bíblia não registra nenhum encontro entre João Batista e Jesus.

Quando adulto, João Batista pregava o arrependimento e batizava no Rio Jordão: “E eram por ele batizados no Rio Jordão, confessando os seus pecados”, Mt 3.6. João Batista é um bom exemplo de alguém que aceita e cumpre a vontade de Deus. Ele não se envergonhou de chamar o povo ao arrependimento, não negou sua missão e não quis para si mesmo nenhum reconhecimento ou glória. Durante todo seu ministério, João sabia que ele estava abrindo o caminho para o Messias (Jo 1.23).

Quando Jesus foi ao encontro de João Batista perto do Jordão, para ser batizado por ele, o profeta declarou: “Eis o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”, Jo 1.29. Em sua submissão ao Senhor, João relutou em batizar Aquele de quem ele não se considerava digno nem de desatar as sandálias (Jo 1.27), imagina batizá-LO?! João afirmava que ele deveria ser batizado pelo Messias, e não o contrário. Jesus, porém, o tranquilizou. João, então, batizou o Mestre (Mt 3.13-16).

3 BATISMO, UMA DECLARAÇÃO DE AMOR

O batismo faz parte do compromisso do cristão com Deus; por isso, deve ser visto com seriedade. Na verdade, todo aquele que confessa a Jesus como Seu Salvador e Senhor deve passar pelas águas, uma vez que o batismo é uma declaração pública da fé cristã. Quando o crente desce às águas, simbolicamente, ele morre para o mundo e para o pecado; ao emergir, ele ressurge como uma nova criatura em Cristo (2Co 5.17).

Vale ressaltar que ninguém deve pensar em se batizar para ser salvo, porque a Salvação vem pela fé em Jesus Cristo (Ef 2.8). Contudo, o batismo, foi um sacramento estabelecido por Jesus, quando Ele mesmo passou pelas águas antes de iniciar o Seu Ministério terreno. O fato de Jesus ter sido batizado torna o batismo espiritual; no entanto, existem aqueles que resistem, pois não têm certeza se essa é a decisão certa e/ou necessária, pois acreditam que isso não passa de uma invenção humana ou se apegam ao exemplo do ladrão na cruz, que foi salvo sem ser batizado. Essas são apenas desculpas para que não se posicionem por Cristo.

Outro aspecto importante do batismo é que Jesus foi batizado quando já era adulto, quando Ele já tinha total consciência daquele ato. Por esse motivo, o cristão evangélico não é batizado quando bebê, pois a pessoa precisa confessar a sua fé em Jesus e escolher passar pelas águas do batismo. Jesus, antes de ascender aos Céus, ordenou que os Apóstolos batizassem todo aquele que se tornasse Seu discípulo (Mt 28.19). Isso significa que cada pessoa que decidisse segui-LO de forma consciente e voluntária deveria ser batizado. Se você já confessou a Jesus como seu Salvador, mas ainda não se batizou, pense nisso! O Senhor aguarda o testemunho público do seu amor por Ele.

CONCLUSÃO

Em Mateus 28.19, Jesus deixa uma ordem aos discípulos: “Portanto, ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Essa ordem não é uma simples recomendação, mas sim um mandamento de Deus, que deve ser obedecido por todos aqueles que desejam estar em conformidade com os ensinamentos de Cristo.

COMPLEMENTO

A sociedade tem demonstrado uma preocupante falta de compromisso, com a família, o próximo, as instituições, a Igreja e etc. O desafio da comunidade cristã é ensinar ao adolescente sobre a importância da fidelidade a Deus, pois Seus princípios são absolutos e imutáveis. Incentive pesquisas sobre o batismo, debata o assunto, permita que os alunos compartilhem experiências acerca do tema e fale da importância de assumirem publicamente o seu compromisso com Deus.

RESPOSTAS DO FIXANDO A LIÇÃO

  1. 1 A) Rio Jordão
  2. B) Arrependimento
  3. C) Anunciador de Jesus
  4. D) A morte para o mundo e a vida em Cristo
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LIÇÃO 5 — A TENTAÇÃO DE JESUS

BASE BÍBLICA Mt 4.1-11

VERSÍCULO CHAVE

“Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo”, Mt 4.1.

OBJETIVO DA LIÇÃO

Saber que é possível vencer a tentação pelo poder da Palavra de Deus.

PONTO DE PARTIDA

Após ter sido batizado por João Batista, Jesus jejuou por quarenta dias e quarenta noites no deserto da Judeia. Segundo alguns comentaristas bíblicos, depois de passar pelo batismo e receber a plenitude do Espírito, Jesus obteve o discernimento de Sua missão terrena e o completo conhecimento da Sua natureza. Então, o Espírito conduziu Jesus ao deserto, a fim de prepará-LO para os desafios que Ele enfrentaria durante Seu Ministério e para o Sumo Sacerdócio em favor daqueles que são tentados (Hb 7.24,25).

INTRODUÇÃO

O relato da tentação de Cristo começa com uma frase intrigante: “Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo”, Mt 4.1. O Espírito levando Jesus para ser tentado? Como assim? Deus, porém, permitiu que Jesus fosse tentado por alguns motivos:

A) Atestar que Jesus era completamente humano;

B) Mostrar que Jesus não foi poupado de nenhuma aflição ou proposta mundana;

C) Revelar que é possível vencer todo tipo de tentação;

D) Para que Jesus estivesse pronto para interceder, de maneira eficaz, pelos homens. Tendo sido humano, o Filho de Deus sabe como é ser tentado. Por isso, Ele pode nos ajudar a não ceder às tentações.

ATIVIDADE EM GRUPO

Separe a turma em dois grupos: “Tentação” e “Provação”. Os alunos devem analisar o que significa cada uma dessas palavras e, a partir disso, enumerar as características que as definem em uma folha ou no quadro. Você pode ajudá-los citando exemplos como os de Davi e Jó. Você pode propor que cada grupo crie uma cena rápida, que retrate alguma tentação ou provação presente no cotidiano deles. Peça que incluam nas cenas as estratégias que usam para superar esses desafios.

1 TENTAÇÃO OU PROVAÇÃO?

Existe uma grande diferença entre “ser tentado” e “ser provado”. Além disso, os responsáveis por essas ações também são distintos, pois Deus prova Seus filhos enquanto o diabo os tenta. O Apóstolo Tiago, por exemplo, escreveu em sua Epístola: “Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta”, Tg 1.13. A tentação, pelo contrário, não vem de Deus; mas do diabo, que é apresentado na Bíblia como aquele que tenta: “E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães”, Mt 4.3. Ao tentar alguém, Satanás demonstra sua natureza maligna de querer frustrar os planos de Deus na vida de Seus filhos e servos.

Vamos ver, então, algumas diferenças entre ser provado e ser tentado. A tentação visa o mal, a provação visa o bem; a tentação visa derrotar o crente, a provação visa lhe dar vitória; a tentação leva ao pecado, a provação leva à santificação; a tentação fortalece a carne, a provação revigora o espírito; a tentação interrompe o crescimento espiritual, a provação produz o crescimento espiritual; a tentação afasta o homem de Deus, a provação aproxima o homem de Deus; a tentação convida à ilusão, a provação chama à realidade; a tentação aprisiona, a provação aperfeiçoa a liberdade em Jesus; a tentação produz um sabor doce, a provação produz um sabor amargo; a tentação opera pelo engano, a provação opera pela verdade.

Conhecendo essas diferenças, vemos que, na tentação de Jesus, no deserto da Judeia, Deus provou Seu Filho ao permitir que Ele fosse tentado pelo diabo. Caso contrário, o Espírito não O levaria ao deserto. Deus nunca permite que você seja tentado além do que pode suportar. Ele sempre prepara uma saída para os momentos de tentação (1Co 10.13). Todas as vezes que você for tentado, fique firme, permaneça de pé e Deus lhe dará vitória.

2 A NATUREZA DA TENTAÇÃO

Agora que você já sabe que Satanás é o grande tentador da humanidade, que tal aprender sobre a natureza da tentação? O Apóstolo Tiago nos esclarece bem sobre a tentação, desde sua origem até a consequência que ela gera em nós: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte”, Tg 1.14,15.

Satanás e seus demônios conhecem as fraquezas de cada pessoa; por isso, podemos até dizer que eles criam tentações personalizadas, porque na área em que um é fraco, o outro não tem qualquer dificuldade. Quando foi tentado, Jesus tinha feito quarenta dias de jejum, ou seja, o Mestre estava fraco e debilitado fisicamente. Sabendo disso, Satanás lhe disse: “Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães”, Mt 4.3. Se Jesus tivesse acabado de fazer uma refeição, essa proposta não teria nenhum poder sobre Ele.

O relato bíblico sobre a tentação de Jesus mostra, com clareza, as artimanhas do diabo quando se trata de tentação. O inimigo de nossa alma vai sempre procurar o momento e a área em que você estiver fragilizado, para oferecer um atalho capaz de resolver a situação de maneira mais fácil ou agradável. Viva a sua vida com tranquilidade, na Presença do Todo-Poderoso, mas fique atento, pois o adversário está sempre ao nosso redor; procurando uma brecha, bramando como leão e buscando a quem possa tragar (1Pe 5.8).

3 A PALAVRA VENCEDORA

Satanás continua usando as mesmas propostas que usou para tentar o Mestre. As tentações são comuns a todos os homens. Diante da fraqueza e do desgaste do corpo físico, Satanás propôs que Jesus transformasse as pedras em pão. Ele queria que Jesus atendesse o apelo da carne, como que dizendo: “Se sua carne deseja, dê o que ela quer”. O inimigo faz assim com cada um de nós, incitando a concupiscência da carne, mas Jesus nos ensina a resistir com a Palavra, quando disse: “Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”, Mt 4.4. Jesus citou Deuteronômio 8.3 para derrotar o diabo.

Não satisfeito, numa segunda tentativa de manipulação, Satanás leva Jesus até o pináculo do Templo, o ponto mais alto, e O desafiou a saltar de lá, distorcendo o sentido da Palavra em Salmos 91.11,12. Porém, mais uma vez, o Mestre refutou o inimigo com a Palavra de Deus, pois está escrito que não devemos tentar o Senhor, nosso Deus (Dt 6.16).

Por último, Satanás apela à concupiscência dos olhos. Ele mostrou a Jesus os reinos do mundo e a glória deles; depois, ofereceu a Jesus o controle daqueles reinos, sem que precisasse passar pela cruz, em troca de adorá-lo. A audácia de Satanás passou dos limites e Jesus respondeu com firmeza: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás”, Mt 4.10, conforme está nas Escrituras (Dt 6.13). Assim, pelo poder da Palavra de Deus, a poderosa arma do cristão, Jesus venceu a tentação e passou pela provação do Pai. Depois de tentar Jesus sem sucesso, o diabo se afastou, e os anjos vieram e o serviram (Mt 4.11).

CONCLUSÃO

Deus permitiu que Jesus fosse tentado para nos ensinar que é possível vencer as tentações usando a Palavra de Deus. Quando guardamos a Palavra no coração, recebemos forças para permanecer firmes, sabedoria para fazer o que é certo e autoridade para resistir o mal. Por isso, nunca se esqueça: quem tem intimidade com Deus tem coragem e força para dizer não ao pecado. Tiago 4.7 diz: “Submetam-se a Deus, resistam ao diabo e ele fugirá de vós”.

COMPLEMENTO

O debate é uma ferramenta que aprimora a capacidade de reflexão. O cérebro é como o corpo, se não for desafiado, não reage. Debater determinados tópicos em grupo é um exercício de “pensar juntos”. Portanto, ajude os alunos a explorar melhor o diálogo e o raciocínio pelo debate em sala de aula que permite:

1) Compartilhar conhecimentos; 2) Ser tolerante com a opinião do outro; 3) Explorar o significado e o entendimento das informações; 4) Desenvolver o raciocínio rápido e 5) Aprender com ideias alheias, entre outros benefícios.

RESPOSTAS DO FIXANDO A LIÇÃO

1
Diagrama original de respostas na página 26 da revista
Imagem oficial de abertura da Lição 6: Os milagres de Jesus
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LIÇÃO 6 — OS MILAGRES DE JESUS

BASE BÍBLICA Lc 4.16-30; Mt 4.23-25

VERSÍCULO CHAVE

“Há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem”, Jo 21.25.

OBJETIVO DA LIÇÃO

Saber que os milagres glorificam o nome do Único e Verdadeiro Deus.

PONTO DE PARTIDA

Os milagres são parte do Ministério terreno de Jesus (Mt 4.23), e evidenciam a Sua divindade como Filho de Deus, revelando-O como o Messias prometido. Os Evangelhos descrevem que Jesus realizou diversos milagres, os quais podemos destacar em três categorias: (A) sobre a natureza; (B) sobre as doenças e demônios; (C) sobre a morte. Foram incontáveis os milagres realizados por Jesus, mas o maior deles foi sem dúvida, Sua Obra Redentora na cruz.

INTRODUÇÃO

Os milagres são acontecimentos extraordinários, cujo principal objetivo é glorificar o nome do Deus Soberano sobre todas as esferas da Criação. Os milagres de Jesus nunca foram uma demonstração de poder, mas sim a afirmação da Sua condição de Filho. Jesus é o Unigênito do Pai, o Messias esperado, que revelou a misericórdia e o Plano de Salvação a um mundo perdido. Os milagres de Jesus demonstram o Poder sobrenatural do Espírito e apontam para a verdade de Deus, a qual transcende os momentos históricos e alcança as gerações de todos os séculos.

ATIVIDADE EM GRUPO

Divida a turma em grupos, de acordo com o número de alunos, e peça que escolham um dos milagres de Jesus para que em poucos minutos façam uma encenação. Disponibilize lençóis, objetos e roupas para se caracterizarem de acordo com a época. A apresentação deve ser breve, para que todos possam participar. Para finalizar, cada grupo deve explicar para a turma o que os levou a escolher o milagre encenado.

1 OS SINAIS DO CRISTO

O primeiro sinal da divindade de Jesus foi em uma festa de casamento, em Caná da Galileia, quando Ele transformou água em vinho (Jo 2.1-10). As diferenças entre a água e o vinho são grandes: a água de qualidade é sem sabor, sem cheiro e sem cor. Enquanto o vinho, para ser excelente, deverá ter sabor agradável, bom aroma e cor adequada. Assim era o vinho produzido no milagre de Jesus (Jo 2.10), quando Ele manifestou a Sua Glória, e os Seus discípulos creram nEle (Jo 2.11).

Logo depois, Jesus alimentou cerca de cinco mil pessoas, provando ser o Único capaz de satisfazer a fome do coração humano: “Eu sou o pão da vida”, Jo 6.35. Em outra demonstração de autoridade e poder vindos do céu, Jesus curou um homem cego de nascença, devolvendo-lhe a visão (Jo 9.1-10). Antes disso, o Mestre havia declarado: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida”, Jo 8.12.

Entre os muitos milagres que realizou, Jesus ressuscitou Lázaro, que estava morto havia quatro dias. Quando se dirigiu a Marta, irmã de Lázaro, Jesus lhe afirmou: “Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e todo aquele que vive, e crê em mim nunca morrerá”, Jo 11.25,26. Marta creu em Jesus e pôde ver a Glória de Deus, quando o seu irmão ressuscitou após a ordem do Filho de Deus (Jo 11.44).

2 MILAGRE, UMA MANIFESTAÇÃO DE FÉ

Durante o Ministério terreno de Jesus, muitos milagres se concretizaram pela demonstração de fé das pessoas nEle. Ele disse à mulher que sofria com um fluxo de sangue: “Filha, a tua fé te salvou: vai em paz e sê curada deste teu mal”, Mc 5.34. Também quando Jairo recebeu a notícia de que sua filha estava morta, Jesus lhe disse para crer somente e despertou a menina (Mc 5.36-42). Em muitas outras situações, Jesus fez a mesma afirmação, demonstrando a importância da fé em Deus, que tem todo poder para salvar (Sf 3.17a).

Atualmente, o que se considera como “milagre” beira a banalização, chegando a sofrer distorções e exageros. O teólogo e escritor R. C. Sproul comenta: “O termo milagre tende a ser usado levianamente hoje em dia. Um gol, uma situação da qual se escape “por um triz” ou a beleza do pôr-do-sol são, de costume, chamados de milagre”. Os milagres de Jesus, entretanto, revelam a Glória de Deus, que é poderoso para curar e não muda (Ml 3.6).

Antes de ir para o Pai, Jesus afirmou que quem cresse nEle faria Obras ainda maiores que as dEle (Jo 14.12). Podemos atestar a veracidade dessas palavras, quando o Apóstolo Pedro disse a Enéias, um paralítico enfermo havia oito anos: “Jesus Cristo te dá saúde; levanta-te e faze a tua cama”, At 9.34. E aquele homem se levantou imediatamente. Pedro também ressuscitou Dorcas, uma serva preciosa do Senhor (At 9.36-41). E os Apóstolos realizaram milagres que edificaram a fé de muitos, que iam se juntando aos santos (At 9.35-42).

3 O PROPÓSITO DO MILAGRE

O povo de Israel, no AT, não fazia distinção entre um fenômeno natural e um sobrenatural, porque eles reconheciam a soberania de Deus sobre todas as coisas (Dt 13.4). O poder de Deus é ilimitado e não há quem possa deter a Sua ação (Is 43.13). Os milagres demonstram esse poder soberano do Criador, o que leva o ser humano a crer na Sua Palavra.

Em Seu Ministério terreno, Jesus realizou milagres como nenhum outro homem conseguiu fazer: nem Moisés, Elias ou Eliseu. Jesus curou enfermos, libertou cativos, ressuscitou mortos, restaurou a visão de cegos e fez paralíticos andarem. Jesus restaurou vidas e libertou pessoas da prisão do pecado; somente o Filho de Deus poderia impactar a humanidade dessa maneira. Todos aqueles sinais mostravam a natureza divina de Jesus, quando Ele ainda estava em Sua natureza humana. Sendo assim, você pode observar que os milagres de Jesus tinham o propósito de revelar a Glória de Deus. Como disse Nicodemos: “Rabi, bem sabemos que és Mestre, vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele”, Jo 3.2.

CONCLUSÃO

A bondade e o Amor de Deus se revelam em Jesus Cristo, que realizou sinais, milagres e maravilhas, para glorificar o nome de Deus e despertar a fé dos homens. Muitos creram; por isso, foram salvos e curados. A decisão de fé daquelas pessoas as tornou participantes do Reino de Deus.

COMPLEMENTO

A autoestima é o sentimento de valor do indivíduo em relação a si mesmo. A família é fundamental na construção positiva dessa autoimagem. Como professor de adolescentes, você tem a oportunidade de colaborar nessa construção. Para isso, sempre que possível, reúna os pais ou responsáveis pelos alunos, para ressaltar a importância de uma convivência saudável, em que haja diálogo e demonstração de afeto. Isso faz com que o jovem se sinta amado e aceito.

RESPOSTAS DO FIXANDO A LIÇÃO

  1. 1 (G) Jo 6.5-13
  2. (B) Mt 9.27-31
  3. (E) Lc 5.12,13
  4. (A) Lc 7.1-10
  5. (D) Jo 11.1-44
  6. (C) Lc 7.11-15
  7. (F) Lc 8.22-25
Imagem oficial de abertura da Lição 7: As duas naturezas de Jesus
Ações desta lição✨ Prompts EBD Fiel

LIÇÃO 7 — AS DUAS NATUREZAS DE JESUS

BASE BÍBLICA Fp 2.1-11

VERSÍCULO CHAVE

“De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, que sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”, Fp 2.5-7.

OBJETIVO DA LIÇÃO

Saber que Cristo deixou Sua Glória, para se tornar homem e cumprir o Plano de Salvação da humanidade.

PONTO DE PARTIDA

Nos dias da Igreja Primitiva, uma heresia estava se espalhando entre o povo de Deus: Cristo não foi 100% homem. As pessoas que pensavam assim, eram chamadas de gnósticas. Para elas, a ausência de pecados, os sinais e os milagres de Jesus eram explicados pela natureza divina que operava nEle em todo o tempo. Entretanto, essa ideia não está alinhada com o ensino bíblico, porque Cristo se esvaziou do poder divino para realizar Sua missão terrena apenas no poder do Espírito Santo (Cl 2.9).

INTRODUÇÃO

Jesus foi plenamente Deus e plenamente homem, o que significa que o Filho de Deus assumiu a natureza humana e experimentou as necessidades físicas e emocionais comuns a isso. Uma vez que a humanidade estava afastada de Deus devido ao pecado, foi necessário que o Filho de Deus viesse ao mundo para restaurar a nossa comunhão com o Pai. Sendo assim, o Filho de Deus realizou Sua Obra na cruz e em sua humanidade, carregou o pecado de todos nós: “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”, Cl 2.9.

ATIVIDADE EM GRUPO

Escreva as referências bíblicas no quadro: Jo 11.35, Mt 4.2, Lc 4.38, Jo 2.2. Peça aos alunos que leiam as passagens em suas Bíblias e observem o tipo de necessidade ou sentimento que Jesus experimentou em cada uma delas. Pergunte se eles já sentiram necessidades ou sentimentos semelhantes aos de Jesus. Ressalte que Jesus se fez carne, ou seja, quando veio ao mundo em Sua missão, assumiu a natureza humana sem deixar de ser Deus. Em seguida, questione-se se, de fato, é plausível afirmar que Jesus nunca cometeu pecado, apesar de Sua humanidade. Peça que meditem a respeito e respondam no final da lição, pois assim os alunos poderão fazer uma análise mais completa do caráter de Cristo.

1 JESUS, UM HOMEM COMPLETO

No Evangelho de João, capítulo 1, versículo 14, é mencionado que “o Verbo se fez carne e habitou entre nós (...)”, o que indica que o Filho de Deus veio ao mundo adotando a forma humana. Os Evangelhos apresentam diversas faces da humanidade de Jesus, começando por Seu próprio nascimento (Lc 2.7; Mt 1.21), e se estendendo ao Seu desenvolvimento integral e aprendizado (Lc 2.52). Eles também destacam Suas limitações humanas: quando Jesus sentiu fome (Mt 4.2), cansaço (Jo 4.6), sede (Jo 19.28), tristeza (Jo 11.35), angústia (Lc 22.44), foi tentado (Hb 4.15) e enfrentou a morte (Lc 23.46).

A Bíblia ressalta: “Mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz”, Fp 2.7,8.

Como Homem e Servo obediente, Jesus mantinha plena comunhão com o Pai. Várias passagens mostram que Ele mantinha uma vida de oração, buscando força e orientação em Deus (Mc 14.36; Lc 10.21; Hb 5.7); participava da leitura e do estudo da Palavra nas sinagogas (Lc 4.16); bem como das Festas Sagradas do povo de Israel (Lc 2.41,42; 22.7,8), entre outras práticas.

A Bíblia enfatiza que Jesus foi tentado em todas as coisas, mas não cometeu pecado (Hb 4.15, 1Pe 2.22). Sua vida sem pecado exemplifica o que Deus deseja de nós.

O exemplo de Jesus serve como padrão ideal de caráter e comportamento cristão a ser seguido, até porque “Aquele que diz: Eu conheço-o e não guarda os seus mandamentos é mentiroso, e nele não está a verdade. Mas qualquer que guarda a sua palavra, o amor de Deus está nele verdadeiramente aperfeiçoado; nisto conhecemos que estamos nele. Aquele que diz que está nele também deve andar como ele andou”, 1Jo 2.3-6.

2 JESUS, O DEUS COMPLETO

Jesus tinha natureza humana e divina. Embora distintas, essas duas naturezas, uniram-se na mesma Pessoa: Cristo Jesus. Assim como atesta a humanidade de Jesus, o Evangelho também atesta a Sua divindade, como afirma o Apóstolo João: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade”, Jo 1.14. Mesmo assim, há quem questione a divindade de Cristo, pois para muitas pessoas, Jesus se apresentou somente como um grande mestre moral, semelhante a outros líderes religiosos da Sua época. Todavia, basta uma leitura detalhada dos Evangelhos para perceber que essa perspectiva não se sustenta: Ele também é Deus!

A natureza divina de Jesus se evidencia de algumas maneiras:

A) Ele ensinava com autoridade divina e única: “E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da sua doutrina”, Mt 7.28.

B) Ele tinha um relacionamento único com o Pai: “E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?”, Lc 2.49.

C) Ele usou o termo o Filho do Homem, um título messiânico para se referir a Si mesmo: “Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder para perdoar pecados”, Mc 2.10.

D) Ele aceitou ser adorado: “Ele [o cego de nascença] disse: Creio, Senhor. E o adorou”, Jo 9.38.

E) Jesus se igualou ao Pai: “Por isso, pois, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque não só quebrantava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”, Jo 5.18.

F) Jesus manifestava particularidades divinas como a Onisciência: “Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu estando tu debaixo da figueira”, Jo 1.48.

G) Jesus tinha autoridade sobre a natureza e demônios: “(...) Então levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança”, Mt 8.26.

“(...) Pois com autoridade ordena aos espíritos imundos, eles Lhe obedecem”, Mc 1.27.

3 O CARÁTER DE JESUS

Você já pensou acerca do caráter de Jesus? Vamos compreender: caráter é o conjunto das qualidades, sejam elas boas ou más, e que determina a conduta e a concepção moral de alguém, demonstrando o tipo de comportamento, índole, ações e reações de um indivíduo. Resumindo, o caráter é a essência que define uma pessoa.

Vejamos algumas características do Mestre: amoroso (Jo 13.1); conhecedor dos corações (Mt 9.3,4); movido de compaixão (Mt 9.36); manso (Mt 11.29); detentor de uma autoridade diferente do mundo (Mc 1.22); severo com o erro (Mc 11.15-18); não buscava agradar a Si mesmo (Rm 15.3); irrepreensível (Ef 1.3,4) e misericordioso (Hb 2.17), esses são alguns aspectos do maravilhoso caráter de Jesus.

Sendo você um seguidor de Cristo, pode parecer impossível chegar a um caráter com tantos aspectos positivos. Saiba, porém, que o caráter de Cristo em nós não nasce espontaneamente, ele é forjado, isto é, ele é trabalhado em nossa vida à medida que crescemos na graça e no conhecimento dEle, o que nos torna mais parecidos com Cristo (1Jo 2.6).

CONCLUSÃO

Havia um propósito nas duas naturezas da Pessoa de Cristo: a natureza humana tinha por finalidade representar o homem e seu castigo pelos pecados. Já a natureza divina a de nos reconciliar com Deus através da expiação do pecado, de forma definitiva.

COMPLEMENTO

Para ensinar, Jesus observava os discípulos, fazia perguntas, ouvia as respostas com paciência, citava as Escrituras, contava parábolas. Descubra as melhores estratégias de ensino, de acordo com o perfil da turma, para proporcionar aos alunos o melhor aprendizado. Lembre-se de que você é importante na formação do caráter cristão dos adolescentes. O Apóstolo Paulo nos orienta: “Aquele que ensina, esmera-se no fazê-lo considerando-nos a buscar a excelência e a dedicação no ato de transmitir o conhecimento. Você foi chamado para esta missão e o céu conta com você!

RESPOSTAS DO FIXANDO A LIÇÃO

1
  1. (H) Lc 19.41
  2. (D) Mt 14.33
  3. (D) Lc 2.49
  4. (D) Jo 9.38
  5. (H) Mt 4.2
  6. (H) Jo 4.7
  7. (D) Mc 14.61-64
2

Misericordioso, Obediente, Manso, Amoroso e Justo.

Imagem oficial de abertura da Lição 8: Pai e Filho são Um
Ações desta lição✨ Prompts EBD Fiel

LIÇÃO 8 — PAI E FILHO SÃO UM

BASE BÍBLICA Jo 17.21

VERSÍCULO CHAVE

“Para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti”, Jo 17.21.

OBJETIVO DA LIÇÃO

Saber que o cristão deve viver em comunhão com Deus.

PONTO DE PARTIDA

Jesus vivia em perfeita comunhão com o Pai e, em Sua missão na Terra, dependia totalmente do Pai para cumprir plenamente o Plano de Salvação. Por meio da Salvação em Cristo, a humanidade recebeu a oportunidade de se reconciliar com Deus. Hoje, pelo poder do Espírito Santo, o cristão pode desfrutar do privilégio de viver em comunhão com Deus, mesmo em um mundo dominado pelo mal. Em Cristo encontramos graça, direção, esperança e força para permanecer firmes na fé.

INTRODUÇÃO

Desde o princípio, Deus criou o homem para viver em perfeita comunhão com Ele. Contudo, o pecado rompeu esse relacionamento, separando a humanidade do Criador. Mas, por meio do sacrifício de Jesus na cruz, o caminho para o Pai foi restaurado, oferecendo reconciliação e vida eterna a todos os que creem no Filho. Assim, aqueles que recebem a Cristo podem desfrutar novamente da comunhão com Deus, pois o Pai e o Filho são Um (2Co 5.18,19). Essa comunhão bíblica também se reflete no relacionamento entre os irmãos da fé, marcado pelo amor, pela unidade e pela harmonia, porque o Senhor se alegra na comunhão de Seus filhos (Sl 133.1).

ATIVIDADE EM GRUPO

Inicie a atividade distribuindo espelhos aos adolescentes e peça que olhem para o próprio reflexo em silêncio por 30 segundos. Pergunte: “Quem você vê? É possível mudar sua essência apenas alterando a imagem externa?”. Aguarde as respostas. Em seguida, explique que o espelho humano reflete apenas a superfície, mas Deus nos enxerga por inteiro, avaliando o coração. Com base em Hebreus 1.3, destaque que Jesus é o reflexo exato e a expressão perfeita do Pai, vindo ao mundo para revelar quem Deus é. Desafie a classe com a seguinte questão: “As pessoas que observam seu comportamento no dia a dia conseguem enxergar Jesus em você?”. Abra espaço para que citem formas práticas de refletir o caráter de Cristo na família e na escola. Encerre com uma oração, pedindo que o Senhor capacite cada adolescente a ser um reflexo fiel e bíblico de Jesus Cristo.

1 O PAI E O FILHO

Imagine que seu pai é amoroso, sábio, inteligente, amigo e muito mais. Você, por sua vez, está em um lugar distante, quem sabe em outro país, realizando um trabalho missionário. Você está rodeado de estranhos com uma cultura diferente da sua e com costumes e valores diferentes dos seus. Você precisa de conselho, de orientação, de incentivo e de uma palavra amiga e de consolo para não desistir. Você tem um celular habilitado para fazer ligações de longa distância e um computador com acesso à internet. Com quem você falaria? Com certeza, você falaria com o seu pai. Era mais ou menos assim que Jesus se sentia.

Ele abriu mão da glória celestial que outrora compartilhava com o Pai, por amor. Nasceu na simplicidade de uma estrebaria e viveu não para ser servido, mas para ser servo. Aqui Jesus encontrou desafios, oposição, tentação, batalhas intensas no corpo, na mente e na alma. O Filho, sabia que precisava da ajuda constante do Pai. Jesus ainda era menino, e Seu relacionamento íntimo com Deus já era evidente: quando foi achado no Templo, entre os doutores, e Jesus disse a José e Maria que estava tratando dos negócios de Seu Pai (Lc 2.49).

O Deus Todo-Poderoso reconhecia o Filho Amado, o que fica claro por ocasião do batismo (Mc 1.10,11) e da transfiguração de Jesus (Mt 17.5). O Mestre valorizava a comunhão com Deus, tanto que Ele jejuava (Mt 4.1,2) e orava constantemente, mesmo que sozinho (Lc 5.16; Lc 9.18) ou junto aos discípulos (Mt 26.36-39) a noite (Lc 6.12) e nas madrugadas (Mc 1.35); Jesus buscou estar em constante comunhão com o Pai.

2 A TRINDADE

Existe uma comunhão perfeita entre o Deus Pai, o Deus Filho e o Deus Espírito Santo, que juntos formam um Único Deus. Cada uma das três Pessoas da Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo – é Deus; por isso, são iguais em Autoridade, Glória e Poder, o que faz com que mereçam o mesmo culto, a mesma devoção, a mesma confiança e a mesma fé.

Desde o início, o Deus Pai, o Deus Filho e o Deus Espírito Santo fizeram parte da narrativa bíblica. No AT, Deus se refere à Trindade quando fala de Si mesmo no plural: “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança”, Gn 1.26. Além disso, todas as Pessoas da Trindade são mencionadas no AT. O Pai: “Tu, ó SENHOR, és nosso Pai; nosso Redentor desde a antiguidade é o teu nome, Is 63.16; o Filho de Deus: “Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome, e qual é o nome de seu filho, se é que o sabes?”, Pv 30.4; o Espírito Santo: “E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”, Gn 1.2.

Ao longo do NT, muitas passagens mencionam as três Pessoas da Trindade claramente (Mt 3.16,17; 2Co 13.13; Tt 3.4-6; Ef 2.18; Jo 14.16,17 e Mt 28.19).

Com tantas referências, não há dúvida de que a Doutrina da Trindade é uma verdade que os cristãos devem aceitar.

O homem é composto por três aspectos distintos: corpo, alma e espírito; juntos eles formam um ser humano completo.

3 DEUS E O PRÓXIMO

Na época da Igreja Primitiva, os seguidores de Cristo se dedicaram à Doutrina dos Apóstolos e à comunhão com os irmãos (At 2.42). Deus deseja que a comunhão na vida do cristão seja completa; por isso, estabelece uma relação com Ele, a harmonia entre os irmãos e a comunhão de cada um consigo mesmo, sendo o relacionamento com Deus a base para todas essas relações. Aqueles que mantêm um relacionamento constante com o Pai, recebem o amor necessário para manter um relacionamento saudável consigo (intrapessoal) e com o próximo (interpessoal).

Durante Sua missão na Terra, Jesus manteve uma profunda comunhão com o Pai e com os Seus discípulos; estes, por sua vez, mantinham comunhão com Jesus e com os irmãos. Antes de voltar para o Pai, Jesus comunicou aos discípulos que não estaria mais com eles. A tristeza tomou conta de todos. Mas Jesus, percebendo o sentimento sincero daqueles homens, fez uma promessa maravilhosa: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós”, (Jo 14.16,17).

Jesus não desampara aqueles que O amam. Ele valoriza a comunhão e reconhece seu valor para a Igreja, que tem a missão de anunciar o Mestre ao mundo. Antes de subir aos Céus, Jesus orou pela comunhão dos santos: “Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós”, Jo 17.11. Sendo assim, a Presença do Espírito Santo torna possível a comunhão dos santos com Deus, e a unidade do Corpo de Cristo faz com que o mundo creia que Jesus é o Filho de Deus.

CONCLUSÃO

Existem muitos textos que comprovam a comunhão perfeita entre o Pai e o Filho; porém, o batismo de Jesus no Jordão merece um destaque especial: o Pai faz soar Sua voz poderosa e diz: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”, Mt 3.17. Este é um exemplo maravilhoso de comunhão e amor. Que sejamos motivados a ser um filho amado em quem o Senhor se agrada.

COMPLEMENTO

A habilidade interpessoal é a capacidade de se relacionar com as outras pessoas. Para alguns adolescentes, é difícil desenvolver essa habilidade e alguns fatores contribuem para isso, como por exemplo: timidez, traumas ou baixa autoestima. Por isso, sempre que possível, estimule o trabalho em equipe, a assertividade, o saber ouvir e o falar na hora certa. A convivência se torna mais fácil quando aprendemos a nos relacionar com o próximo.

RESPOSTAS DO FIXANDO A LIÇÃO

1
  1. A) Pela oração, pelo estudo da Palavra e pelo jejum.
  2. B) Porque isso agrada a Deus e testifica Jesus ao mundo.
  3. C) Jesus prometeu-lhes rogar ao Pai que lhes desse outro Consolador, para que ficasse com eles para sempre.
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LIÇÃO 9 — A CRUCIFICAÇÃO DE JESUS

BASE BÍBLICA Is 53; Mt 26-27

VERSÍCULO CHAVE

“Mas ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”, Is 53.5.

OBJETIVO DA LIÇÃO

Saber que Deus cumpriu a promessa da vinda do Messias em Jesus.

PONTO DE PARTIDA

A partir desta lição, estudaremos assuntos importantes no contexto da Salvação: a crucificação, a ressurreição e a ascensão de Cristo. Durante Sua vida terrena, Jesus se preparou para a missão que o Pai Lhe confiou: resgatar a humanidade perdida. A cada ano de Sua vida, a cada etapa vencida e a cada profecia que se cumpria em Jesus, a cruz se tornava cada vez mais real e fugir do plano divino não fazia parte dos planos do Mestre, que estava focado em Seu propósito. Jesus decidiu ir até Jerusalém (Lc 9.51), onde Ele sabia que seria crucificado e morto. Mesmo assim, o Senhor nos amou até o fim (Jo 13.1).

INTRODUÇÃO

Na crucificação de Cristo, Deus cumpriu a promessa feita no Jardim do Éden: Ele enviaria o Redentor, que pisaria a cabeça da serpente, o diabo, e este lhe feriria o calcanhar (Gn 3.15). Para que a promessa se cumprisse, era necessário que Cristo passasse pela Cruz, onde Ele venceu o diabo e levou sobre Si os nossos pecados. Acredita-se que cerca de setecentos anos antes da vinda do Messias, Isaías profetizou sobre a crucificação de Jesus (Is 53.1-12). Na cruz, Jesus nos resgatou, fazendo-se maldição por nós (Gl 3.13). O Cordeiro de Deus foi sacrificado sobre o Altar, levando sobre Si a iniquidade da humanidade (Is 53.6). Por isso, aqueles que creem em Jesus são livres da ira de Deus, da culpa e da condenação do pecado.

ATIVIDADE EM GRUPO

Reúna os alunos sentados em círculo para compartilhar dores pessoais e, em seguida, realizar a leitura de Mateus 27.27-50 (professor lê os versículos pares; alunos, os ímpares). Depois, divididos em pequenos grupos, os alunos debatem e apresentam um paralelo entre o sofrimento humano e o de Jesus. O professor encerra validando a realidade das dores de cada pessoa, mas enfatizando que nenhum sofrimento se compara ao sacrifício supremo de Cristo na cruz para a Salvação da humanidade.

1 A CAMINHO DA CRUZ

No Jardim do Getsêmani, Jesus atravessou momentos de angústia. Ele foi abandonado pelos discípulos e preso, depois de ter sido traído, com um beijo, por Judas Iscariotes, que por essa traição, recebeu trinta moedas de prata (Mt 26.36-56). Durante a noite, Jesus foi apresentado ao Sinédrio, o tribunal religioso daquela época, onde enfrentou um julgamento injusto, cheio de acusações infundadas e falsas testemunhas. Ali condenaram a Jesus sem provas, Ele foi cuspido, humilhado e espancado (Mt 26.57-68). Como o Sinédrio não tinha autoridade para sentenciá-LO à morte, o Mestre foi conduzido ao governador romano Pôncio Pilatos. Diante do governador, mesmo sendo acusado por Seus inimigos, Jesus se manteve em silêncio. Pilatos não viu crime algum em Jesus, mas, para se livrar da responsabilidade de condenar um inocente à morte, ele enviou Jesus ao rei Herodes, que também não identificou crime algum no Mestre, e assim, O levaram de volta a Pilatos.

Era costume, naquela época, durante a Páscoa, libertar um dos prisioneiros da prisão. Pilatos, por sua vez, decidiu apresentar Jesus e um criminoso, chamado Barrabás, para que a multidão decidisse qual dos dois deveria ser solto. Quando o povo optou por soltar Barrabás, Pilatos pediu água e lavou as mãos, e isso significou que ele estava livre da responsabilidade pela condenação de um homem inocente. Jesus foi levado pelos soldados à corte (pretório militar), onde tiraram Suas roupas; colocaram sobre Seu corpo um manto escarlate; em Sua cabeça, uma coroa de espinhos; e, em Suas mãos, um pedaço de cana, que serviu como cetro. Com essa mesma cana, bateram em Sua cabeça e, ainda, cuspiram nEle (Mt 27.11-31).

Jesus carregou uma pesada cruz até o Gólgota, também conhecido como Lugar da Caveira, onde seria crucificado (Mt 27.32,33). Ao longo do caminho, o Filho de Deus foi espancado e chicoteado. O mesmo povo, que um dia O aceitou como Messias e O seguia por causa dos milagres, agora O considerava um malfeitor. Jesus, entretanto, suportou a cruz para nos salvar e cumprir as Escrituras (Is 53.1-12).

2 A CRUCIFICAÇÃO

A cruz foi erguida às nove horas da manhã de uma sexta-feira. Ali estava o Filho de Deus, com os pés e as mãos pregados no madeiro, sofrendo intensa agonia e dor. Do alto da cruz, Cristo contemplava a cena: a multidão ignorante, os religiosos invejosos e os soldados cruéis; além de ver o choro de Seus discípulos e o sofrimento de Sua mãe. Apesar do imenso sofrimento, Jesus manteve Sua bondade e amor, e ainda pediu ao Pai: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, Lc 23.34.

Jesus foi crucificado entre dois ladrões. Um deles blasfemava, duvidando do Cristo; achando-O incapaz de salvar a Si mesmo. Porém, o outro o repreendeu por não temer a Deus e não reconhecer que os dois estavam pagando pelos erros que cometeram, mas Jesus era inocente. O criminoso, arrependido, suplicou: “Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino”, Lc 23.42. E Jesus lhe respondeu: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso”, Lc 23.43.

O pecado de toda a humanidade recaiu sobre Jesus, que sofreu a ira de Deus em nosso lugar. Jesus bebeu o cálice da ira divina. Na Sua humanidade, Ele clamou em alta voz: “Eli, Eli, lamá sabactâni, isto é, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”, Mt 27.46. E, perto das três horas da tarde, Jesus gritou em alta voz e entregou o Seu espírito a Deus, porque tudo estava consumado (Mt 27.50). Naquele mesmo momento, o véu do Templo se rasgou em dois, de alto a baixo (Êx 26.31-33; Mt 27.51); assim, o caminho foi aberto para reconciliar com o Pai todo aquele que crê no Filho (Hb 10.20). Em Cristo, assim, todos têm acesso ao Santo dos Santos.

3 O SEPULCRO

Após a morte de Jesus, coisas extraordinárias aconteceram. Até o centurião e os guardas creram que Jesus, verdadeiramente, era o Filho de Deus (Mt 27.52-54). Ao cair da tarde, José de Arimateia e Nicodemos, dois judeus que acreditavam em Jesus, pediram a Pilatos o corpo do Mestre, para que pudessem sepultá-LO.

O corpo foi retirado da cruz. José de Arimateia o envolveu em um lençol limpo e o pôs em um sepulcro novo, escavado em uma rocha. Depois que a entrada do sepulcro foi fechada com uma grande pedra, José foi embora (Mt 27.60). Com isso, cumpriu-se mais uma profecia sobre Jesus: “E puseram a sua sepultura com os ímpios, e com o rico, na sua morte”, Is 53.9.

Se a história de Jesus terminasse assim, não passaria da biografia de um homem que falou coisas bonitas, ajudou o próximo e era temente a Deus. No entanto, o relato bíblico vai além de um sepulcro fechado. Antes de ser crucificado, Jesus afirmou que ressuscitaria ao terceiro dia (Mt 12.39,40). Os inimigos escarneceram, os discípulos não creram, e Satanás achou que sairia vitorioso. Passados três dias, a morte não pôde deter o Cristo, que ressuscitou! Ele vive e reina para sempre (Mt 28.1-10)!

CONCLUSÃO

A grandeza da misericórdia do Senhor e a imensidão do Seu Amor foram reveladas na crucificação e na ressurreição de Jesus. Esses acontecimentos marcaram a história da humanidade e revelam o que chamamos de “sacrifício substitutivo”, pois Jesus pagou o preço do pecado em lugar da humanidade: o Justo morreu pelos injustos. Na cruz, Jesus assumiu a nossa culpa e nós assumimos a Sua justiça. Hoje, ao olhar para Seus filhos, Deus não enxerga em nós o pecado, mas sim a justiça de Cristo (Rm 3.24-26).

COMPLEMENTO

Práticas educativas rígidas ficaram no passado, e a sala de aula tornou-se um espaço de expressão do pensamento pelo diálogo. O conhecimento não é algo pronto e acabado, mas algo que se constrói por meio da troca de saberes. Para ajudar nisso, permita que o lúdico faça parte das atividades durante a aula. A brincadeira estimula o pensamento crítico, o raciocínio lógico e a comunicação. Lance mão desse recurso e torne a aula mais dinâmica.

RESPOSTAS DO FIXANDO A LIÇÃO

1
  1. ( 3 ) “Eli, Eli, lamá sabactâni.”
  2. ( 5 ) “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.”
  3. ( 1 ) “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.”
  4. ( 6 ) “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.”
  5. ( 4 ) “Mulher, eis aí o teu filho.”
  6. ( 7 ) “Tenho sede.”
  7. ( 2 ) “Está consumado!”
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LIÇÃO 10 — A RESSURREIÇÃO DE JESUS

BASE BÍBLICA Mt 28; Mc 16; Lc 24; Jo 20

VERSÍCULO CHAVE

“Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou”, Lc 24.5,6.

OBJETIVO DA LIÇÃO

Saber que Jesus ressuscitou, assim como havia prometido aos Seus discípulos.

PONTO DE PARTIDA

A ressurreição de Jesus é a base da fé cristã. O Apóstolo Paulo disse aos Coríntios que, sem a ressurreição de Jesus, a fé cristã e a pregação do Evangelho não teriam sentido (1Co 15.14). Isso significa que, se Jesus tivesse permanecido no sepulcro, onde José de Arimateia colocou Seu corpo, a Salvação quanto à vida eterna seria questionável. O milagre da ressurreição nos garante que o Salvador está vivo; por isso, a fé cristã e a esperança dos santos não podem se abalar (1Pe 1.3,4).

INTRODUÇÃO

Ao contrário do que muitos pensam, o evento mais importante do cristianismo não é a morte, mas a ressurreição de Cristo. A morte é um fato que faz parte da vida humana. Jesus, como homem, entregou Sua vida; mas, como Cristo, Ele ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem (1Co 15.20). Na ressurreição, o Filho de Deus tornou autêntico tudo o que declarou sobre Si mesmo (Rm 1.4); Jesus deu a esperança da ressurreição a todos aqueles que, por meio dEle, se tornam filhos de Deus (2Co 4.14).

ATIVIDADE EM GRUPO

Separe um livro cuja capa contenha muita informação visual, a Bandeira do Brasil e uma cruz. Vede o título do livro, e peça que definam a possível temática da obra, considerando os elementos da capa. Estenda a Bandeira Nacional e pergunte à turma: O que ela representa? O que suas cores representam? Aguarde as respostas e, em seguida, mostre a cruz, para que digam o que eles pensam sobre ela. Em geral, os adolescentes falam do cristianismo, da morte de Jesus, da Páscoa. Após ouvi-los, chame a atenção de todos sobre o fato de a cruz estar vazia, porque Jesus ressuscitou; Ele vive e reina para sempre!

1 JESUS MORREU

Certamente, você já ouviu a frase: “Cristo morreu pelos nossos pecados”. Mas você sabe o que essa afirmação, de fato, significa? Para compreender a extensão da morte de Jesus em nosso favor, vamos analisar as cinco palavras que descrevem o sacrifício na cruz: “Expiação, Propiciação, Substituição, Redenção, Reconciliação”.

A) Expiação: significa que a morte de Cristo expiou (cobriu, ocultou) nossos pecados, para que não provoquem mais a ira de Deus (1Jo 1.7).

B) Propiciação: significa que o sacrifício expiatório de Cristo aplacou a ira de Deus, uma vez que o Pai justifica aqueles que creem no Filho (Rm 3.25,26).

C) Substituição: No AT, os sacrifícios eram substitutivos por natureza. No altar do sacrifício, o pecador era substituído pelo animal sacrificado, para que fosse perdoado por Deus. No NT, Cristo tornou-se o sacrifício, sendo Ele o Cordeiro que substituiu o homem pecador (Is 53.4,5; 1Pe 2.24).

D) Redenção: diz respeito à morte de Jesus, o Redentor da humanidade, que pagou o preço e nos livrou da servidão: o Seu Sangue derramado na cruz (1Pe 1.18-21).

E) Reconciliação: significa que, embora o pecado tenha separado o homem de Deus, o sacrifício de Cristo na cruz removeu todas as barreiras desse distanciamento e nos reconciliou com o Pai (2Co 5.18,19).

A rebelião de Adão rompeu o relacionamento do homem com Deus. Todos se tornaram escravos do pecado. As relações humanas foram corrompidas pelo ódio, ressentimento, inveja, cobiça e muitos outros sentimentos ruins, presentes no coração humano. Pelo Sangue derramado na cruz, todo aquele que confessa a Jesus torna-se nova criatura (2Co 5.17), a quem é restituído tudo o que havia sido perdido no Éden.

2 JESUS RESSUSCITOU

O Filho de Deus foi severamente escarnecido antes e durante a Sua crucificação. Jesus suportou a humilhação, a vergonha e o sofrimento por nos amar. Em ato voluntário de amor e obediência, Jesus suportou a cruz. Como ovelha muda, Ele foi levado ao matadouro (Is 53.7). Quando, às três horas da tarde, ouviu-se um brado e o Mestre expirou (Mt 27.45,46). Jesus foi humilde e obediente a Deus até a morte (Fp 2.8). Mas a história não terminou na cruz, pois a morte não pôde deter o nosso Salvador (Rm 6.9). Jesus, a Justiça de Deus, venceu a morte. Triunfante, a ressurreição de Jesus ocorreu ao terceiro dia, e isso valida Sua divindade e ainda ressalta a promessa de vida eterna àqueles que nEle creem. Jesus nos justificou diante de Deus e habilitou-nos para uma nova vida, livre do domínio do pecado. Paulo enfatiza em 1 Coríntios 14.15-19 que, sem a ressurreição de Jesus, a nossa fé e pregação seriam inúteis; não teríamos esperança e seríamos eternamente pecadores fadados à morte. A Bíblia declara com veemência: “A Jesus Nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais (...) a este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela”, At 2.24.

Verdadeiramente, a ressurreição de Jesus declara a vitória sobre a morte, ativa o poder do Evangelho e, com propriedade, nos oferece a esperança de vida eterna.

3 JESUS VIVE

Jesus afirmou que ressuscitaria (Mt 12.38-40; Jo 2.19; Mc 8.31) e, de fato, isto se cumpriu (1Co 15.4). O túmulo foi selado e estava sendo guardado por soldados romanos, mas seria este o impedimento para deter o poder de Deus? John Stott disse: “Nós vivemos e morremos; Cristo morreu e viveu!”.

A Palavra de Deus destaca testemunhas da ressurreição de Jesus: Maria Madalena foi a primeira testemunha (Jo 20.11-18; Mc 16.9); as três mulheres que foram ao túmulo (Mt 28.1-10); dois discípulos no caminho de Emaús (Lc 24.13-35); Simão Pedro (Lc 24.34); os discípulos em Jerusalém (Jo 20.19-29); Tiago, seu irmão (1Co 15.7); mais de quinhentos irmãos (1Co 15.6) e Saulo a caminho de Damasco (At 9.4-8).

Jesus venceu a morte! Ele ressuscitou em um corpo glorificado (Fp 3.21), e Seus discípulos atestaram de modo que eles viram, ouviram e tocaram nEle (Lc 24.38-43). Charles Spurgeon ressaltou: “A ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos é um dos fatos mais bem documentados da História. Houve tantas testemunhas que, se dermos o mínimo de crédito aos testemunhos humanos, não podemos e não ousamos duvidar de que Jesus ressuscitou dos mortos.”

Jesus está Vivo; Ele voltou aos Céus (At 1.9-11), a fim de preparar-nos um lugar (Jo 14.2,3). A ressurreição de Jesus ressalta a Bendita Esperança de que em breve, Ele voltará e manifestará a Sua glória (Tt 2.13). Maranata!

CONCLUSÃO

É equivocada a certeza de que podemos esperar em Cristo apenas para esta vida, pois a nossa esperança vai além do tempo presente. Jesus ressuscitou dentre os mortos para que, por meio dEle, fôssemos vivificados. Sem Jesus, o Plano de Salvação estabelecido por Deus não se completaria. O Pai planejou cada detalhe: desde o nascimento, o ministério, a morte e a ressurreição do Seu Filho, para trazer redenção à humanidade. Cristo é, portanto, o Único Caminho que conduz ao Pai, a única Verdade que liberta e a Vida que salva eternamente (At 4.12).

COMPLEMENTO

Incentivar os adolescentes à leitura é um desafio. A internet disponibiliza jogos e vídeos atraentes que dispersam o hábito da leitura. Sabemos que ler a Bíblia é essencial para a construção de uma vida cristã robusta. O que podemos fazer? Você pode utilizar alguns materiais de apoio durante as aulas, como, por exemplo, quadrinhos bíblicos. Crie desafios e aplique testes de conhecimento que despertem a competição entre os alunos.

RESPOSTAS DO FIXANDO A LIÇÃO

1 “Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia”, Mt 28.6.

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LIÇÃO 11 — A ASCENSÃO DE CRISTO

BASE BÍBLICA Lc 24.50,51; At 24.9-11

VERSÍCULO CHAVE

“Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir”, At 1.11.

OBJETIVO DA LIÇÃO

Saber que, após cumprir Seu ministério terreno, Jesus voltou ao Pai para exercer o papel de intercessor dos cristãos.

PONTO DE PARTIDA

Os Evangelhos relatam que passados quarenta dias após a ressurreição, Jesus ascendeu aos Céus (Lc 24.50,51; At 1.3-11). Para além de uma transição de lugar, ocorreu uma transição de estado, onde Jesus voltou aos Céus e foi glorificado pelo Pai (Jo 17.5; Mc 16.19). A ascensão de Jesus aos Céus encerra Seu Ministério terreno e dá início ao Seu novo Ministério como Sumo-Sacerdote e Intercessor.

INTRODUÇÃO

A palavra “ascensão” significa: escalada, subida ou elevação. Para os cristãos, o significado é mais profundo, quando se trata da “Ascensão de Cristo”. Isso porque Jesus passou pela morte física, mas a morte não foi capaz de detê-LO no túmulo: o Salvador venceu a morte. O Cristo Ressurreto passou quarenta dias com os Apóstolos que Ele escolheu, aos quais provou que estava Vivo. Pelo Espírito Santo, Jesus lhes deu Mandamentos e falou sobre o Reino de Deus (At 1.2,3). Jesus deu àqueles homens instruções valiosas para a pregação do Evangelho, até que foi elevado às alturas, ao Seu Trono de Glória, onde está assentado à destra de Deus Pai (1Pe 3.22).

ATIVIDADE EM GRUPO

Coloque dentro de alguns envelopes, tirinhas com as frases: “vida eterna” e “perdição eterna”. Distribua os envelopes e explique que cada aluno deverá escolher um. Ao abri-lo deverão ler a frase e se separar em dois grupos: “vida eterna” e “perdição eterna”. Em seguida, leia Jo 3.16 em voz alta. Explique para os adolescentes que Jesus morreu, mas ressuscitou e ascendeu aos céus. Quem aceita a Jesus como Salvador e vive de acordo com a Palavra, desfrutará da vida eterna, quem o recusa, não desfruta desse direito. Ressalte que eles escolheram os envelopes sem conhecer o conteúdo, mas quem opta por aceitar a Cristo, conscientemente e caminha segundo a Palavra, tem a certeza da vida eterna.

1 A ASCENSÃO DE JESUS

A ascensão de Jesus é uma verdade de profundo significado. Ela explica a Sua ausência física no mundo, simbolizando a conclusão do Seu Ministério terreno. O Deus Pai enviou o Seu Filho para uma Missão específica: cumprir o Plano de Salvação. Embora a cruz não seja o fim, Jesus consumou com sucesso a Obra que Deus Lhe confiou na Terra.

A Sua ascensão significa que Ele agora está exaltado ao lado do Pai (Lc 24.50,51; At 1.6-11). A Bíblia revela que, após ressuscitar, Jesus subiu aos Céus e hoje habita no lugar de glória. Antes de retornar ao Pai, Jesus prometeu nos preparar lugar na Eternidade (Jo 14.2). Junto ao Pai, Jesus é o nosso Sumo Sacerdote (Hb 4.14-16), o Mediador da Nova Aliança (Hb 9.15).

A ascensão de Jesus, não significa que Seus seguidores ficaram abandonados; o Seu retorno ao Céu, possibilitou a vinda do Espírito Santo para estar conosco. Se Jesus não retornasse aos Céus, o Consolador não viria até nós (Jo 16.5-15).

O Senhor Jesus vive. Ele ocupa uma posição de honra e autoridade à destra do Pai (Sl 110.1; Ef 1.20; Hb 8.1). Cristo é o Cabeça da Igreja (Cl 1.18), o Doador dos Dons espirituais (Ef 4.7,8), Aquele que preenche tudo em todos (Ef 4.10). Ele foi elevado aos Céus, mas voltará como subiu, e nesta promessa, estamos firmados (At 1.10,11). Maranata! Ora vem, Senhor Jesus!

2 JESUS NOS CÉUS

Ao retornar aos Céus, Jesus assumiu um novo papel no Plano da Salvação. À destra de Deus, após ter vencido o pecado, o diabo e a morte, Jesus exerce o ofício de Sumo Sacerdote, o Fiel Intercessor, pelo Sacrifício Perfeito que nos cobre com Seu sangue (Hb 2.17).

Jesus intercedeu ao Pai para que Pedro não esmorecesse na fé (Lc 22.32). Em Seu Ministério terreno, intercedeu pela Igreja na oração sacerdotal (Jo 17), e hoje intercede por nós junto ao Pai (Rm 8.34; Hb 7.25).

Jesus é o Mediador que estabeleceu uma Nova Aliança, permitindo nossa reconciliação com Deus (Hb 8.6; 9.15; 12.24). Cristo restaurou o que o pecado destruiu e tornou-se o Advogado que nos defende das acusações de Satanás, que insiste em condenar aqueles que já foram justificados pela Graça (1Jo 2.1).

A Bíblia enfatiza: “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôssemos feitos justiça de Deus”, 2Co 5.21. Ao concluir Sua Obra Redentora na cruz, Jesus tornou-se nosso Mediador, a fim de que, pela Nova Aliança, estejamos diante de Deus vestidos com a justiça de Cristo (Hb 9.15). Não há nenhum mediador entre o homem e Deus. Jesus é o único que tem o poder de interceder por nós diante do Deus Pai (1Tm 2.5).

3 A VINDA DO ESPÍRITO SANTO

O dia de Pentecostes marcou a inauguração da Igreja com o início do Ministério do Espírito Santo no mundo. Assim como atuou na vida de Cristo, o Espírito Santo também passou a operar na Igreja, para preparar os crentes para a Segunda Vinda de Jesus (At 1.11).

Sem a atuação do Espírito Santo, a Igreja não teria como cumprir o seu ministério. Antes de retornar aos Céus, Jesus disse que pediria ao Pai que nos enviasse outro Consolador (Jo 14.16). Isso significa que o Pai nos enviou o Espírito Santo, que opera com um poder semelhante ao de Cristo em nosso meio. O Espírito Santo é a Pessoa responsável por convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-10).

Além disso, o Consolador é quem:

A) Guia o homem em toda a verdade (Jo 16.13).

B) Faz do crente nova criatura (Jo 3.5).

C) Lembra os cristãos das palavras de Jesus (Jo 14.26).

D) Reveste o cristão de poder espiritual para testemunhar (At 1.8).

E) Intercede por nós (Rm 8.26), entre outras coisas.

Sem a Presença do Espírito Santo, que habita em nós, os cristãos seriam incapazes de servir a Cristo. Isso porque é Ele quem produz, em cada um de nós, as virtudes que somente a Salvação pode gerar no homem (Gl 5.22). Por fim, os Dons espirituais, distribuídos pelo Espírito, edificam a Igreja e glorificam o nome de Deus (1Co 12.1-11).

CONCLUSÃO

Cristo ascendeu à Sua Glória nos Céus em triunfo. Ele intercede por nós junto ao Pai. Do mesmo modo como os Apóstolos se encheram de alegria pela promessa do Espírito Santo e pela expectativa da Volta de Cristo, que virá buscar Sua Igreja, nós também devemos nos alegrar!

COMPLEMENTO

A avaliação contínua permite que o professor acompanhe o desenvolvimento do aluno. Para isso, promova atividades em grupo e exercícios individuais. Elabore uma ficha, a fim de registrar traços comportamentais, a participação, a comunicação e a interpessoalização entre eles. Ao diagnosticar alguma diferença ou dificuldade individual ou coletiva, você pode orientar-se com uma equipe multidisciplinar (disponível em sites), certamente, isso o ajudará a trabalhar sistematicamente contra essas realidades.

RESPOSTAS DO FIXANDO A LIÇÃO

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  1. A) Foi o retorno de Cristo aos Céus.
  2. B) Sinalizou o fim do Ministério terreno de Cristo, o êxito na Obra da Salvação, a vinda do Consolador, o Espírito Santo.
  3. C) Sumo sacerdote, Mediador, Advogado e Intercessor.
Imagem oficial de abertura da Lição 12: Jesus, o nosso Mestre
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LIÇÃO 12 — JESUS, O NOSSO MESTRE

BASE BÍBLICA Mt 28.18-20; Mc 16.14-18

VERSÍCULO CHAVE

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, Mt 28.19.

OBJETIVO DA LIÇÃO

Saber que a principal missão da Igreja é a pregação do Evangelho.

PONTO DE PARTIDA

Em Seu Ministério terreno, Jesus pregou as Boas-Novas do Reino de Deus em todos os lugares por onde passou. Antes de subir aos Céus, Jesus instruiu os discípulos a continuar a Obra de evangelização (Mc 16.15). Assim como João Batista preparou os judeus para a Vinda do Messias, pregando o arrependimento, a Igreja tem a missão de preparar o mundo para a Segunda Vinda de Cristo, anunciando a Salvação pela fé em Jesus.

INTRODUÇÃO

Ao longo do Ministério terreno de Jesus, O vemos percorrendo cidades e aldeias (Mt 9.35-36; Mt 4.23; Mc 1.39; Lc 4.44), onde desempenhava Sua missão salvífica e missionária, ao mesmo tempo, pois Ele ensinava e proclamava as Boas-Novas do Reino (Mt 28.18-20; Gl 1.8). Como exímio Mestre e grande exemplo, Jesus nos deixou uma ordem expressa: “Ide e fazei discípulos em todas as nações”, Mt 28.19,20. E hoje, Ele conta conosco para cumprir a Grande Comissão de pregar o Seu Evangelho a todos (Mc 16.20). Fomos imbuídos dessa responsabilidade a fim de proclamarmos a Salvação e expandirmos o Reino de Deus.

ATIVIDADE EM GRUPO

Vende os olhos de alguns alunos e reúna-os em um lugar da sala. O restante da turma deve ficar junto a você. Explique ao grupo vendado que a meta é atravessar a sala, em silêncio, até o lado oposto de onde estão. Coloque alguns obstáculos que não ofereçam riscos no caminho e inicie a atividade. É provável que eles esbarrem nos obstáculos ou errem a direção até chegar ao lugar certo. Peça, então, que retornem ao ponto de partida, de onde você e os colegas de turma os conduzirão verbalmente: descrevam o percurso, orientando-os a seguir em frente, para a esquerda ou para a direita, avisando-os sobre os obstáculos. Após o percurso percorrido satisfatoriamente, pergunte se as orientações dadas facilitaram a chegada ao destino final. Explique que o mesmo acontece conosco na trajetória da vida cristã: ouvir a voz de Deus facilita a nossa jornada na Terra.

1 JESUS NOS AMA

O Amor de Cristo nos constrange. Sua vida foi marcada pelo Amor. Ele ia onde as pessoas estavam (Mt 4.23,24), para cumprir Seu Ministério de Salvação. O Mestre se preocupava com a multidão, que andava dispersa como ovelhas sem pastor (Mt 9.36). Eram pessoas cansadas e sobrecarregadas (Mt 11.28,29); sem direção e enfermas na alma.

O amor pelas almas fez com que Jesus pregasse nas cidades, nas aldeias, no Templo e em todos os lugares por onde passava (Mt 9.35). Ele pregava para multidões, mas também anunciava a Salvação a uma única pessoa, como fez com a mulher samaritana (Jo 4.1-30). Por Seu imenso Amor, Jesus fez muitos discípulos. Por Amor, Ele viveu comprometido com a Obra missionária que o Pai Lhe confiou: salvar a humanidade da condenação eterna. O Deus Pai, ao enviar Jesus ao mundo, foi movido pelo amor: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”, Jo 3.16.

Deus, em Sua Plenitude, nos ensina que o amor pelas almas deve ser a motivação principal para a pregação do Evangelho. Sem a Presença de Cristo, as pessoas estão perdidas. Apenas a fé na mensagem do Evangelho pode salvá-las da condenação eterna. O convite de Jesus tem como prioridade a Salvação de almas. Ele quer que sejamos pescadores de homens (Mt 4.19). O Mestre capacita a quem Ele chama. Exercite o amor em sua vida, realizando com excelência a missão à qual você foi chamado.

2 QUEM PREGARÁ?

Escrevendo aos Efésios, Paulo afirma que somos salvos pela Graça, por meio da fé (Ef 2.8). Muitas pessoas se perguntam por que somente a fé cristã pode salvar. Há os que afirmam que isso é soberba da comunidade cristã. Mas a resposta cabe às Escrituras: “Se, com a tua boca confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo”, Rm 10.9. Portanto, não existe nenhum outro nome que possa trazer Salvação aos homens, a não ser por meio de Jesus (At 4.12).

A fé salvadora, vem pelo ouvir, porque a fé só pode ser gerada em quem ouve a pregação da Palavra de Deus (Rm 10.17). Deus nos desafia a sermos o canal que propaga a fé ao mundo, quando nos pergunta: “Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue?”, Rm 10.14. Você entende que é necessário que alguém pregue a Palavra para que a Salvação alcance as pessoas? E quem seria essa pessoa, se não você?!

Deus procura corações dispostos a obedecer à Sua voz. Os grandes movimentos missionários tiveram início com um pequeno grupo de pessoas unidas em oração, que tinham em comum o desejo de cumprir a vontade do Pai. Faça o que está ao seu alcance. Ore e esteja disponível para o Senhor e Ele lhe capacitará na missão de pregar a Salvação.

3 A MISSÃO DA IGREJA

Imagine a cena: seus pais comunicam que vão fazer uma viagem e você ficará em casa. Eles arrumam as bagagens, fazem compras, deixam comida na geladeira e, antes de partir, passam instruções, do tipo: “Limpe o quintal”; “Lave o banheiro”; “Não se esqueça de trancar a porta”; “Tire o lixo” e etc. Quando os pais dão alguma orientação, eles esperam que os filhos as cumpram. Jesus também espera isso dos cristãos!

Antes de ascender ao Céu, Jesus deixou instruções para Seus discípulos, inclusive uma ordem expressa para Seus seguidores: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”, Mt 28.19. A pregação do Evangelho não é uma escolha, é uma ordenança de Jesus ao seu povo. Assim como os pais esperam que os filhos cumpram as ordens dadas. Jesus determinou que cada crente é um missionário! Fazer discípulos é mais que convidar alguém para participar de um culto; significa pregar a mensagem de Salvação e ganhar almas para Jesus; é anunciar a Salvação e a esperança de vida eterna ao mundo através do sacrifício de Cristo Jesus.

Seja um missionário na escola, na comunidade onde mora, no clube, enfim..., em todos os lugares. Deus quer te usar e isso não significa que você precisa, mudar de cidade ou país, lembre-se: o ser humano tem sede e fome de Deus. Muitos certamente estão ao alcance da sua pregação. Pense nisso!

CONCLUSÃO

Jesus confiou à Igreja uma grande missão na Terra: pregar o Evangelho. Fomos comissionados com esse propósito salvífico e temos o dever de anunciar as Boas-Novas do Reino. Por isso, cada um de nós é responsável diariamente pela proclamação da Verdade.

Que estejamos preparados para alcançar aqueles que ainda não foram salvos!

COMPLEMENTO

Jesus é o maior exemplo de Mestre: Ele ensinava o Reino com amor, dedicação e apreço. Para ter êxito e excelência didática em suas aulas, prepare-se com zelo. Primeiro, organize seu ambiente de estudo. Escolha um local iluminado e sem distrações para focar no conteúdo missionário. Segundo, cuide da sua saúde física e mental; o bem-estar evita a falta de concentração.

Dedique-se intensamente. Assim, você transmitirá com clareza o chamado que Deus lhe confiou.

RESPOSTAS DO FIXANDO A LIÇÃO

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Diagrama do labirinto solucionado, conforme a página 54 do PDF original
Imagem oficial de abertura da Lição 13: Vem, Senhor Jesus!
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LIÇÃO 13 — VEM, SENHOR JESUS!

BASE BÍBLICA Jo 14.1-3

VERSÍCULO CHAVE

“E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também”, Jo 14.3.

OBJETIVO DA LIÇÃO

Saber que a Segunda Vinda de Jesus será repentina.

PONTO DE PARTIDA

Pouco antes de Sua morte, Jesus reuniu os discípulos e anunciou que iria deixá-los em breve. O dia estava chegando, quando Ele ressuscitaria dos mortos e voltaria para o Pai. Ao ouvir essas palavras, os discípulos foram tomados pela tristeza. Jesus, então, fez uma linda promessa: “Se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também”, Jo 14.3. Assim como a promessa da Primeira Vinda de Jesus se cumpriu na plenitude dos tempos (Gl 4.4), também a Sua Segunda Vinda se cumprirá. O Mestre não disse quando voltaria, mas mandou que observássemos os sinais. Assim que eles estivessem se cumprindo, é porque o Dia estaria próximo (Mt 24.3-14).

INTRODUÇÃO

Jesus morreu para nos resgatar da maldição do pecado, mas, ao terceiro dia, Ele ressuscitou e voltou para os Céus. Entretanto, há uma promessa de que em breve, Ele voltará para nos buscar (Jo 14.3). E esta é a esperança do cristão, a certeza de que Ele irá e não tardará! (Mt 24.36-39).

A Bíblia registra esta promessa, e os que amam a Cristo aguardam ansiosamente por esse dia. No entanto, Jesus deixou uma recomendação aos Seus servos: “Vigiai, pois não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor”, Mt 24.42. O Grande Dia vem chegando (Ap 22.12-21). Aguardemos o Mestre em vigilância e oração.

ATIVIDADE EM GRUPO

Escreva no quadro: (1) “Estou preparado para a volta de Jesus, porque...”; (2) “Não estou preparado para a volta de Jesus, porque...”. Entregue para cada aluno duas tiras de papel, para que eles copiem e completem as frases. Não é preciso se identificar. Recolha os papéis em sacos distintos e, conforme lê as respostas, questione se eles concordam com o colega e em quais aspectos se acham prontos ou não para a volta de Jesus. Essa atividade os ajudará a refletir sobre a iminência desse acontecimento.

1 A GRANDE VOLTA

Muitos cristãos pensam que o arrebatamento da Igreja e a Segunda Vinda de Cristo são a mesma coisa, mas na verdade, são acontecimentos distintos. A Segunda Vinda de Jesus acontecerá em duas etapas. Na primeira, Jesus virá para a Igreja; na segunda, Ele virá com a Igreja. O propósito da Segunda Vinda de Cristo é implantar o Reino de Deus na Terra (Ap 11.15).

Vivemos hoje o tempo da Graça, onde a porta da Salvação está aberta para todos que quiserem receber Cristo como Salvador. Um dia, porém, essa porta se fechará, a Igreja será arrebatada e o tempo da Graça será extinto.

A Segunda Vinda de Cristo terá início com o arrebatamento da Igreja. Paulo diz que Jesus descerá do Céu com alarido, com voz de arcanjo e com a trombeta de Deus. Nessa hora, os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois, os santos que estiverem vivos subirão, juntamente com eles, para encontrar Jesus nas nuvens (1Ts 4.16,17). Por ocasião do arrebatamento, nós receberemos um corpo glorificado, como o de Cristo; tudo isso em um abrir e fechar de olhos (1Co 15.51-53).

Após o arrebatamento, a Igreja será conduzida ao local que Jesus preparou (Jo 14.2), onde participará das Bodas do Cordeiro (Ap 19.7-11) e do tribunal de Cristo (2Co 5.10). Esse julgamento não será para nossa condenação, mas para galardoar o cristão por suas obras.

O arrebatamento da Igreja também inaugura um período da Grande Tribulação na terra (Mt 24.21; Dn 12.1). Nesse tempo, o anticristo será o governador do planeta, e a ira de Deus será derramada sobre aqueles que não deram crédito à pregação do Evangelho (Ap 13.7).

2 OS SINAIS DA VOLTA

É impossível ao homem afirmar quando a Segunda Vinda de Cristo ocorrerá. Jesus disse que o dia e a hora deste acontecimento ninguém sabe (Mc 13.32). A Segunda Vinda é comparada à chegada de um ladrão à noite, porque Cristo virá quando menos se esperar (Mt 24.43).

Apesar de não anunciar quando voltará para buscar a Sua Igreja, Jesus disse que haveriam evidências de Sua proximidade em sinais:

A) Guerras e rumores de guerra (Mt 24.6,7);

B) Fome (Mt 24.7);

C) Pestilência (Mt 24.7);

D) Terremotos (Mt 24.7);

E) Semelhança com os dias de Noé (Mt 24.37-39).

F) Perseguição ao Evangelho (Mt 24.9,10).

G) Aparecimento de falsos profetas (Mt 24.11);

H) Multiplicação da iniquidade (Mt 24.12);

I) Esfriamento do amor (Mt 24.12);

J) Expansão do Evangelho (Mt 24.14).

Os Apóstolos de Cristo também falaram a respeito dos últimos dias da Igreja na Terra. Pedro ressaltou que, nos últimos dias, surgiriam escarnecedores, que duvidariam da Volta de Cristo (2Pe 3.3,4); e Paulo alertou que seriam tempos difíceis (2Tm 3.1-3). Muito antes, o profeta Daniel profetizou que o conhecimento da ciência se multiplicaria (Dn 12.4). Quando essas coisas começarem a acontecer, você deve olhar para o alto, pois a Salvação está próxima (Lc 21.28).

3 VEM, SENHOR JESUS!

A Volta de Jesus será repentina, como vimos antes, e os sinais da Segunda Vinda de Cristo estão se cumprindo. A pergunta que precisamos fazer diariamente: como o povo de Deus pode se preparar para o retorno do Salvador?”. A Bíblia, o manual da vida cristã, tem a resposta: todos aqueles que desejam ser arrebatados com a Igreja devem estar vigilantes. Isso significa que quanto mais você for obediente aos princípios da Palavra de Deus, mais pronto estará para o maravilhoso encontro com o Salvador.

Além da importância da vigilância (Mt 25.1-13), a Palavra de Deus ressalta que o cristão deve zelar pela santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12.14); fazer também bom uso dos talentos recebidos por Deus (Mt 25.14-30) e de manter o amor, como característica de quem aguarda a Volta de Jesus (1Co 13).

A Igreja de Cristo é comparada nas Escrituras à noiva que está à espera do noivo. Portanto, o cristão deve estar pronto e preparado para partir com o Senhor. Assim como Eliezer, servo de Abraão, que saiu em busca de uma esposa para Isaque (Gn 24), o Espírito Santo está preparando a Igreja para a Volta de Cristo, para apresentá-la santa, sem mancha e sem mácula ao Glorioso Noivo (Ef 5.27).

CONCLUSÃO

Todas as profecias que a Bíblia anunciou para a primeira vinda do Salvador se cumpriram cabalmente, e a cada dia vemos, descortinando-se diante de nossos olhos, o cumprimento das profecias que ressaltam a volta de Jesus. Diante dos sinais iminentes do fim dos tempos, a Igreja ressalta a Bendita Esperança, firmando sua fé nas promessas divinas. É tempo de cultivar a vigilância, buscando em tudo a santificação, pois o Noivo virá e não tardará! (Ap 22.20).

COMPLEMENTO

Para encerrar o trimestre, convide os alunos a participarem de uma competição: “Eu conheço Jesus”. Prepare as perguntas sobre o tema previamente. Organize as equipes, peça aos participantes que mantenham as mãos na cabeça, faça a pergunta e, ao seu sinal, quem bater na mesa primeiro responde à pergunta. Caso a resposta esteja errada, a pergunta passa para o grupo oponente. Compre alguns brindes para premiar os vencedores e a equipe perdedora, cumprirá algumas tarefas, previamente anunciadas por você.

RESPOSTAS DO FIXANDO A LIÇÃO

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  1. ( E )
  2. ( C )
  3. ( A )
  4. ( B )
  5. ( D )
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