Pré-adolescentes — 12 a 14 anos • 4º Trimestre de 2026

Adolescendo com Propósito

Conteúdo da Revista Adolescer+ organizado para leitura, estudo e apoio ao professor, preservando as 13 lições do 4º trimestre de 2026.

Pré-adolescentes — 12 a 14 anos4º Trimestre de 202613 liçõesEBD Fiel
Prompts EBD Fiel — Pré-adolescentes — 12 a 14 anosAcesse os prompts organizados das 13 lições, com blocos prontos para copiar.
Capa oficial da Lição 1 da revista Adolescer+: relógio, título Você Tem um Propósito e Texto Bíblico Pv 19.21; Jó 17.11.

Lição 1 · Revista do Professor

Adolescer+ · Adolescendo com Propósito

VOCÊ TEM UM PROPÓSITO

Texto Bíblico: Pv 19.21; Jó 17.11

Ações desta lição Abrir Apoio Pedagógico · Lição 01✨ Prompts EBD Fiel

Começando a Aula

OBJETIVO
Entender que o cristão deve buscar a vontade de Deus para sua vida.
TEXTO(S) BÍBLICO(S)
Pv 19.21; Jó 17.11

PREPARANDO A LIÇÃO

Organize a turma em círculo. Peça aos alunos que leiam Eclesiastes 3.1-10 em voz alta. Aproveitando a leitura, explique que os planos do cristão devem estar alinhados com a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Rm 12.2). Ressalte que a fé e a obediência serão fundamentais, pois nem sempre isso será uma tarefa fácil, visto que a tendência humana busca fazer tudo de acordo com seus próprios desejos.

INTRODUÇÃO

Ore com a turma para que Deus conduza a vida de cada adolescente segundo os Seus propósitos. Realize o Preparando a lição e inicie a lição.

EMBASAMENTO BÍBLICO

O alvo de um atleta é chegar ao pódio, o que exige que ele tenha disciplina, obedeça às regras do esporte, tenha uma alimentação balanceada e pratique exercícios diários. Na caminhada cristã não é diferente. O Apóstolo Paulo declarou: “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”, Fp 3.14. Para a realização de um objetivo espiritual, a Bíblia orienta aplicar a disciplina ao coração (Pv 23.12), e isto refere-se ao gerenciamento de atos, comportamentos e ideias, os quais precisam ser motivados pela fé e pela obediência, a fim de cumprir o propósito de viver conforme a vontade de Deus (Jo 14.15; Rm 12.2). Lembre-se: o Senhor tem um tempo determinado para um propósito específico na vida de cada um de Seus filhos (Rm 8.28), e para usufruir desta bênção é necessário disciplina, fé e obediência a Ele.

PONTO FINAL

Leia o Salmo 143.8 com os alunos. Ore para que cada adolescente permita que a vontade de Deus se cumpra em sua vida.

Mensagem Valiosa

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”, Ec 3.1

Verdade Aplicada

Para todas as coisas existe um tempo estabelecido por Deus, por isso, o cristão não deve se precipitar em nada.

Introdução

Ter um propósito significa querer alcançar ou realizar algo, como: melhorar as notas escolares, aprender um novo idioma ou aprimorar o desempenho físico. Todo propósito inclui determinação e empenho, mas nem sempre isso é uma tarefa fácil. O propósito do cristão está diretamente ligado à vontade de Deus, que é o responsável pela existência de cada um, como afirmou o salmista: “Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe, e no teu livro todas estas coisas foram escritas, as quais iam sendo dia a dia formadas, quando nem ainda uma delas havia”, Sl 139.16.

Planejar o futuro é uma boa estratégia para quem busca uma vida próspera, mas todos os planos do homem devem estar alinhados com a vontade de Deus (Ef 5.17).

1 DEUS TEM PROPÓSITOS ELEVADOS

Os adolescentes costumam fazer planos para o futuro. E, muitas vezes, esses projetos são vislumbrados em seus sonhos. Isso ocorre porque o ser humano é dotado da capacidade de sonhar, o que acontece desde a mais tenra infância. Os sonhos podem apresentar temáticas diferentes, como a perda de um dente ou o sucesso em uma prova de concurso, por exemplo. Segundo alguns estudiosos, todos nós sonhamos diariamente, mesmo não lembrando do fato sonhado.

Na Bíblia, encontramos José, o maior sonhador de todos, conhecido por seus irmãos como o sonhador-mor (Gn 37.19). Mais tarde, aqueles sonhos se revelaram como propósito de Deus para sua vida, permitindo que ele ajudasse a salvar muitos, por causa da fome que se abateu sobre a Terra (Gn 45.5-8). A princípio, ainda adolescente, José não foi capaz de compreender o propósito de Deus para sua vida, somente mais tarde, quando já era o governador do Egito, ele pôde reconhecer a mão de Deus, tanto nos seus sonhos da adolescência, quanto em todo o sofrimento que suportou na juventude.

Ao ler sobre a vida de José, em nenhum momento vemos o jovem murmurar. Mesmo em meio às situações difíceis que passou, José nunca deixou de ser temente a Deus (Gn 39.9). Com certeza, aquele jovem servo sabia quem era o dono da sua vida, o que lhe dava forças para continuar confiante na vitória. Seu objetivo era servir a Deus, que sempre esteve ao seu lado (Gn 39.2). José alcançou prosperidade em tudo e cumpriu o propósito de Deus, pois nunca se abateu diante dos desafios.

Leia a “mensagem valiosa” com a turma. Explique para os alunos que, para cada um deles, Deus tem um propósito que se cumprirá no tempo determinado (Ec 3.1-10).

2 O PROPÓSITO DA VIDA

Ao criar o mundo, Deus estabeleceu princípios e propósitos para todas as coisas, declarando que tudo é muito bom (Gn 1.31).

Pare um pouco e olhe ao seu redor, perceba que cada objeto tem sua função, e um propósito específico no espaço que ocupa. Pensando no aspecto humano, cada indivíduo também tem características e habilidades próprias, as quais atendem ao propósito do Criador.

O cristão sabe que o Dom da vida não é recebido por acaso, mas é Obra de um Deus Criador, que estabelece o tempo de todas as coisas: o de plantar e de colher, de guerra e de paz, de abraçar e de deixar de abraçar (Ec 3), em todo o tempo, o cristão deve render Graças a Deus. Do pó da terra, o homem foi criado (Gn 2.7), com o propósito de glorificar o Criador. O cristão deve buscar, em primeiro lugar, as coisas de Deus (Mt 6.33), para que suas conquistas pessoais não resultem em decepção e vazio. Aquele que busca intimidade com Deus, por meio da leitura da Palavra e da oração, cumpre o propósito para o qual foi criado e alcança a Eternidade.

Os planos do homem podem levá-lo ao sucesso pelo seu próprio empenho, mas não serão capazes de, por si só, cumprir os propósitos divinos em sua vida. Muitas pessoas conquistam tudo o que sonharam materialmente, mas sentem um vazio na alma, porque não glorificam a Deus com suas conquistas.

Deus proibiu Adão e Eva de comer o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, mas eles desobedeceram (Gn 2.17; 3.6). Cumprir o propósito divino exige responsabilidade, domínio próprio obediência e temor a Deus!

3 A BELEZA DO PROPÓSITO

Moisés foi separado por Deus para um grande propósito: livrar o povo hebreu do cativeiro do Egito. Quando ainda era um bebê, ele foi adotado pela filha do Faraó (Êx 2.5), que o criou no palácio. Até os quarenta anos, ele foi educado segundo os costumes dos egípcios: aprendeu a exercer liderança, estudou com os melhores mestres e aprendeu a escrever (At 7.23). Se Moisés tivesse sido criado por seus pais hebreus, provavelmente ele não teria desenvolvido essas habilidades, que foram úteis quando ele precisou confrontar o Faraó.

Certa vez, para defender um escravo hebreu, Moisés matou um egípcio. Temendo por sua vida, ele fugiu para o deserto de Midiã, onde passou mais quarenta anos (Êx 2.11-15). Durante esse tempo no deserto, Moisés precisou sair da sua zona de conforto. Ele aprendeu a suportar as mudanças do clima, a se alimentar de maneira diferente do que estava acostumado, a aproveitar a água escassa e, principalmente, a cuidar do rebanho. Todas essas experiências foram muito úteis quando Moisés se viu na responsabilidade de conduzir o povo de Deus pelo deserto.

As duas primeiras fases da vida de Moisés, no palácio e no deserto, foram essenciais para prepará-lo para o seu chamado: libertar os filhos de Israel do cativeiro egípcio (Êx 3.10). Na vida de Moisés, não houve acasos ou coincidências, pois tudo foi cuidadosamente planejado pelo Deus Onisciente, que atendeu ao clamor do Seu povo (Êx 3.9). Com certeza, daquele momento em diante, Moisés pôde compreender o porquê de ter sido criado por um povo pagão, em vez de ser criado por sua família biológica.

Incentive os adolescentes a estabelecerem metas pessoais para o futuro, ressaltando que todas elas devem ser apresentadas a Deus em oração.

CONCLUINDO

Descobrir o propósito de Deus para a nossa vida não é algo fácil, principalmente na adolescência. Tanto José quanto Moisés não tinham noção do seu propósito, o que foi revelado por Deus de maneira gradual na caminhada. Ambos mantiveram a fidelidade e o temor, o que foi fundamental para o cumprimento da vontade de Deus em suas vidas.

Respostas aos Exercícios da Revista do Aluno:

1) C, E, C, C, C

Capa oficial da Lição 2 — Conhecendo a Deus, extraída da página 12 da Revista do Professor Adolescer+.

Lição 2 · Revista do Professor

Adolescer+ · Adolescendo com Propósito

CONHECENDO A DEUS

Texto Bíblico: Jo 10.14; Sl 25.4,5

Ações desta lição Abrir Apoio Pedagógico · Lição 02✨ Prompts EBD Fiel

Começando a Aula

OBJETIVO
Entender a importância de buscar intimidade com Deus, para ter uma caminhada cristã sólida.
TEXTO(S) BÍBLICO(S)
Jo 10.14; Sl 25.4,5

PREPARANDO A LIÇÃO

Distribua uma folha para cada aluno com o título: “Quem sou eu?”. Peça que escrevam, em letras grandes, cinco características pessoais abaixo do título. Em seguida, deverão caminhar pela sala em silêncio, segurando suas folhas. Peça que leiam as características uns dos outros. Se possível, coloque uma música suave. Por fim, os alunos podem se reunir em pequenos grupos e conversar um pouco, a fim de se conhecerem melhor. Ressalte que podemos conhecer a Deus: lendo a Bíblia, compartilhando e praticando a Palavra. Controle o tempo para não interferir no desenvolvimento da aula.

INTRODUÇÃO

Faça uma roda de conversa. Aplique a atividade do Preparando a Lição e conversem um pouco sobre o que eles conhecem sobre Deus.

EMBASAMENTO BÍBLICO

Compreender a Deus vai além de meros dados teológicos. O entendimento sobre Ele nos é oferecido de maneira progressiva (Os 6.3), através da revelação das Escrituras e pela profundidade do relacionamento na oração. Deus se manifesta àqueles que O procuram sinceramente (Jr 29.13). Na Bíblia vemos que, Jó aprofundou sua compreensão sobre Deus durante um período de grande crise. Embora temesse ao Senhor, seu conhecimento era apenas superficial, adquirido apenas por informações de terceiros. Contudo, em um momento de busca sincera, Jó encontrou Deus em meio suas dúvidas (Jó 42.5), recebeu Seu perdão e passou a viver uma fé mais intensa e profunda. O mesmo ocorreu com Saulo, que tinha um conhecimento teológico avançado. Em sua limitação, ele se baseava na teoria até que, em um encontro transformador com Cristo, teve sua vida mudada e seu nome alterado (At 9). Assim, como no passado, Deus anseia por um relacionamento próximo com Ele (Sl 25.14), para que possamos vivenciar experiências diretas com a Sua Presença (Tg 4.8).

PONTO FINAL

Ressalte que o cristão deve buscar conhecer a Deus por meio do estudo da Palavra e da oração. Quem tem intimidade com o Pai desfruta de experiências pessoais e únicas com Ele. Finalize orando com a turma, pedindo que Deus se revele a todos.

Mensagem Valiosa

“Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido”, Jo 10.14

Verdade Aplicada

Quem busca intimidade com Deus obedece à Sua voz.

Introdução

Para conhecer profundamente a Deus e realizar o propósito dEle em sua vida, você precisa de disciplina e determinação. Esse processo se inicia quando você compreende que o Senhor planejou perfeitamente cada um dos seus preciosos dias, desde o ventre de sua mãe (Sl 139.16). Como ensina o profeta Oséias, a nossa busca por Ele deve ser diária e constante (Os 6.3). Um Deus tão grandioso não pode ser conhecido de forma superficial; Ele deseja intimidade real com você durante toda a sua vida. Lembre-se de que esse relacionamento verdadeiro só é possível por meio de Cristo, que é o único caminho, a verdade e a vida que nos guia diretamente ao Pai (Jo 14.6).

1 COMEÇANDO A CONHECER A DEUS

Para ser íntimo de alguém, é preciso investir tempo no relacionamento. Somente assim é possível conhecer como aquela pessoa pensa, como enfrenta as situações da vida, quais são as suas preferências, qual é o tom da sua voz, e assim por diante. Quanto mais você se dedica a conhecer o outro e se deixa ser conhecido por ele mais intimidade terão.

Com Deus não é diferente: quanto mais você lê a Bíblia e medita sobre cada passagem, mais você terá profundidade no relacionamento com Ele. Quanto mais você dedicar tempo a esse propósito, mais a revelação do Espírito Santo estará presente em sua vida, permitindo que você tenha discernimento da verdadeira vontade de Deus.

A Bíblia narra a história de Jó, um homem íntegro, reto, temente a Deus e que se desviava do mal (Jó 1.1). No início da narrativa percebemos que Jó temia a Deus por meio de conhecimento teórico, ou seja, ouvia falar. Entretanto, com o passar do tempo, Jó enfrentou um árduo processo de dor, o qual dizimou sua família, bens e saúde. Neste interim, Jó questionou a Deus, buscou nEle respostas para a sua angústia. Deus se manifestou e se revelou a Jó, que arrependido reconheceu: “Eu bem sei que tudo podes, e nenhum dos teus pensamentos pode ser impedido. (...) Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos”, Jó 42.2-5.

Jó consolidou sua fé no conhecimento de Deus em meio a crise. Ele pode atestar o quanto limitado somos diante de um Deus Soberano. Conhecer e prosseguir na busca do conhecimento do Senhor deve ser a nossa prioridade diária (Os 6.3).

Existem bons livros e filmes que ajudam o adolescente a crescer no conhecimento de Deus. Pesquise e faça uma lista de sugestões para os alunos. Evite material que você não conheça, para que eles não fiquem expostos aos falsos ensinamentos.

2 UMA EXPERIÊNCIA PROFUNDA COM DEUS

Saulo de Tarso era um homem que conhecia muito sobre a Lei de Moisés, pois estudou com um dos maiores mestres judeus: Gamaliel. Saulo achava que conhecer bem as Escrituras lhe assegurava o conhecimento de Deus, a quem julgava estar defendendo ao perseguir os cristãos (At 22.3,4).

Certa vez, Saulo estava a caminho de Damasco, para combater os seguidores de Cristo, quando ouviu uma voz que ele não conhecia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” (At 9.4). Assustado, ele perguntou quem era; e Jesus se apresentou a ele.

Foi então, que Saulo iniciou a sua jornada rumo ao verdadeiro conhecimento de Deus. Após esse encontro transformador, ele passou a: obedecer (At 9.6); orar (At 9.11); ser testemunha de Jesus e ministro do Evangelho (At 26.16); além de evangelizar os gentios (At 26.17-19). Saulo que passou a ser chamado, de Paulo, dedicou sua vida a servir a Deus, a quem realmente buscou conhecer até o fim de sua existência.

Assim como Jó, Paulo conhecia o Senhor apenas de ouvir falar, até que seus olhos se abriram e ele iniciou uma caminhada de profundo conhecimento de Deus. Paulo era como muitas pessoas que acham que conhecem a Deus, mas têm apenas um conhecimento superficial de um Deus distante e inalcançável. O Senhor quer que você vá além; o Senhor quer que você aprofunde o seu conhecimento sobre Ele; o Senhor quer que você tenha uma vida de intimidade com Aquele que o amou primeiro (1Jo 4.19).

Aceitar a Jesus como Salvador, estudar a Bíblia e buscar a Deus em oração faz parte dos primeiros passos rumo ao verdadeiro conhecimento de Deus e genuína amizade com Ele.

3 CONHECER PARA SERVIR

O conhecimento de Deus transforma a vida do ser humano. Quando nos relacionamos com Deus, passamos a conhecê-lO melhor e por meio deste relacionamento diário, conquistamos intimidade com o Criador. O resultado desta ação gera em nós o desejo de alcançar níveis mais profundos (Sl 42.1). À medida que O conhecemos desejamos servi-lO e agradá-lO de coração.

A Bíblia discorre sobre pessoas que tiveram um encontro pessoal com Deus, e a partir dessa experiência suas vidas foram transformadas, passando a servi-lO com entrega e dedicação.

  • Moisés, teve um encontro com Deus no Monte Horebe (Êx 3.1-12), ao Senhor se rendeu, cultivou um relacionamento profundo, a ponto de falar com Ele face a face (Êx 33.11). Foi usado por Deus na libertação do povo de Israel, servindo-O fielmente até a morte;
  • Isaías, após ter contemplado a Glória de Deus, se prontificou ao chamado divino (Is 6.8);
  • Ezequiel, após vivenciar uma grande experiência com Deus, se comprometeu em levar Sua Palavra ao povo (Ez 2,3);
  • Saulo, o perseguidor da igreja, ao se encontrar com o Senhor teve sua vida transformada e seu nome trocado para Paulo, tornando-se um dos maiores missionários a serviço do Reino (Gl 2.20);

Deus está disposto a se revelar a quem O buscar de todo o coração (Tg 4.8a). Busque conhecê-lO através da leitura diária da Sua Palavra, amplie seu relacionamento com Ele por meio do jejum e da oração, prontifique-se a servi-lO e certamente você terá grandes experiências como tiveram os heróis da fé (Jr 29.13).

Ressalte para a turma que a jornada de intimidade com Deus é gradual e inesgotável, pois Ele se revela a nós à medida que O buscamos, e neste processo vamos adquirindo maturidade espiritual.

CONCLUINDO

Para conhecer a Deus é preciso buscá-lO de muitas maneiras. Essa busca deve ser acompanhada pela leitura sistemática da Bíblia, pela prática do jejum e da oração. Conhecer ao Senhor é desenvolver um relacionamento íntimo com Ele, em um processo gradual e inesgotável, que conduz a uma experiência pessoal, profunda e transformadora.

Respostas aos Exercícios da Revista do Aluno:

1) A) experiência
B) Bíblia
C) intimidade
D) tudo/ amável/ boa fama/ louvor

Capa oficial da Lição 3 — Santificando-se em Tudo, extraída da página 16 da Revista do Professor Adolescer+.

Lição 3 · Revista do Professor

Adolescer+ · Adolescendo com Propósito

SANTIFICANDO-SE EM TUDO

Texto Bíblico: 1Pe 1.13-16; Ef 4.22-24

Ações desta lição Abrir Apoio Pedagógico · Lição 03✨ Prompts EBD Fiel

Começando a Aula

OBJETIVO
Entender que o cristão deve ser santo, porque Deus é Santo.
TEXTO(S) BÍBLICO(S)
1Pe 1.13-16; Ef 4.22-24

PREPARANDO A LIÇÃO

Separe três copos de vidro, água, iodo e cloro.

Encha todos os copos até a metade; porém, no primeiro (que representará a humanidade), coloque a água; no segundo (que representará o pecado), coloque o iodo e no terceiro (que representará Jesus), coloque o cloro.

Explique aos alunos que Deus nos fez puros como a água do primeiro copo. Derrame um pouco do iodo na água, enquanto explica que o pecado nos contamina, tornando-nos sujos (mostre a água com iodo).

Para finalizar, derrame um pouco do cloro, na água escura com iodo e ela ficará clara novamente. Nesse momento, enfatize que o pecado nos contamina, mas o Sangue de Jesus nos purifica.

Ressalte sobre a importância de vivermos unidos a Cristo, buscando nEle uma vida de santidade, longe do pecado.

INTRODUÇÃO

Santificar-se significa “separar-se”, não no sentido de se isolar, mas de agir de maneira que agrada a Deus, e não aos homens. A santificação é um processo constante na vida de quem busca se assemelhar a Jesus: ser humilde (Fp 2.5-8); servir (Mt 20.28); suportar o sofrimento (1Pe 2.21); amar o próximo (Ef 5.2). Deus é Santo e espera santidade de Seus servos (1Pe 1.16).

EMBASAMENTO BÍBLICO

A santificação é um processo contínuo e diário, no qual o cristão é aperfeiçoado por meio da ação do Espírito Santo e da Palavra de Deus. Essa caminhada transforma a nossa vida de dentro para fora, moldando o nosso caráter de servo. Na prática, essa mudança não fica escondida; ela se reflete diretamente em nossas ações, influenciando a forma como conversamos, como tratamos as pessoas e as escolhas que fazemos. O Espírito Santo tem uma participação vital e indispensável em cada etapa desse crescimento, nos guiando, fortalecendo e motivando a buscar esse aperfeiçoamento, pois Ele é o “Espírito de Santificação” (Rm 1.4).

PONTO FINAL

Ore com a turma, pedindo a Deus que a santificação não seja apenas um conjunto de regras cristãs para eles, mas uma caminhada íntima e transformadora com o Deus Santo.

Mensagem Valiosa

“O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis”, 1Ts 5.23

Verdade Aplicada

Os adolescentes devem dedicar-se a Deus e glorificá-lO pelo bom testemunho diário.

Introdução

Ser santo significa: "estar separado". Para Deus, santificar-se é separar-se do pecado. Isso quer dizer que o cristão deve ser puro de alma, buscando sempre se consagrar a Deus, desviando-se das contendas, da imoralidade, da incredulidade e de qualquer tipo de idolatria. A santificação é agradável a Deus, pois quem a busca cultiva a intimidade com o Criador. Se você tem o desejo sincero de viver para Deus, esse é o caminho, porque sem a santificação, ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

Ressalte que a santificação é uma Obra do Espírito Santo em nós, à medida que cooperamos em viver obedecendo a Deus.

1 SANTIFIQUE-SE!

É possível ser santo em um mundo corrompido pelo pecado? A santificação está no centro da vontade de Deus para todo aquele que crê (1Ts 4.3-7). Aquele que ouve e aceita a voz divina, é justificado pelo sacrifício de Jesus. No entanto, para continuar no bom caminho de Cristo, em meio a tantas ofertas pecaminosas, é preciso viver em constante santificação. No AT, tanto as pessoas quanto os objetos de uso exclusivo no serviço do culto (adoração e sacrifício) eram santificados a Deus: os sacerdotes, os levitas, o Tabernáculo, o Templo, os instrumentos musicais, os utensílios; enfim, tudo e todos eram consagrados para o culto a Deus, separados para um uso determinado e exclusivo.

Portanto, afirmar que “Deus é Santo” significa reconhecer que Deus está separado de tudo, de toda criatura e de qualquer pecado. Por isso, Ele é Único. Quando dizemos que a Palavra de Deus é Santa, estamos declarando que a Bíblia Sagrada é separada, distinta de toda e qualquer outra literatura. Desse modo, você pode compreender melhor por que o cristão tem um estilo de vida que nem sempre é bem aceito pelos não cristãos. O seguidor de Jesus não se deixa influenciar pelo meio em que vive, por modismos ou por sugestões de influenciadores digitais, pois os seus princípios são sólidos e firmados em Deus e em Sua Palavra.

Santificar-se, portanto, é viver no mundo sem ser influenciado por ele. Você sabe que Deus tem um propósito para sua vida (Jr 29.11), você sabe que Deus não está distante, você sabe que pode buscá-lO a qualquer momento (Jr 29.13), mas você sabe também que, para ver a Deus, é necessário viver em santidade (Hb 12.14); tudo isso leva você a um nível mais profundo de intimidade com Deus. Por essa razão, muitas vezes, as suas escolhas devem ser diferentes das escolhas dos seus amigos que não são cristãos. Por outro lado, você pode influenciá-los e demonstrar através da sua vida, a alegria de seguir a Cristo, independentemente das circunstâncias ao seu redor. Esse é um privilégio do qual só quem crê pode desfrutar!

Leia 1Pe 1.15 com os alunos. Peça que compartilhem alguns desafios que encontram na busca da santificação.

2 CHAMADOS À SANTIFICAÇÃO

Separar-se do mundo não é sinônimo e nem está relacionado ao isolamento social. Separar-se do mundo tem um significado espiritual, que inclui se afastar de tudo que te afasta de Deus, como: atitudes e comportamentos imorais e pensamentos maliciosos. O cristão que se santifica é capaz de impactar, mesmo sem palavras, as pessoas ao seu redor, apenas com o seu bom testemunho de vida. Assim também é possível refletir o caráter Santo de Deus.

Quantos amigos de adolescentes cristãos ficam admirados ao vê-los jogar uma partida de futebol sem falar palavrões? Igualmente, acontece com as amigas de meninas cristãs, que ficam impactadas ao saber que elas ainda não namoram. Além disso, os adolescentes cristãos são muitas vezes censurados ou admirados por não mentirem para os pais, por resistirem às tentações, por não usarem palavras obscenas ou por não se vestirem de forma sensual. Se isso acontece com você, alegre-se, pois é sinal de que a sua vida reflete santidade. Você já pensou sobre isso?

Contudo, é necessário tomar cuidado para que isso não o torne uma pessoa arrogante, aceite com humildade o que as Sagradas Escrituras dizem: somos todos pecadores (1Jo 1.8). Tenha compaixão por aqueles que não conhecem ao Senhor, que caminham sem saber que o Sangue de Jesus nos purifica de todo pecado (1Jo 1.7). Alimente o bem e não o mal, o Espírito de Deus e não a carne, rejeite a prática do pecado, medite na Palavra e pratique a oração, que são exercícios fundamentais para fortalecer a alma (Fp 4.8).

A santificação é o resultado da busca por uma relação de intimidade com Deus, o que leva o cristão a viver de acordo com os ensinamentos da Palavra.

3 ACEITANDO O DESAFIO

Daniel e seus amigos: Hananias, Misael e Azarias, eram adolescentes de boa aparência, mas que se destacavam dos outros pela inteligência, sabedoria e instrução que possuíam. Devido a essas características, eles foram escolhidos para servir no palácio do rei da Babilônia, quando o povo de Israel foi levado cativo para aquela nação. Ao chegarem lá, os quatro jovens foram separados para receber um treinamento especial, antes de irem para o palácio.

O ambiente na Babilônia era de imoralidade e de idolatria, por isso, os quatro jovens decidiram não se contaminar com nada daquele povo, já que eram servos do Deus Altíssimo. Sabendo também que a comida que o rei mandou que lhes servissem era consagrada aos ídolos babilônicos, Daniel e seus amigos colocaram em seu coração que não provariam daquelas comidas, porque isso desagradaria a Deus. Eles até poderiam ter seguido os costumes e hábitos da Babilônia para proteger a própria vida, mas em vez disso, os quatro jovens foram corajosos o suficiente para manter a sua fidelidade a Deus (Dn 1.1-8).

O cristão não deve ter a forma do mundo, como alertou o Apóstolo Paulo: “Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”, Rm 12.2.

O cristão precisa ser um imitador de Cristo (1Co 11.1), e somente a santificação constante pode elevar sua vida aos padrões do Senhor.

Nem sempre os pais ou outros cristãos estarão por perto para orientar o adolescente em suas decisões. Daniel e seus amigos estavam sozinhos, em uma terra ímpia, mas mantiveram firme sua fidelidade a Deus. Isso é uma questão de escolha!

CONCLUINDO

O cristão deve ser santo, porque Deus é Santo (1Pe 1.16). Viver em santidade não significa se isolar, ser intolerante ou julgar-se superior às pessoas, mas reconhecer as próprias limitações, sabendo que “se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo pecado”, 1Jo 1.7.

Respostas aos Exercícios da Revista do Aluno:

1) Separação do pecado.
2) impureza, inveja, santidade, perdão, Salvação.

Capa oficial da Lição 4 — Orando sem Cessar, extraída da página 20 da Revista do Professor Adolescer+.

Lição 4 · Revista do Professor

Adolescer+ · Adolescendo com Propósito

ORANDO SEM CESSAR

Texto Bíblico: Ef 6.18; 1Ts 5.17

Ações desta lição Abrir Apoio Pedagógico · Lição 04✨ Prompts EBD Fiel

Começando a Aula

OBJETIVO
Entender que a oração nos leva a uma vida de intimidade com Deus.
TEXTO(S) BÍBLICO(S)
Ef 6.18; 1Ts 5.17

PREPARANDO A LIÇÃO

Providencie: 3 embalagens de comprimidos efervescentes e 3 copos com água sobre a mesa. Peça a atenção da turma. Coloque uma embalagem com comprimido ao lado do primeiro copo com água. Coloque dentro do segundo copo um comprimido embalado, e no terceiro copo com água, coloque um comprimido desembalado. Peça que a turma diga o que observaram.

Ressalte que assim somos nós quando não buscamos a Deus em oração, não há interação. Diga que quando oramos com incredulidade, somos como o segundo copo, cuja água não se envolve com o comprimido que está embalado. Mas, quando oramos e cremos no poder do Senhor, usamos a fé, e assim somos como o terceiro copo, totalmente envolvidos por Deus.

INTRODUÇÃO

A oração é uma das armas do cristão para enfrentar as dificuldades, agradecer pelas bênçãos recebidas, buscar a direção acerca de alguma atitude a ser tomada e muitas outras coisas. A oração é o caminho que tem ligação direta com o Pai, assim como Jesus nos ensinou (Mt 6.5-13). A Bíblia orienta a cultivarmos uma vida de oração (1Ts 5.17).

EMBASAMENTO BÍBLICO

A Palavra de Deus é repleta de relatos sobre o poder da oração: Josué parou o sol com a oração (Js 10.12,13); Samuel foi fruto da oração de Ana (1Sm 1.20); a oração de Isaque foi atendida e Rebeca concebeu de maneira milagrosa (Gn 25.21); e Jabes foi abençoado quando clamou a Deus (1Cr 4.10). Através da oração, o crente desenvolve intimidade com o Senhor, que assim é adorado e glorificado; além disso, a oração é uma poderosa arma espiritual, capaz de reverter a mais difícil situação. O Apóstolo Tiago afirmou que a oração do justo pode muito em seus efeitos (Tg 5.16), e o próprio Deus nos garante que, se orarmos e nos convertermos de nossos maus caminhos, Ele ouvirá as nossas súplicas (2Cr 7.14).

PONTO FINAL

Para finalizar a aula, leia com os alunos Hebreus 4.16. Orem juntos, pedindo a Deus intimidade com Ele.

Mensagem Valiosa

“Eu te invoquei, ó Deus, pois me queres ouvir; inclina para mim os teus ouvidos e escuta as minhas palavras”, Sl 17.6

Verdade Aplicada

Deus está sempre pronto para ouvir a oração dos Seus servos.

Introdução

Orar é falar com Deus, que age em favor dos Seus filhos. De acordo com a Sua vontade, Deus nos concede o que Lhe pedimos: “E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que nos ouve em tudo o que pedimos, sabemos que alcançamos as petições que lhe fizemos”, 1Jo 5.14,15.

Ore sem cessar (1Ts 5.17), seja em voz alta ou em silêncio, para cultivar intimidade com o Pai!

1 O PROPÓSITO DA ORAÇÃO

Por que devemos orar? Primeiro, porque é uma ordem do próprio Cristo (Mc 14.38). Segundo, porque o ministério terreno de Jesus foi marcado pela oração (Mt 26.44). Jesus mantinha uma comunhão constante com o Pai, orando em todo o tempo (Jo 17). Aprendemos, com isso, que a oração é uma forma de demonstrar confiança em Deus, reconhecendo que somente Ele tem a direção e o controle de nossas vidas. Jesus nos encoraja a perseverar na oração, porque o Pai ouve as nossas súplicas (Mt 7.7,8).

Ele também ensinou aos Seus discípulos a oração do Pai Nosso, com a qual podemos aprender algumas coisas importantes. Pela oração, devemos: adorar, honrar e reverenciar ao Pai (Mt 6.9); submeter a nossa vontade à vontade de Deus (Mt 6.10); pedir pela provisão diária (Mt 6.11); pedir perdão pelos nossos pecados e perdoar aqueles que nos ofendem (Mt 6.14); pedir livramento do mal (Mt 6.13). Além disso, uma das prioridades na oração do cristão deve ser a busca pela sabedoria, como nos ensina a Palavra. No entanto, é preciso ter convicção do Poder de Deus e firmeza na fé, para que a petição seja aceita; “E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada. Peça-a, porém, com fé, não duvidando; porque o que duvida é semelhante à onda do mar, que é levada pelo vento e lançada de uma para outra parte. Não pense tal homem que receberá do Senhor alguma coisa”, Tg 1.5-7.

Contudo, nem sempre, a oração do justo é respondida de imediato. Como Deus é o Senhor do tempo e tem total conhecimento de todas as coisas, pode ser que você precise esperar até que suas orações sejam respondidas. Nesse caso, é preciso confiar que o Soberano trará a resposta no tempo certo (Sl 37.7).

A oração ajuda o cristão a entender a vontade de Deus para sua vida (Cl 1.9).

2 INVOCANDO O NOME DO SENHOR

Só existe um Deus e um Único Mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo (1Tm 2.5). A oração do crente é feita em nome de Jesus, porque Ele é o caminho de acesso ao Pai: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim”, Jo 14.6. O próprio Filho também ensina que: “Tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar”, Jo 16.23. Essas passagens falam por si só: Jesus é Aquele que nos reconciliou com Deus e que nos dá livre acesso ao Trono da Graça.

Conhecendo a verdade sobre Jesus, o cristão não precisa recorrer aos ídolos ou a objetos para se dirigir a Deus, porque eles não são capazes de ouvir ou responder às suas petições (Sl 115.4-6). O profeta Elias desafiou os profetas de Baal, no Monte Carmelo, a oferecer um novilho em sacrifício e invocar seu deus, que deveria responder com fogo, caso fosse o verdadeiro Deus. Os profetas de Baal oraram incansavelmente, mas sem resposta (1Rs 18.29). Então, Elias preparou o seu sacrifício e orou. E Deus logo enviou fogo do céu sobre o Altar e consumiu toda a oferta. A oração de Elias foi ouvida, enquanto os profetas de Baal não receberam nenhuma resposta (1Rs 18.38). Essa é uma prova bíblica de que somente o Deus de Israel é o Deus Único, e que só o Senhor é Deus (1Rs 18.39).

Elias era um homem temente a Deus, e se consagrava para o serviço do Senhor. A santificação é importante para que as orações cheguem aos céus, como disse o salmista: “Se eu atender à iniquidade no meu coração, o Senhor não me ouvirá; mas, na verdade, Deus me ouviu; atendeu à voz da minha oração”, Sl 66.18,19. Portanto, antes de orar, examine sua vida. Se necessário, aproveite o momento de oração para pedir perdão a Deus pelos erros cometidos.

A Bíblia diz que o nome do Senhor começou a ser invocado quando nasceu Enos, neto de Adão e Eva (Gn 4.26).

3 OS TIPOS DE ORAÇÃO

A oração pode ter muitos motivos: gratidão, louvor, arrependimento, adoração, santificação, petição a Deus, que pode ser em benefício próprio ou como intercessão pela vida de outra pessoa (1Tm 2.1,2). As Escrituras têm exemplos de oração por pastores (2Tm 1.3-7); pela Salvação do próximo (Rm 10.1), por livramento (At 12.5-12); por cura divina (At 28.8; Tg 5.14-16), para a ressurreição dos mortos (1Rs 17.20-23), dentre muitas outras. Jesus é o intercessor que roga ao Pai em favor de cada cristão (Hb 7.25), e o Espírito Santo intercede pelo povo de Deus com gemidos inexprimíveis, porque nós não sabemos orar como convém (Rm 8.26). A oração nos fortalece no mundo espiritual e nos capacita para enfrentar de cabeça erguida os problemas da vida, tendo a plena convicção de que nunca estamos sozinhos em meio aos desafios.

Orar é um hábito que deve ser cultivado. Experimente fazer uma lista dos motivos pelos quais você deseja orar ou anotar o nome das pessoas por quem você deseja interceder. Apresente essa lista a Deus todos os dias. Você pode escolher o horário mais confortável do dia para fazer isso. Pode ser ao se levantar, ao se deitar ou mesmo no meio da tarde ou da manhã; o importante é que você faça da oração uma rotina a ser encarada com seriedade e compromisso.

Ao orar, seja direto e diga para Deus o real motivo daquela conversa com Ele: pode ser a conversão de alguém, a cura de uma enfermidade, o agradecimento pelas bênçãos, o louvor puro e simples ou a consagração da sua vida. Com o tempo, você irá notar que o seu tempo com Deus é prazeroso e que você tem se tornado mais íntimo dEle. A oração aumentará a sua capacidade de reconhecer a voz de Deus e a vontade de buscar a santificação em todas as áreas da sua vida. Ore sempre!

Peça aos adolescentes que orem uns pelos outros durante a semana. Você pode escrever o nome de cada um deles em tiras de papel e fazer um sorteio. Cada um deverá orar por quem tirou no sorteio.

CONCLUINDO

A oração deve ser uma prática constante na vida cristã, porque Cristo, assim nos mandou fazer (Mc 14.38). Além de orar por si mesmo, o crente deve orar também pelas necessidades dos outros. A oração intercessória, em favor do próximo, é uma ordem de Deus (Tg 5.16), que nos manda orar até mesmo por nossos inimigos (Mt 5.44; Lc 6.28). A oração não é um ato egoísta, mas de inclusão do outro, a exemplo de Jesus que intercedeu pelos discípulos e pelas pessoas que ainda seriam salvas (Jo 17.6-26).

Respostas aos Exercícios da Revista do Aluno:

1) A) Moisés – súplica para entrar em Canaã.
B) Davi – intercessão por cura.
C) Jesus – livramento do sofrimento e submissão a Deus.
D) Paulo – livramento do sofrimento.

Capa oficial da Lição 5 — Entregando Dízimos e Ofertas, extraída da página 24 da Revista do Professor Adolescer+.

Lição 5 · Revista do Professor

Adolescer+ · Adolescendo com Propósito

ENTREGANDO DÍZIMOS E OFERTAS

Texto Bíblico: Gn 14.20; Ml 3.10,11

Ações desta lição Abrir Apoio Pedagógico · Lição 05✨ Prompts EBD Fiel

Começando a Aula

OBJETIVO
Entender o propósito dos dízimos e das ofertas.
TEXTO(S) BÍBLICO(S)
Gn 14.20; Ml 3.10,11.

PREPARANDO A LIÇÃO

Pergunte aos alunos o que significa a palavra “dízimo”. Ouça as respostas com atenção e faça as observações que julgar necessárias. Peça a um aluno que desenhe no quadro um círculo ou uma pizza dividida em dez partes. Marque um dos pedaços com vários riscos. Explique aos adolescentes que o desenho completo representa toda a nossa renda, da qual devemos retirar a décima parte, que é a fatia riscada, e devolvê-la a Deus. O dízimo é uma forma de reconhecer que tudo o que temos e ganhamos é pela bondade de Deus em nossas vidas, e não pela força do nosso braço. Ou seja; dizimar é uma expressão de fé e gratidão a Deus por Sua providência. Leiam Malaquias 3.10.

INTRODUÇÃO

Faça o “Preparando a lição” e inicie a aula explicando que o ato de dizimar e ofertar na Casa de Deus é um princípio de honrar a Deus (Pv 3.9,10) e obediência à Sua Palavra (2Co 9.7).

EMBASAMENTO BÍBLICO

No AT, como um ato de gratidão além do dízimo, o povo de Israel entregava vários tipos de ofertas a Deus, em sua maioria, animais (gado, ovelhas e aves) e também as ofertas de cereais e frutos. Os israelitas também ofertaram com alegria todo o material necessário para a construção do Tabernáculo, inclusive: ouro, prata, tecidos finos, pelos e peles de animais (Êx 35.20-29). Ofertar para a Obra de Deus, voluntariamente, é um ato de amor a Deus.

Nossa motivação ao devolver o dízimo não está no fato de conseguirmos as bênçãos materiais do Criador, mas unicamente de expressar nossa gratidão e adoração pela Graça e pelos presentes concedidos pelo Senhor.

PONTO FINAL

Ressalte aos alunos que dizimar e ofertar são atos de fidelidade e gratidão a Deus por todas as bênçãos recebidas por Ele. Finalize a aula orando com a turma em gratidão a Deus pela provisão diária.

Mensagem Valiosa

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos Exércitos”, Ml 3.10

Verdade Aplicada

O cristão demonstra fidelidade a Deus, ao entregar seu dízimo e suas ofertas.

Introdução

Ao entregar o dízimo, que corresponde a dez por cento de tudo o que recebe, o cristão demonstra amor, gratidão e compromisso com Deus, pois os dízimos são um meio de alcançar as vidas que ainda não conhecem a Jesus! Além disso, são os dízimos e as ofertas que mantêm a Obra de Deus, inclusive a igreja e os missionários! Ao dizimar com liberalidade, o cristão é ricamente abençoado, e o Senhor o protege de qualquer ameaça maligna que possa atingir sua vida financeira (Ml 3.10,11).

1 OS PRIMEIROS DIZIMISTAS

O dízimo é um princípio bíblico, uma ordenança divina a qual todos devem obedecer. Dizimar é reconhecer, publicamente e em secreto, o amor e a gratidão a Deus por tudo o que Ele nos tem dado: saúde, estudos, atividade profissional, família, Salvação e tudo o mais. É também o reconhecimento de que todas as coisas vêm de Jeová Jireh! Aquele que provê tudo o que necessitamos (Gn 22.14).

No AT, o povo de Israel entregava a décima parte de seus rebanhos, do gado, dos frutos da terra e de qualquer outra fonte de renda que tivessem, como uma demonstração de gratidão a Deus pelas bênçãos recebidas (Lv 27.30). O dízimo de Israel se destinava a: sustentar os levitas e os sacerdotes (Nm 18.21-28); ajudar nas refeições sagradas (Dt 14.22-27); socorrer os pobres, os órfãos e as viúvas da época (Dt 14.28,29). Os levitas, por sua vez, entregavam o dízimo do dízimo do que recebiam (Nm 18.26).

A entrega do dízimo era algo de muita importância para os israelitas e assim deve ser também para os cristãos de hoje. Vale ressaltar que a entrega do dízimo não deve ser feita como uma moeda de troca, você não deve dizimar achando que assim nada lhe faltará. Como vimos antes, o dízimo é o reconhecimento da Soberania de Deus sobre sua vida, porque dEle procedem todas as coisas: “Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém!”, Rm 11.36.

Dar e receber constitui a Lei universal da reciprocidade (Gl 6.7).

2 O DÍZIMO NA BÍBLIA

A infidelidade dos israelitas prejudicou o relacionamento deles com Deus, que os advertiu quanto a roubá-lO nos dízimos e nas ofertas (Ml 3.8). O Senhor, então, permitiu que o povo fizesse prova dEle, ao Lhe entregar o dízimo e as ofertas, prometendo recompensar a fidelidade do povo com chuvas abundantes. Além disso, as pragas que devoravam suas plantações seriam repreendidas e Israel seria uma nação próspera (Ml 3.10-12).

No NT, há inúmeros ensinamentos valiosos sobre o dízimo. Jesus repreendeu os mestres da Lei, chamando-os de hipócritas, porque eles davam o dízimo da hortelã, da erva-doce e do cominho, mas não obedeciam a outros Mandamentos importantes, como: ser justo, bondoso e honesto com o próximo. Os mestres da Lei deveriam dizimar, mas sem deixar de praticar essas coisas (Mt 23.23). Jesus nos ensina, com isso, que dizimar é um ato de obediência, que deve ser acompanhado por boas obras que glorificam ao Pai (Mt 5.16).

É importante observar que nos Evangelhos de Mateus e Lucas, Jesus ressalta sobre o perigo de pautar a vida apenas em normas e rituais, sem voltar o seu coração para Deus. A prática do dízimo só é realmente aprazível a Deus quando a fazemos com alegria, reconhecendo a bondade do Senhor na provisão que nos foi concedida. Deus espera que Seus servos sejam fiéis nos dízimos e nas ofertas, mas também que Seus servos tenham disposição para trabalhar na expansão do Reino.

Os cristãos da Igreja Primitiva dizimavam e ofertavam para sustentar a Obra de Deus (At 4.32-37).

3 UM SINAL DE FÉ

Geralmente, os adolescentes não possuem fonte de renda, mas isso não é motivo para deixar de contribuir com a Obra de Deus. É possível investir tempo e talento no Reino, como uma forma de semear. Qualquer oferta vinda de um desejo verdadeiro em servir e agradar a Deus é bem-vinda, porque assim você estará adorando ao Rei dos reis. Paulo afirmou: “E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”, 1Co 13.3.

Deus pediu ao povo de Israel que levasse ofertas alçadas para a construção do Santuário, onde Ele habitaria (Êx 25.2). O relato bíblico revela que foram feitas ofertas grandes, abundantes, generosas e extraordinárias ao Senhor: ouro, prata e cobre, tudo ofertado de coração, por desejo próprio (Êx 35.5). Os israelitas tinham o coração aberto para atender a esses pedidos, ofertando com alegria e generosidade. Os crentes da Igreja Primitiva no NT, tinham esse mesmo espírito de amor e unidade, o que os levava a contribuir de forma voluntária (At 4.32-37).

Certa vez, a igreja de Jerusalém estava passando por necessidades, mas os cristãos da Macedônia, que eram pobres, contribuíram para os irmãos como se fosse para o próprio Deus (2Co 8.1-5). A sua vida é do Senhor, bem como tudo o que você é ou possui. Seja cuidadoso com os necessitados, contribua com a Obra de Deus, através dos dízimos e das ofertas, doe seu tempo e seu talento para engrandecer o nome do Senhor e prosperar o Reino!

Leia Mc 12.41-44 com a turma. Ressalte que a viúva pobre chamou a atenção de Jesus não pelo valor da sua oferta, mas pela atitude do seu coração.

CONCLUINDO

Entregar dízimos e ofertas é um ato de amor, pois Deus ama quem dá com alegria (2Co 9.7). Essa contribuição é necessária para que a igreja se mantenha, os necessitados possam receber ajuda e o Evangelho avance. Como consequência, toda colaboração ajuda a levar a mensagem de Jesus a novas pessoas, enquanto aqueles que o fazem com liberalidade experimentam as provisões e as mais ricas bênçãos do Senhor em suas vidas.

Respostas aos Exercícios da Revista do Aluno:

1) A) décima
B) sustento
C) pobres; contribuíram
D) mestres; Lei; hipócritas

Capa oficial da Lição 6 — Amando a Família, extraída da página 28 da Revista do Professor Adolescer+.

Lição 6 · Revista do Professor

Adolescer+ · Adolescendo com Propósito

AMANDO A FAMÍLIA

Texto Bíblico: Sl 127.1; 1Tm 5.8

Ações desta lição Abrir Apoio Pedagógico · Lição 06✨ Prompts EBD Fiel

Começando a Aula

OBJETIVO
Entender que a criação da família, é um projeto de Deus.
TEXTO(S) BÍBLICO(S)
Sl 127.1, 1Tm 5.8

PREPARANDO A LIÇÃO

Disponha os alunos em círculo, distribua papel e lápis e peça a cada um deles que divida a folha em duas colunas: “A família que eu tenho” e “A família que eu gostaria de ter”. Eles devem escrever, em cada coluna, as características da sua família real e as características da família que imaginam ser a ideal. Forme alguns grupos para que eles discutam os seguintes pontos: minha família é exatamente como eu gostaria que ela fosse? Existe alguma característica em comum entre as famílias dos componentes do grupo? O que cada um pensa sobre a família ideal? Por fim, cada grupo deve apresentar suas conclusões para o restante da turma.

INTRODUÇÃO

De acordo com os princípios de Deus, a família é formada por um homem e uma mulher, unidos pelo casamento e pelos filhos vindos dessa união. A família foi estabelecida pelo Criador para que nela tivéssemos amor, cuidado e crescimento. Os laços familiares, quando bem cuidados, contribuem para uma sociedade mais equilibrada e justa, uma vez que geram cidadãos conscientes do seu papel social. Com o passar dos tempos, a família tem sofrido muitos ataques do inimigo que através da sociedade por ele corrompida, anseia destruir o propósito de Deus na vida de cada um. Com isso, as famílias têm assumido novos formatos, bem diferentes daquele projetado pelo Pai.

EMBASAMENTO BÍBLICO

É na convivência familiar, que o caráter de cada ser humano é formado. Para o cristão, a família é o espaço ideal para praticar o amor, a humildade, a paciência, a bondade e a mansidão, ou seja, as principais virtudes cristãs. No lar, o indivíduo aprende a ser responsável, a ser submisso às autoridades, a executar suas tarefas, a manter a ordem, o respeito e a tolerância. Deus usa a família para moldar o caráter do cristão à imagem do Seu Filho, de acordo com o Propósito Eterno (Rm 8.29).

PONTO FINAL

Peça aos alunos que fechem os olhos e pensem no comportamento que eles têm em casa. Leia Colossenses 3.14,15 e ore para que cada adolescente tenha uma convivência harmoniosa e feliz com sua família.

Mensagem Valiosa

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam”, Sl 127.1a

Verdade Aplicada

A família floresce quando Deus ocupa o primeiro lugar.

Introdução

O Senhor chamou de “bom” cada ato de Sua criação. Mas, quando criou Adão, disse que não é bom que ele esteja só (Gn 2.18); então, fez a mulher para ser uma ajudadora idônea, alguém que estivesse ao seu lado.

Homem e mulher foram criados para se complementarem no casamento, na construção da família, na criação dos filhos e em todos os aspectos da vida.

1 FAMÍLIA SOBRE A ROCHA

O lar cristão deve proporcionar aos seus membros crescimento físico e espiritual. Isso significa que, além dos cuidados básicos para um crescimento saudável, é preciso também exercitar coisas importantes para o espírito, como perdoar e suportar o outro, confessar os erros, negar-se a si mesmo, exercer autoridade com amor, corrigir com gentileza, orar e confiar em Deus.

Para edificar uma casa segura, é preciso um alicerce sólido (Mt 7.24-27). Para o cristão, o alicerce é Cristo, a Rocha Firme, a Pedra de Esquina sobre a qual a família, deve ser construída (1Pe 2.4-6). Assim como o relacionamento familiar que precisa ser construído sobre uma base firme, feita de material de excelente qualidade, que são os valores morais e espirituais que formam o caráter cristão: honestidade, diligência, verdade, justiça, bondade, companheirismo, generosidade, retidão, paciência, gratidão, oração e estudo da Palavra. O lar que cultiva esses princípios está firmado na Rocha e agrada a Deus.

As famílias que pertencem a Cristo podem desfrutar de um ambiente familiar saudável, onde existem amor, respeito, instrução conforme os conselhos do Senhor (Ef 6.4) e obediência (Ef 6.1). Além disso, a família cristã deve dar um bom testemunho da sua fé, glorificando a Deus em seu relacionamento. No entanto, isso não quer dizer que as relações familiares serão sempre estáveis ou que não haverá discordância sobre os muitos assuntos pertinentes à família, mas o que realmente importa é que o amor será sempre abundante e trará a melhor solução para esses momentos.

Leia 1Tm 5.8 com os alunos. Ressalte o valor dado por Deus ao que trabalha em favor do bem-estar da sua família.

2 FAMÍLIA, UM PRESENTE DE DEUS

É comum o adolescente pensar que a sua família poderia ser melhor, que os pais não o compreendem e que estão ultrapassados. Na verdade, todas as famílias têm problemas, às vezes mais sérios e outras vezes menos preocupantes, mas que precisam ser solucionados. Entretanto, mesmo que cada família tenha sua maneira própria de lidar com cada situação, as crises familiares são excelentes oportunidades para gerar em seus membros fé, maturidade, força e intimidade com Deus.

Outro aspecto importante para o bom relacionamento familiar é o companheirismo entre os seus membros, demonstrado nas atitudes de apoio, cuidado e colaboração de uns com os outros. Assim, pai, mãe e filhos desenvolvem laços que se mantêm por toda a vida. Esse é um bom motivo para você não ficar indiferente aos problemas da sua família, sejam eles financeiros ou de qualquer outra natureza. Portanto, devemos ajudar uns aos outros e combater qualquer tipo de divisão na nossa família, como Jesus declarou: “Todo reino dividido contra si mesmo, será assolado; e a casa dividida contra si mesma cairá”, Lc 11.17.

Deus valoriza a família. E a vida de Jesus é um bom exemplo desse cuidado: Ele nasceu em uma família comum, chefiada por um carpinteiro (Mt 13.55). Jesus conviveu com as crianças e os adolescentes da sua época. Ele obedecia aos seus pais terrenos, a quem acompanhava em seus compromissos, conforme lemos nas Escrituras Sagradas: “E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa. (...) E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito”, Lc 2.42-51.

A família nasceu do coração de Deus, para ser um lugar de crescimento, aprendizado e desenvolvimento das habilidades relacionais de cada um de seus membros. Pense nisso!

A família é um Projeto de Deus e para mantê-la unida o amor se faz necessário. E o elo mediador para a manutenção deste projeto só encontramos em Jesus, que deve ser o Centro da família.

3 PARA SEMPRE FAMÍLIA

Quando criou Adão e Eva, Deus instituiu o Seu padrão para o relacionamento entre eles: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne”, Gn 2.24. Ou seja, o homem se afasta de sua família de origem, que também segue o modelo de Deus: seu pai e sua mãe e se liga à uma mulher, para formar uma nova família. Essa estrutura familiar é a estabelecida por Deus, para dar continuidade das gerações.

Milhares de anos mais tarde, Jesus reafirmou o padrão do Pai para a formação da família natural. Ele reafirmou a importância da formação familiar, quando acrescentou: “Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus juntou não separe o homem”, Mt 19.6. A única coisa que deve separar o casal é a morte (Rm 7.1-3), embora hoje o divórcio seja uma triste realidade, inclusive no meio do povo de Deus.

A Palavra de Deus é uma “bênção que enriquece e não acrescenta dores”, Pv 10.22. O Senhor supre as necessidades do ser humano, porque os conhece bem. Foi assim com Adão, que não deveria ficar só, e é assim com você. O Senhor conhece a sua vida, suas carências e suas dificuldades. Se hoje a sua família não supre as suas necessidades ou se você acha que poderia ter um relacionamento melhor em casa, faça a sua parte, ore e creia no que diz a Palavra: “Entrega o teu caminho ao SENHOR; confia nele, e ele tudo fará”, Sl 37.5.

Se você não tem pai ou mãe, com certeza deve sentir essa ausência. Mas, nunca se esqueça de que você é filho do Todo-Poderoso!

CONCLUINDO

A família é o projeto mais perfeito de Deus e um presente valioso para a sua vida. Construir o lar sobre a rocha significa colocar o Senhor em primeiro lugar em cada decisão, atitude e conversa. Quando escolhemos honrar a Deus na juventude, a nossa casa floresce e amadurece de forma saudável. Vocês desempenham um papel fundamental na união do lar hoje. Protejam e valorizem sua família com seriedade, pois ela foi feita para durar para sempre.

Respostas aos Exercícios da Revista do Aluno:

1) B - A
2) Sugestão de resposta: ajudar nas tarefas domésticas, ser pacífico, conversar com os pais, ler e praticar a Palavra de Deus, respeitar os irmãos e etc.

Capa oficial da Lição 7 — Preparando-se para o Futuro, extraída da página 32 da Revista do Professor Adolescer+.

Lição 7 · Revista do Professor

Adolescer+ · Adolescendo com Propósito

PREPARANDO-SE PARA O FUTURO

Texto Bíblico: Pv 1.7; 2.6,11,12; 3.13-15

Ações desta lição Abrir Apoio Pedagógico · Lição 07✨ Prompts EBD Fiel

Começando a Aula

OBJETIVO
Entender o propósito da formação escolar para o sucesso profissional.
TEXTO(S) BÍBLICO(S)
Pv 1.7; 2.6,11,12; 3.13-15

PREPARANDO A LIÇÃO

Separe ilustrações de profissões e objetos, como: enfermeiro, médico, engenheiro, professor, relógio, computador, livro, celular, lápis e etc. As ilustrações devem ter relação com a vida escolar, com as profissões. Mostre uma ilustração de cada vez, e pergunte aos alunos a qual profissional se destina. Peça que gravem a sequência em que as ilustrações estão sendo mostradas. Após esse momento, pergunte qual foi a primeira, a quarta ou a sétima ilustração apresentada. Essa atividade ajuda a manter a atenção e alegria da turma. Por fim, converse sobre a importância dos estudos na formação profissional.

INTRODUÇÃO

Um bom aluno não precisa perder noites de sono nem abrir mãos de seus momentos de lazer. Pelo contrário, tanto o sono quanto o lazer são importantes para manter a boa disposição para os estudos, conforme apontam algumas pesquisas. Como fazer, então, para ter um bom rendimento escolar? Basta criar um planejamento com todas as atividades diárias, onde o adolescente deve incluir uma rotina de estudos.

EMBASAMENTO BÍBLICO

Saulo foi um jovem muito dedicado aos estudos, ele aprendeu com um dos maiores mestres judeus: Gamaliel (At 22.3). Ao aceitar a Jesus, Saulo, que mais tarde veio a se chamar Paulo, usou todo o seu conhecimento para defender a fé cristã e anunciar o Messias. Por ter sido um homem zeloso com os estudos (At 26.24) e com o conhecimento da Lei (Fp 3.5,6) possibilitou a Paulo circular em vários ambientes, confrontando pessoas influentes na sociedade da época. História e religião estavam interligadas para os judeus, que adquiriam conhecimento para dar continuidade à cultura e às Leis judaicas.

PONTO FINAL

O cristão íntegro, inteligente e temente a Deus pode fazer muita diferença em uma sociedade corrompida, a exemplo de Daniel e seus amigos. Incentive os alunos a perseverar nos estudos com o propósito de glorificar a Deus com sua vida profissional.

Mensagem Valiosa

“Adquire a sabedoria, adquire a inteligência, e não te esqueças nem te apartes das palavras da minha boca”, Pv 4.5

Verdade Aplicada

Deus abençoa o conhecimento humano, que deve ser associado ao conhecimento das Escrituras.

Introdução

A mente humana possui uma ampla capacidade de armazenar informações, o que pode ser muito útil no aprendizado. Jesus “cresceu em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens”, Lc 2.52. Isso significa que o Mestre se desenvolveu em todas as áreas: física, espiritual, social e intelectual.

1 UMA AQUISIÇÃO DE VALOR

Ter acesso ao ensino é um privilégio em nosso país, onde muitos adolescentes precisam deixar a escola para trabalhar e ajudar os pais nas despesas domésticas. Se você frequenta a escola, você já tem motivo suficiente para valorizar essa oportunidade, sem se esquecer de ser grato a Deus e à sua família por isso. A Bíblia apresenta vários relatos de pessoas de boa formação intelectual e, mesmo assim, bastante comprometidas com Deus, como: Abraão, Moisés, Esdras, Neemias, Daniel, Paulo e Lucas.

O cérebro necessita de estímulos para aprender. A escrita, por exemplo, leva estímulos dos dedos para o cérebro, que assimila, na memória, aquilo que está sendo escrito. Quando você repete essa ação muitas vezes, a sua memória de longo prazo é ativada, permitindo que você retenha o que aprendeu por mais tempo. Sabendo disso, uma boa técnica de estudo é fazer um resumo de tudo o que você lê ou aprende na escola, porque, assim, você estará desenvolvendo a sua capacidade de absorver todo o conteúdo estudado.

Como você bem sabe, os estudos aumentam as chances de sucesso profissional, pois uma pessoa bem preparada intelectualmente tem mais chances de se colocar no mercado de trabalho. Além disso, o cristão pode ter, na escola, a oportunidade de evangelizar e falar do Amor de Deus para os amigos. Na verdade, o próprio estilo de vida do adolescente cristão, que recusa tudo o que o mundo chama de normal como: bebidas, drogas e fornicação, é uma boa ferramenta de evangelização.

O cristão deve adquirir bom nível de conhecimento intelectual, mas também deve crescer no conhecimento das Escrituras.

2 O MESTRE JESUS

Como todos os meninos de sua época, Jesus também teve acesso à educação, pois sabia ler e interpretar as Escrituras. Ele tinha conhecimento suficiente para discutir teologia com os doutores do Templo (Lc 2.46,47). Por isso, Jesus crescia não somente em estatura, mas também em sabedoria e Graça diante de Deus e dos homens (Lc 2.52). Quando adulto, Jesus chamou alguns homens, com características bem diferentes, para serem Seus alunos, os primeiros discípulos.

Ainda hoje, Jesus continua a formar turmas para um ensino gratuito e de qualidade. O sucesso de Jesus como Mestre está no relacionamento profundo que Ele mantém com os alunos, porque o Mestre se importa com o aprendizado de cada um de nós. Assim como Ele quer que você cresça no conhecimento da Palavra, Ele também quer que você prossiga com os estudos na escola, para que possa glorificá-lO em seu futuro profissional.

Pessoas com boa base educacional são capazes de levar a sociedade ao desenvolvimento, à consciência política, ao avanço tecnológico e ao crescimento econômico e financeiro. A educação, portanto, é fundamental para o bem-estar pessoal e da nação. Deus sempre incentivou o saber, mas sem abrir mão do conhecimento da Sua Palavra, razão pela qual Ele orienta os pais a educarem seus filhos: “Assentado em sua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te”, Dt 6.7.

Leia Lucas 2.46,47 com os alunos. Incentive-os a seguir o exemplo de Jesus e a crescer em Graça e no conhecimento.

3 DANDO IMPORTÂNCIA AO QUE É IMPORTANTE

Atualmente, os adolescentes usufruem de diversas comodidades. Contudo, muitos deles, não valorizam o que têm, principalmente o acesso aos estudos. É comum o caso de pais ou responsáveis que se esforçam para garantir que os filhos tenham uma boa educação, mas os filhos muitas vezes não reconhecem e nem valorizam essa oportunidade. Esse tipo de comportamento, com certeza, gera grande decepção nos pais. Por outro lado, há aqueles que até tentam, mas não conseguem obter muito sucesso nos estudos. Seguem, então, algumas dicas para que você não perca o foco e cresça em conhecimento.

Para começar, seja perseverante diante dos obstáculos. Assim você será capaz de conquistar o que deseja na sua vida pessoal, escolar e, futuramente, profissional. Além disso, é fundamental que você tenha confiança em si mesmo, e seguir uma rotina de estudos que esteja alinhada com seus objetivos. Por fim, exercite a sua fé, e não deixe de buscar a Deus em todo o tempo, assim será mais fácil superar os desafios que possam surgir ao longo da sua caminhada escolar.

Os estudos são a melhor maneira de aumentar seu conhecimento. Por meio deles, adquirimos sabedoria, desenvolvemos habilidades e abrimos portas para novas oportunidades. O aprendizado não apenas contribui para um futuro profissional promissor, mas também nos ajuda a tomar decisões mais conscientes, enfrentar desafios com confiança e construir uma vida com mais propósito e realização. Você sabia que a sua dedicação aos estudos pode ser também uma forma de adorar a Deus? Quando você entrega seu aprendizado ao Senhorio de Cristo, você transforma qualquer aula ou tarefa em uma oportunidade de honrar o Criador. Isso muda tudo! A sua vida escolar deixa de ser apenas uma obrigação e passa a fazer parte de algo maior: o plano de Deus para a sua vida pessoal, profissional e ministerial.

Ressalte que a vida escolar não é apenas uma obrigação, ela faz parte de algo maior: o plano de Deus para vida pessoal, profissional e ministerial de cada aluno.

CONCLUINDO

Prepare-se para o futuro com excelência. Aproveite as oportunidades de aprender e crescer intelectualmente. Mas, guarde sempre um lugar central para Jesus em sua rotina. É essa busca constante por Ele que nos capacita a cumprir nossa verdadeira missão: ser sal e luz do mundo onde quer que a gente vá.

Respostas aos Exercícios da Revista do Aluno:

1) menino/sabedoria/ graça
2) perseverança, confiança em si mesmo e fé em Deus.

Capa oficial da Lição 8 — Fazendo a Obra de Deus, extraída da página 36 da Revista do Professor Adolescer+.

Lição 8 · Revista do Professor

Adolescer+ · Adolescendo com Propósito

FAZENDO A OBRA DE DEUS

Texto Bíblico: Mt 9.37,38; 1Co 15.58

Ações desta lição Abrir Apoio Pedagógico · Lição 08✨ Prompts EBD Fiel

Começando a Aula

OBJETIVO
Entender que a Obra de Deus faz parte dos propósitos da vida cristã.
TEXTO(S) BÍBLICO(S)
Mt 9.37,38; 1Co 15.58

PREPARANDO A LIÇÃO

Providencie três dicionários.

No quadro, escreva o versículo: “A ti também, Senhor, pertence a misericórdia; pois retribuirás a cada um segundo a sua obra”, Sl 62.12. Divida a turma em três grupos. Entregue um dicionário para cada um deles, para que pesquisem e debatam sobre o significado das seguintes palavras: “misericórdia”, “retribuição” e “obra”. Por fim, cada grupo deverá explicar, para o restante da turma, o significado da palavra que pesquisou e o que entenderam do versículo citado.

INTRODUÇÃO

O Senhor se alegra, quando Seus servos se envolvem na Sua Obra com espontaneidade (Js 24.15,21,24). Aqueles que se disponibilizam para trabalhar em prol do Reino deve ter bom ânimo e ser perseverante, porque, como Jesus disse: “Ninguém que lança mão do arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus”, Lc 9.62. Essa afirmação de Jesus demonstra bem a seriedade do serviço cristão, pois Deus não tem prazer em quem volta atrás nas suas obrigações ou abre mão da sua fé (Hb 10.38).

EMBASAMENTO BÍBLICO

Servir na Obra de Deus é um privilégio que temos de honrar e adorar a Deus por tudo (Jo 12.26; 1Pe 4.10). Encontramos em Jesus o perfeito exemplo do ato de servir com temor e abnegação (Mt 20.28). O serviço deve ser motivado por amor, não por reconhecimento humano (Cl 3.23), tendo a certeza de que o trabalho na Obra de Deus não é em vão e gera frutos eternos (1Co 15.58).

Servir a Deus expressa a essência para qual fomos criados (Ef 2.10), desenvolve a humildade (Fp 2.3), e ainda abençoa aos que estão ao nosso redor (1Pe 4.10).

Disponibilize seus Dons e talentos na Obra de Deus, sirva-O com honra e alegria (Sl 100.2), e por Ele seja recompensado (Mt 25.21).

PONTO FINAL

É importante ressaltar que fazer a Obra de Deus é um privilégio. Ore com a turma, para que cada adolescente se envolva no serviço a Deus com zelo e dedicação.

Mensagem Valiosa

“Eu conheço as tuas obras, e o teu amor, e o teu serviço, e a tua fé, e a tua paciência”, Ap 2.19

Verdade Aplicada

Deus se alegra com quem faz a Sua Obra com amor, zelo e temor.

Introdução

Afinal, qual é o propósito da vida humana? Se você respondeu que é glorificar a Deus, você acertou! E uma das formas de fazer isso é investindo tempo no serviço em prol do Reino. No entanto, a Obra de Deus, não deve ser feita como se fosse uma obrigação, mas sim como um desejo genuíno de agradar ao Criador. Na parábola do filho pródigo, o filho mais velho trabalhava na casa do pai, mas nem por isso eles tinham um relacionamento íntimo (Lc 15, 25-32). Antes de fazer a Obra de Deus, você deve buscar intimidade com o Deus da Obra (Mt 22.37).

1 SERVINDO A DEUS

Todos os cristãos são chamados para servir a Deus com entusiasmo no espírito (Rm 12.11). Quando servimos ao Senhor não fazemos por obrigação, mas como uma escolha, para adorá-lO através do nosso trabalho. E, tendo em vista que, no hebraico, a mesma palavra para “Adorar a Deus” é a mesma para “trabalho”, o que significa que o serviço que prestamos a Deus não é uma "carga escravista", mas uma expressão de gratidão de um coração adorador.

A escravidão era uma prática comum no mundo antigo. Durante o Império Romano, havia muitos escravos que, por serem cultos e escolarizados, trabalhavam nas casas das famílias ricas, onde eram responsáveis, inclusive, pela educação e pela disciplina das crianças. Um grande número desses escravos se converteu ao cristianismo, e Paulo logo percebeu a insatisfação de alguns deles, que não queriam mais servir a seus senhores. Para resolver tais conflitos, Paulo propôs aos escravos cristãos que continuassem servindo a seus senhores como se estivessem a serviço de Cristo: “E, tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor e não aos homens”, Cl 3.23. Paulo quis dizer que o testemunho pessoal daqueles cristãos, que estavam cativos, era mais importante do que a condição em que eles se encontravam. A desobediência aos seus senhores não seria um bom testemunho, já que isso os faria parecer escravos que não serviam a Deus. Paulo, então, os encorajou a serem zelosos em seu testemunho, servindo aos seus senhores como se estivessem servindo ao próprio Deus, porque nisso sim, há recompensa (Cl 3.24). No Reino de Deus, o pequeno é grande, o que serve supera o que é servido, como nos ensina Jesus: “Mas todo aquele que quiser, entre vós, fazer-se grande, que seja vosso serviçal; e qualquer que, entre vós, quiser ser o primeiro, que seja vosso servo, bem como o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e para dar a sua vida em resgate de muitos”, Mt 20.26-28.

A exemplo do Mestre, o cristão deve ter o firme propósito de servir aos homens e a Deus, de acordo com os princípios da Palavra.

2 DESCOBRINDO O SEU CHAMADO

A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que cumpriram, com comprometimento e zelo, o ministério que receberam de Deus. José, ainda adolescente, foi vendido como escravo mas nem por isso, ele deixou de fazer suas atividades com excelência. A atitude de servo fiel levou José a governar o Egito.

Por outro lado, Moisés foi criado no palácio, de onde fugiu após matar um egípcio. Ele foi levado por Deus ao deserto, onde constituiu família e apascentava ovelhas. Depois de quarenta anos no deserto, Moisés estava pronto para cumprir o seu chamado: voltar ao Egito, para libertar o povo de Deus do cativeiro (At 7.30).

As Escrituras nos mostram o chamado de José e de Moisés, mas como você pode reconhecer o chamado de Deus para sua vida?

Nem sempre essa é uma tarefa fácil, mas algumas atitudes podem ajudar você nisso.

Tenha comunhão com Deus, o que é possível por meio da oração e da leitura da Bíblia. As Escrituras revelam quem é Deus, e a oração nos torna sensíveis à Sua voz. Quanto mais você se aprofunda no conhecimento de Deus, mais facilmente você reconhece o seu chamado.

Perceba quais são os seus talentos naturais. Antes mesmo que você nascesse, todos os seus dias já foram escritos por Deus (Sl 139.16). Ele deu a você os talentos necessários para o cumprimento do seu chamado.

Descubra seu lugar. Para isso, é preciso sair da sua zona de conforto, isto é, você precisa estudar, participar das atividades dos diferentes ministérios da igreja, pesquisar e descobrir onde os seus talentos são úteis. Deus, com certeza, vai conduzir você ao lugar certo.

Esses são alguns passos que podem ajudá-lo a descobrir o seu chamado, mas nada disso adianta se você não buscar a direção de Deus em cada uma dessas etapas. Outra sugestão valiosa é conversar com o seu pastor, porque ele conhece as necessidades da igreja e pode direcioná-lo para algum ministério no qual os seus talentos serão de grande ajuda.

Compartilhe com a classe sua experiência até chegar ao ministério de ensino.

3 COMPREENDENDO SEUS DONS E TALENTOS

O Apóstolo Paulo tinha o jovem Timóteo como um filho espiritual, a quem ele disse: “Não desprezes o dom que há em ti”, 1Tm 4.14. Esse conselho, de fato, deve ser seguido por todo aquele que está em busca de descobrir o seu lugar na Obra de Deus. Para ajudar você um pouco mais nessa tarefa, vamos compreender melhor o que são os tão falados Dons e talentos.

Embora os Dons possam estar relacionados aos talentos, eles não são a mesma coisa. Ambos, procedem da mesma fonte: Deus!

Talento, no entanto, se refere a uma habilidade ou característica que você tem para realizar algo. É o caso da curiosidade, que pode levar você a ser um cientista, ou a inclinação para a pintura, que pode levar você a pintar belas telas. O talento, pode ser aprimorado com recursos externos, como aulas de canto, de artes, de pintura e etc. Eles também podem ser usados dentro e fora da igreja, como na vida profissional, por exemplo.

Diferentemente dos talentos, os Dons Espirituais são dados a quem se torna nova criatura em Cristo (2Co 5.17) e devem ser usados para a edificação dos irmãos em Cristo, isto é, da Igreja (1Pe 4.10,11). Os Dons Espirituais são úteis também para a realização da obra para a qual o cristão é chamado, uma vez que eles atendem às necessidades espirituais do ministério que cada um de nós recebe do Senhor.

Cada cristão deve zelar pelos Dons e talentos que recebeu, pois de tudo prestaremos contas a Deus (Mt 25.14-30).

CONCLUINDO

Agora que você aprendeu um pouco mais sobre a Obra de Deus e da importância de descobrir e disponibilizar seus Dons e talentos para o Reino, peça a Deus que confirme em seu coração o que Ele espera de você. Esteja disponível para o serviço que lhe for proposto, como bem orientou o Apóstolo Paulo: “Sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é vão no Senhor”, 1Co 15.58.

Respostas aos Exercícios da Revista do Aluno:

Gabarito original do caça-palavras da Lição 8, página 38

2) Dom/ multiforme

Capa oficial da Lição 9 — Compreendendo o Propósito do Namoro, extraída da página 40 da Revista do Professor Adolescer+.

Lição 9 · Revista do Professor

Adolescer+ · Adolescendo com Propósito

COMPREENDENDO O PROPÓSITO DO NAMORO

Texto Bíblico: Eclesiastes 3.1-8

Ações desta lição Abrir Apoio Pedagógico · Lição 09✨ Prompts EBD Fiel

Começando a Aula

OBJETIVO
Entender que para tudo há um propósito, inclusive para o namoro.
TEXTO(S) BÍBLICO(S)
Eclesiastes 3.1-8

PREPARANDO A LIÇÃO

Divida a classe em dois grupos: um a favor e outro contra o namoro na adolescência. Incentive o debate entre os grupos, que deve ser mediado por você, professor. O objetivo é fazer com que os adolescentes reflitam sobre essa temática à luz das Escrituras. Procure inserir tópicos, como: as responsabilidades do namoro, o envolvimento das famílias, o comprometimento dos estudos, e outros que você julgue pertinentes.

INTRODUÇÃO

A adolescência é um período marcado por novas descobertas e novos interesses, além de ser uma fase cheia de transformações físicas, emocionais e sociais. Durante essa fase os adolescentes estão sujeitos a paixões; por isso, devemos incentivá-los a buscar o propósito de Deus em cada etapa de sua vida.

EMBASAMENTO BÍBLICO

Na adolescência, os meninos e as meninas interagem bastante, o que aumenta a possibilidade de experimentarem sentimentos antes desconhecidos. Devido à falta de maturidade, os adolescentes devem ser encorajados a buscar orientação em casa ou na igreja, para que tenham uma adolescência tranquila (1Co 13.11). Embora seja desafiador ensinar os padrões de Deus para adolescentes tão expostos a informações distorcidas, a igreja deve assumir a responsabilidade de guiá-los ao entendimento da vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2).

PONTO FINAL

Pergunte aos alunos se, ao fim dessa lição, eles mudaram alguma coisa na sua visão sobre o namoro na adolescência. Ressalte que o namoro não é uma brincadeira, mas algo sério. Enfatize que o namoro tem por objetivo conhecer a outra pessoa com a intenção de um futuro casamento, e que na adolescência isso não é apropriado, pois não é o momento certo. Leia Eclesiastes 3 com a turma e ressalte sobre o tempo oportuno para cada fase da vida. Ore para que cada um deles se mantenha firme nos propósitos de Deus.

Mensagem Valiosa

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu”, Ec 3.1

Verdade Aplicada

O adolescente cristão deve ser guiado pela Palavra de Deus, e não pelos padrões da sociedade.

Introdução

Na sociedade atual, o namoro é algo banal, sem compromisso, e as pessoas são incentivadas a namorar desde a pré-adolescência, quando nem mesmo têm entendimento de tudo o que envolve um relacionamento entre duas pessoas. Afinal, existe um propósito para o namoro, você sabia?

1 VOCÊ NÃO É DO MUNDO!

Para o cristão, o namoro tem o seguinte propósito: dar aos namorados a oportunidade de se conhecerem melhor. Assim, os dois podem observar o comportamento, o temperamento, as perspectivas, os sonhos e os projetos um do outro, para ver se, de fato, aquela é a pessoa com quem querem firmar um compromisso mais sério no futuro. Encarar o namoro como uma fase que antecede o noivado e o casamento agrada a Deus, pois Ele estabeleceu um tempo e um propósito para todas as coisas (Ec 3.1). Você já tinha pensado nisso?

Entender o namoro dessa maneira não é tarefa fácil nos dias de hoje, porque o namoro tem sido corrompido por comportamentos sociais muito distantes do que Deus idealizou para a humanidade. O tempo em que vivemos tem sido marcado por uma cultura que busca o prazer como estilo de vida. O namoro considerado santo e com propósito foi descartado pela cultura mundana, o que representa mais um desafio para o adolescente cristão.

Para se manter firme no propósito de agradar a Deus, além de ter que lidar com a própria curiosidade com relação ao namoro, é provável que você enfrente também as brincadeiras, as zombarias dos colegas que não temem ao Senhor. Que possamos aprender com o salmista Davi que pediu a Deus que fossem confundidos os que riram dele: “Confundidos sejam em troca da sua afronta os que me dizem: Ah! Ah! Folguem e alegrem-se em ti os que te buscam...”, Sl 40.15,16.

Os adolescentes são influenciáveis, por isso, muitos deixam seus princípios e valores para seguir os padrões sociais. Ajude-os a fortalecer suas crenças e convicções questionando as influências que incentivam um namoro precoce e permissivo.

2 FUJA DO JUGO DESIGUAL!

Alguns cristãos namoram pessoas que não professam a mesma fé, o que desagrada a Deus, como bem alertou o Apóstolo Paulo: “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas?”, 2Co 6.14.

Você se lembra do rei Salomão? Ele pediu sabedoria a Deus para conduzir o povo, mas acabou se afastando de Deus por causa de seus relacionamentos. Salomão se casou com várias mulheres, inclusive de nações que Deus rejeitava. E para agradar suas mulheres, o rei permitiu que elas continuassem a cultuar seus ídolos, chegando até a construir um santuário para que elas oferecessem incenso e sacrificassem aos ídolos. Com o tempo, Salomão também começou a participar desses rituais. A origem do fracasso de Salomão, foi se envolver com mulheres de outros povos, que professavam outras crenças e não temiam ao Deus Todo-Poderoso (1Re 11.1-8).

As pessoas do mundo não estão preocupadas com separação e santidade, pois não conhecem a Palavra de Deus. Nós, entretanto, entendemos que Deus estabeleceu padrões para o Seu povo e que não serão compreendidos pelo mundo, que é carnal. Portanto, quando as dúvidas surgirem, é importante buscar a orientação de pessoas maduras e comprometidas com Deus, que possam ajudar você em suas decisões e escolhas, pois: “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo”, Pv 25.11.

No AT, vemos que Deus desaprovou a união do povo de Israel com o povo cananeu (Dt 7.3), e isso não se trata de preconceito, mas de sabedoria.

3 O NAMORO PODE ESPERAR!

A adolescência é um tempo especial, quando a infância vai ficando para trás e a vida adulta começa a despontar no horizonte. É uma fase ideal para: fortalecer os vínculos com a família, planejar o futuro profissional, dedicar-se aos estudos, ser atuante na igreja e fazer amigos. Essa, verdadeiramente, é a melhor maneira de aproveitar a adolescência sem rejeitar os princípios cristãos.

Tudo o que acontece fora do tempo certo de Deus deixa marcas, algumas que podem durar a vida toda. Há adultos que se envolveram emocional e fisicamente com pessoas na adolescência que terão de lidar com sérias consequências ao longo de sua vida! Os relacionamentos frustrados provocam dores, em qualquer fase, imagine isso na fase da adolescência quando a pessoa não possui maturidade suficiente para resolver os problemas com bom senso e responsabilidade.

O namoro cristão é um compromisso sério, um momento de conhecer melhor a outra pessoa, por isso, exige responsabilidade e dedicação. Além disso, ao contrário do moderno “ficar” (comportamento mundano, longe dos padrões de Deus para os Seus filhos), o namoro cristão deve ser vivido em santidade, sem intimidades. Seja sábio e sensato nesta fase de seu desenvolvimento. Ocupe-se das coisas de Deus e Ele concederá os desejos do seu coração no tempo certo (Sl 37.4,5).

Quem pula etapas no seu desenvolvimento corre o risco de passar o resto da vida se lamentando pelo que não viveu ou pelo que viveu no momento errado.

CONCLUINDO

Namoro com propósito não se trata somente de regras rígidas, mas de um relacionamento intencional no tempo adequado, atrelado à vontade de Deus. A Bíblia está repleta de conselhos maravilhosos do Senhor para o seu coração. Sendo assim, medite nela dia e noite, para que você se comporte com prudência (Js 1.8), para ter discernimento em todas as situações (1Co 2.15), buscando em Deus, propósito e crescimento para sua vida emocional.

Respostas aos Exercícios da Revista do Aluno:

1) ( F )
( V )
( V )
( V )
( V )

Capa oficial da Lição 10 — Perdão, um Propósito Libertador, extraída da página 44 da Revista do Professor Adolescer+.

Lição 10 · Revista do Professor

Adolescer+ · Adolescendo com Propósito

PERDÃO, UM PROPÓSITO LIBERTADOR

Texto Bíblico: Mt 18.23-35; Tg 2.13

Ações desta lição Abrir Apoio Pedagógico · Lição 10✨ Prompts EBD Fiel

Começando a Aula

OBJETIVO
Entender que o perdão é um propósito divino que traz liberdade para o pecador.
TEXTO(S) BÍBLICO(S)
Mt 18.23-35; Tg 2.13

PREPARANDO A LIÇÃO

Mostre uma chave para os alunos e pergunte para que ela serve. Normalmente, eles respondem que é para abrir ou fechar algo. Explique que o perdão pode ser comparado a uma chave, que “abre” portas, pois reata amizades, alivia a culpa por atitudes erradas que cometemos, demonstra a misericórdia de Deus, restaura a alegria perdida e etc. Por outro lado, a falta de perdão pode manter algumas portas “fechadas”, como: a amargura, o ressentimento, as doenças emocionais e a mente confusa. Para finalizar, leia Mc 11.25,26 com a turma.

INTRODUÇÃO

Todos nós pecamos, por isso, necessitamos do perdão de Deus (Rm 3.23). Contudo, ao aceitar Jesus como Salvador e Senhor, a nossa dívida é perdoada (Ef 4.32). Por gratidão a Deus pelo perdão que dEle recebemos, por Graça, passamos a praticar perdão mútuo (Cl 3.13) como Mandamento divino (Mt 18.21,22); Mt 6.14,15; Mc 11.25).

EMBASAMENTO BÍBLICO

O ato de perdoar é um Mandamento divino que traz libertação da mágoa e cura das feridas daquele que foi ofendido. Perdoar parte de uma escolha voluntária, ou seja, é uma atitude de fé daquele que deseja obedecer a Deus e dEle também almeja receber o perdão (Mt 6.14,15). Martin Luther King disse: “O perdão é um catalisador que cria a ambiência necessária para uma nova partida, para um reinício”.

PONTO FINAL

Mesmo não sendo uma tarefa fácil, perdoar é um princípio estabelecido por Deus (Mc 11.25,26). Peça aos alunos que fiquem em silêncio e tragam à memória o que precisam perdoar e do que precisam ser perdoados. Enquanto eles fazem isso, ore a Deus para que todas as situações que estão sendo apresentadas em silêncio possam ser perdoadas por Ele.

Mensagem Valiosa

“Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”, Mt 6.12

Verdade Aplicada

O perdão revela a misericórdia de Deus.

Introdução

Por meio da fé, diversos servos do Senhor realizaram grandes feitos, considerados impossíveis (Hb 11.33,34), mesmo sendo imperfeitos, eles cumpriram o propósito de Deus com excelência. Os heróis da fé cometeram erros, mas eles nos ensinam, a exemplo de Davi, que o coração quebrantado e contrito alcança o perdão de Deus (Sl 51.17).

1 O PERDÃO DE DEUS

A Boa-Nova do Evangelho é que Jesus pagou o preço por nossos pecados. Sua morte na cruz nos trouxe Salvação e nos livrou da culpa por nossas transgressões. Isso significa que o cristão não está mais na posição de devedor, mas de quem já foi perdoado pelo Pai.

A Bíblia narra que o rei Davi reconheceu o seu pecado; arrependido, ele experimentou o alívio que o perdão de Deus traz: “Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o SENHOR não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano”, Sl 32.1,2.

Ao aceitar a Jesus, além de receber o perdão de Deus, a pessoa também alcança a Vida Eterna: “O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na benignidade. Tornará a apiedar-se de nós, subjugará as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar”, Mq 7.18,19. O profeta Miqueias descreveu bem o caráter misericordioso do Pai, que perdoa o pecador arrependido.

Aproveite o momento e pergunte se algum aluno deseja aceitar a Jesus como Senhor e Salvador e receber o perdão dos seus pecados.

2 PERDOANDO E SENDO PERDOADO

Conversando com Jesus sobre o perdão, Pedro pergunta: “Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas até setenta vezes sete”, Mt 18.21,22. Após responder Pedro, o Mestre contou aos discípulos a parábola do credor incompassivo, que fala de um homem cruel e sem compaixão (Mt 18.23-35). Esse homem tinha uma grande dívida com o rei no valor de dez mil Talentos, a qual ele não podia pagar. O rei, então, mandou que ele, a mulher e os filhos, juntamente com tudo o que tinham, fossem vendidos e assim, a dívida seria paga. O homem logo apelou para a misericórdia do rei: “Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida”, Mt 18.27.

Quando saiu da presença do rei, o homem encontrou um dos seus servos, o qual lhe devia cem dinheiros, um valor bem menor do que a dívida que lhe fora perdoada poucos minutos antes. Ele, porém, em uma atitude violenta, começou a sufocar o seu servo, cobrando dele a pequena dívida: “Paga-me o que me deves”, Mt 18.28. O servo implorou por clemência, mas o seu senhor mandou prendê-lo, até que ele pagasse a dívida. Ao saber do ocorrido, o rei mandou chamar o homem perverso e indignado, o rei o entregou aos atormentadores, até que ele quitasse tudo o que devia (Mt 18.34).

Essa parábola nos mostra a tendência humana ao individualismo e ao egoísmo, pois é mais fácil ser perdoado que perdoar. Entretanto, o cristão deve ser vigilante consigo mesmo, para não repetir a mesma atitude daquele servo cruel, que não teve misericórdia do próximo, trazendo para si, sérias consequências.

Jesus nos ensina que o perdão de Deus é igualmente condicional: o pecador que se arrepende deve estar disposto a perdoar o próximo (Mt 18.35).

3 O PERIGO DA FALTA DE PERDÃO

Segundo estudos científicos, a falta de perdão pode causar danos graves ao ser humano. Uma pessoa cheia de mágoas pode perder o sono, a tranquilidade e o bem-estar. A falta de perdão nos impossibilita de receber a misericórdia divina (Mt 18.34,35), além de roubar a alegria e abater o espírito. O perdão está intimamente ligado às emoções humanas, e os neurocientistas explicam que o ressentimento prolongado pode causar reações alérgicas, enxaquecas, dores no corpo, problemas cardíacos e até tumores. O perdão, portanto, beneficia tanto quem o concede, quanto quem recebe, pois libera as pessoas de mágoas e ressentimentos. Isso nos leva a compreender que o perdão não é um sentimento, mas uma atitude que demonstra a sua decisão de se libertar do que não traz nada de positivo para sua vida com Deus.

Com certeza, existem ofensas muito graves, que deixam marcas profundas, mas o perdão impede que elas paralisem a sua vida. O perdão fecha a ferida. Embora ainda possa restar uma pequena cicatriz, ela não incomodará mais. Isso acontece porque você é servo de Deus e, por isso, conta com um forte aliado: o Espírito Santo. Ele te capacita a deixar as ofensas para trás e a avançar. Creia, ore, viva feliz e sem mágoas, perdoando e sendo perdoado em todo o tempo.

Deus perdoa quem pede perdão, a Ele e ao próximo, com sinceridade. Se a outra parte não aceita e não perdoa, isso será entre ela e Deus e não envolve mais aquele que se arrependeu.

CONCLUINDO

Viver com o espírito abatido e a alegria roubada é a consequência direta de reter o perdão por ofensas que, perto do Amor de Deus, são pequenas. Provérbios 17.22, diz: “a amargura faz secar os ossos”, mas o perdão libera o coração para que a Obra de Deus, em nós, avance em paz. Decidir perdoar é, portanto, o único caminho para restaurar a saúde da alma, expulsar a angústia do coração e voltar a caminhar na plenitude da felicidade, vivendo livre de mágoas, em comunhão com o Pai e com o próximo.

Respostas aos Exercícios da Revista do Aluno:

1) A) joga nossos pecados no fundo do mar
B) para a saúde e para receber o perdão de Deus
C) mas não perdoou seu servo
D) sempre

Capa oficial da Lição 11 — Crescendo em Meio à Dor, extraída da página 48 da Revista do Professor Adolescer+.

Lição 11 · Revista do Professor

Adolescer+ · Adolescendo com Propósito

CRESCENDO EM MEIO À DOR

Texto Bíblico: Rm 5.1-5; Co 10.13

Ações desta lição Abrir Apoio Pedagógico · Lição 11✨ Prompts EBD Fiel

Começando a Aula

OBJETIVO
Entender que o sofrimento pode trazer crescimento pessoal e espiritual.
TEXTO(S) BÍBLICO(S)
Rm 5.1-5; Co 10.13

PREPARANDO A LIÇÃO

Distribua folhas de papel ofício para a turma. Peça aos alunos que dividam a folha em quatro partes. No primeiro quadro, devem desenhar um ambiente árido, como o deserto; no segundo, devem desenhar um ambiente inundado, como um manguezal; no terceiro, um lugar selvagem, como uma mata ou floresta; no quarto quadro, um campo verdejante. Explique que a caminhada cristã é assim, cheia de experiências diferentes. Às vezes, parece que estamos sozinhos, no deserto. Em outros momentos, parece que estamos afundando em um pântano ou que estamos cercados por feras. Apesar disso, Deus nos leva a um pasto verdejante, onde é possível descansar e desfrutar do Seu Amor até que a tribulação passe.

INTRODUÇÃO

Os momentos de sofrimento são uma realidade que atinge todos os seres humanos, sejam eles crentes ou não. Os tempos de tribulação são ricos em ensinamentos que levam à maturidade e ao crescimento pessoal e espiritual. A Bíblia menciona vários relatos de pessoas que passaram por momentos de muita angústia, mas que, mesmo assim, não renunciaram à fé ou abandonaram a certeza de que Deus é o nosso refúgio e fortaleza em tempos de angústia (Sl 46.1).

EMBASAMENTO BÍBLICO

Ao falar em sofrimento, é quase impossível deixar de citar a vida de Jó: um servo bom, fiel e temente a Deus (Jó 1.8). Ele experimentou uma intensa carga de sofrimento em sua vida financeira e familiar, além de enfrentar uma severa enfermidade. Ainda assim, Jó manteve a fé e a confiança em Deus (Jó 1.21), pois sabia que tudo o que ele era e tinha pertencia ao Senhor.

PONTO FINAL

Peça aos alunos que apresentem a Deus qualquer sofrimento que estejam enfrentando: seja luto, problema financeiro, familiar, enfermidade ou dificuldades na escola. Faça uma oração com eles, para que sejam fortalecidos no Senhor e tenham vitória sobre o sofrimento.

Mensagem Valiosa

“Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”, Rm 8.18

Verdade Aplicada

O cristão deve manter a fé em meio às tribulações, pois a sua confiança está em Deus.

Introdução

Ninguém gosta de passar por dificuldades, não é mesmo? É normal que o ser humano tente evitar situações complicadas, mas nem sempre isso é possível. Muitas pessoas, quando se veem em meio a tribulações e perdas, pensam até em tirar a própria vida, pois não conseguem ver uma “luz no fim do túnel”. O cristão, por sua vez, também enfrenta momentos difíceis na vida, só que ele sabe que a Presença de Jesus, sempre estará com ele, seja no alto de uma montanha ou em um abismo (Sl 139.8).

1 A FÉ INABALÁVEL

A vida cristã não é uma viagem turística rumo ao céu, mas uma jornada de perseverança e esforço (Mt 11.12). Quanto mais você amadurecer na sua caminhada cristã, mais você será capaz de lidar com os momentos difíceis. Algumas vezes, o sofrimento pode ser a maneira que Deus encontra para nos aproximar mais dEle ou para nos revelar algo que antes não víamos, como aconteceu com Jó.

Com a permissão de Deus, Satanás tocou em tudo o que Jó tinha: seus bens, seus filhos e sua saúde (Jó 1.1-19; 2.7). É difícil pensar em um servo temente a Deus passando por esse tipo de situação, mas depois de suportar tamanho sofrimento, Jó pôde declarar para o Senhor: “Com o ouvir dos meus ouvidos, ouvi, mas agora te veem os meus olhos”, Jó 42.5. Assim, Jó reconheceu que o sofrimento o levou a um nível de intimidade com Deus que antes ele só conhecia de ouvir falar, mas agora ele estava experimentando.

O sofrimento de Jó foi imenso, mas teve um fim, porque até para o sofrimento há um tempo determinado (Ec 3.1). É provável que Jó nunca tenha se esquecido das dores que passou, mas a vida continuou e Deus restituiu Jó em tudo e em dobro (Jó 42.10-12). Qualquer um que diga que os filhos de Deus estão livres de passar por dificuldades é um falso mestre, pois nega o que afirmou Jesus: “No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo”, Jo 16.33.

Os problemas não surgem por falta de fé; pelo contrário, deveríamos sentir alegria, pois sabemos que a prova da nossa fé produz perseverança e crescimento espiritual (Tg 1.2-4).

2 A DEPENDÊNCIA DE DEUS

O cristão consciente sabe que depende exclusivamente de Deus para tudo! Somos frágeis, falhos, limitados e previsíveis; portanto, alvos fáceis. Por isso, Jesus afirma: “Sem mim nada podeis fazer”, Jo 15.5. Essa dependência significa reconhecer que nossa existência e sabedoria vêm de Deus. Em nossas orações diárias, precisamos buscar a orientação do Senhor, aceitando com humildade nossas limitações humanas e confiando de que os planos dEle são sempre melhores que os nossos.

O Apóstolo Paulo reconheceu essa verdade ao passar por grandes adversidades. Ele compreendeu que havia um propósito e um valor no sofrimento, pois quanto mais o Apóstolo passava por dificuldades, mais ele se via dependente de Deus. Paulo então, declarou aos irmãos da igreja de Corinto: “Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a tribulação que nos sobreveio na Ásia, pois que fomos sobremaneira agravados mais do que podíamos suportar, de modo tal que até da vida desesperamos. Mas, já em nós mesmos tínhamos a sentença de morte, para que não confiássemos em nós, mas em Deus, que ressuscita os mortos”, 2Co 1.8,9. Paulo reconheceu a sua limitação humana e declarou sua total dependência do Pai.

Assim como Paulo, Moisés também passou por grandes adversidades. Ele era príncipe no Egito, foi levado por Deus ao deserto para cuidar de ovelhas. Tempo depois, Deus o chamou para livrar o povo de Israel da escravidão egípcia. Diante de uma tarefa tão difícil, Moisés precisou colocar a sua vida na dependência de Deus, pois somente assim ele poderia ser o instrumento de todos os sinais e maravilhas que Deus fez através de sua vida (Êx 4.1-11).

Leia o Salmo 44.3 com os alunos, e pergunte se já tiveram alguma experiência em que dependeram de Deus para resolver.

3 INTIMIDADE COM DEUS

Os momentos difíceis proporcionam ao cristão crescer na fé e na dependência de Deus, pois eles são oportunos para cultivar a comunhão com o Senhor. Vimos antes que Jó era um servo justo e fiel (Jó 1.8). Mas, após todo aquele sofrimento, Jó teve sua fé fortalecida pelo Senhor, adquirindo crescimento espiritual, transformação interior e, principalmente, intimidade com Deus.

Já no NT, aprendemos que também o Apóstolo Paulo, depois de passar por muitos sofrimentos, cresceu em intimidade com Deus. Ele, que antes tinha perseguido os cristãos (At 8.3,4), tornou-se um servo fiel, dependente e íntimo do Senhor, a quem o Apóstolo conhecia bem: “Na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas e as considero como esterco, para que possa ganhar a Cristo”, Fp 3.8.

Podemos ver o quanto a Bíblia nos ensina, ao falar que o sofrimento não é o fim, mas sim, um processo, que gera maturidade, crescimento e perseverança, a exemplo de grandes homens, tanto no AT quanto no NT.

O Livro de Tiago ressalta que a prova da nossa fé produz a paciência (Tg 1.3,4). Pedro enfatiza em sua Carta que a prova da vossa fé é mais preciosa do que ouro que perece no fogo (1Pe 1.7). O salmista reconhece que a dor o ensinou a verdade: “Foi-me bom ter sido afligido, para que aprendesse os teus preceitos”, Sl 119.71.

Nenhum sofrimento é em vão; mas é uma ferramenta usada por Deus para nos moldar conforme o caráter de Cristo.

Leia Tiago 1.2,3 com os alunos, e conversem um pouco sobre como manter a alegria em tempos difíceis.

CONCLUINDO

Todo sofrimento é passageiro, mas traz grandes lições.

Para crescer em meio a dor, é necessário entender o quanto devemos depender do Senhor e nos posicionar em Sua gloriosa presença, pois dEle vem a força que precisamos (Is 40.31). Toda dor tem tempo certo para acabar, e um propósito a cumprir. Em Cristo, temos a certeza de que em tudo somos mais que vencedores (Rm 8.37). E mais: “as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada”, Rm 8.18. Aleluia!

Respostas aos Exercícios da Revista do Aluno:

1) E, C, C, E, E.

Capa oficial da Lição 12 — Adorando e Louvando a Deus, extraída da página 52 da Revista do Professor Adolescer+.

Lição 12 · Revista do Professor

Adolescer+ · Adolescendo com Propósito

ADORANDO E LOUVANDO A DEUS

Texto Bíblico: Ef 4.11-16

Ações desta lição Abrir Apoio Pedagógico · Lição 12✨ Prompts EBD Fiel

Começando a Aula

OBJETIVO
Entender que o propósito do louvor é bendizer a Deus, e o propósito da adoração é prestar reverência a Ele.
TEXTO(S) BÍBLICO(S)
Ef 4.11-16

PREPARANDO A LIÇÃO

Divida o quadro em duas partes: uma parte para o louvor e outra para a adoração.

Na coluna do louvor, escreva as características: é centrado no reconhecimento das ações de Deus; expressa exaltação e glorificação ao nome de Deus; podemos louvar a Deus pela Salvação, pelos livramentos e pela vida. Escreva também que louvar é enaltecer os feitos de Deus. Depois escreva, na coluna da adoração as características: é o reconhecimento do que Deus é: Sábio, Amor, Santo, Misericordioso. Finalize afirmando que adorar é exaltar os atributos divinos. Após explicar e definir cada termo, divida a turma em dois grupos.

Entregue a cada grupo, papel e caneta. O primeiro grupo deve listar os motivos pelos quais devemos louvar ao Senhor, enquanto o segundo grupo apresentará uma lista dos atributos divinos. Ao terminar a tarefa, cada grupo exibirá sua lista para o restante da turma. Por fim, um grupo fará uma oração de louvor a Deus e o outro, uma oração de adoração a Ele.

INTRODUÇÃO

É comum que as igrejas cristãs realizem um período de louvor, com hinos e cânticos a Deus, antes da pregação da Palavra. Por isso, muitas pessoas pensam que louvar é apenas cantar. Porém, nesta lição, vamos estudar o que a Bíblia ensina sobre o verdadeiro louvor, que agrada a Deus, e sobre a adoração que Lhe é devida, pois Deus procura por verdadeiros adoradores, que O adorem em espírito e em verdade (Jo 4.23).

EMBASAMENTO BÍBLICO

Objetivamente louvar a Deus significa exaltá-lO, elogiá-lO, expressando gratidão por todos os Seus feitos em nosso favor, como disse o salmista: “Entrai pelas portas dele com louvor e em seus átrios, com hinos; louvai-o e bendizei o seu nome”, Sl 100.4. Adorar a Deus é prestar-lhe reverência, é prostrar-se em submissão ao Todo-Poderoso, é reconhecer todos os Seus atributos. Quando adoramos a Deus, não importa o que Ele já nos fez, está fazendo ou ainda fará; apenas importa reverenciá-lO pelo que Ele é: o Único que é Digno de toda adoração (Lc 4.8).

PONTO FINAL

Peça aos alunos que entoem um cântico de adoração a Deus e faça a oração final. Sugestão: você pode separar com antecedência, no seu celular um louvor e convidar os alunos para louvarem juntos no final da aula.

Mensagem Valiosa

“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade”, Jo 4.23

Verdade Aplicada

O cristão deve louvar e adorar a Deus em todo o tempo, com alegria e gratidão.

Introdução

Você sabia que o ato de louvar e adorar são coisas diferentes? Embora sejam muitas vezes confundidos, o louvor se refere a agradecer ao Senhor por todas as bênçãos, os favores e os livramentos recebidos (Sl 34.1-6), enquanto a adoração é o reconhecimento da Soberania de Deus, independentemente das circunstâncias. Ao adorar, o cristão cultua e reverencia o Criador pelo que Ele é: o Deus Soberano (Sl 95.6;103.19), o Deus de Amor (1Jo 4.8), o Deus Eterno (Sl 90.2) e muito mais.

1 O VERDADEIRO LOUVOR

Após atravessar o Mar Vermelho, Moisés e os filhos de Israel entoaram um cântico ao Senhor (Êx 15.1-19). A irmã de Moisés, Miriã, não só cantou, mas também tocou e dançou em adoração a Deus: “Então, Miriã, a profetisa, a irmã de Arão, tomou o tamboril na sua mão, e todas as mulheres saíram atrás dela com tamboris e com danças. E Miriã lhes respondia: Cantai ao SENHOR, porque sumamente se exaltou e lançou no mar o cavalo com o seu cavaleiro”, Êx 15.20,21. O salmista também expressou essa alegria em louvar a Deus: “E ofereçam sacrifícios de louvor e relatem as suas obras com regozijo”, Sl 107.22.

Jesus Cristo, ao encerrar a Santa Ceia, cantou um hino com os discípulos (Mc 14.26). E, já no Jardim do Getsêmani, o Mestre adorou o Pai em oração (Mc 14.36). Tempos depois, Paulo e Silas cantaram hinos de louvor a Deus, quando foram presos por causa da sua fé em Jesus. Mas, à meia-noite, enquanto eles louvavam, ocorreu um forte terremoto, abalando os alicerces do cárcere, abrindo todas as portas das cadeias (At 16.25,26).

O verdadeiro louvor e a adoração sincera a Deus nascem no coração do crente de maneira espontânea, como fruto de uma entrega que envolve espírito, alma e corpo, independentemente das circunstâncias. Eles chegam ao trono do Pai como incenso suave e agradável: “Suba a minha oração perante a tua face como incenso, e seja o levantar das minhas mãos como o sacrifício da tarde”, Sl 141.2.

O louvor deve ser acompanhado de uma atitude de adoração, que se evidencia pela fé na Palavra de Deus e na Obra do Senhor Jesus.

2 EM CONSTANTE ADORAÇÃO

Jesus nos exorta a adorar em espírito e em verdade (Jo 4.24), porque o Pai está procurando os verdadeiros adoradores (Jo 4.23). Não basta ser simplesmente um adorador. Um adorador de verdade precisa ter qualidades morais que são valores, como: justiça, bondade, altruísmo (oposto do egoísmo), fidelidade, humildade, amor, responsabilidade, compaixão e respeito pelos outros.

A verdadeira adoração surge de experiências mais pessoais com Deus, vem de um coração grato, enquanto que a pseudo adoração é feita apenas para mostrar ao outro e vangloriar-se em si mesmo; esta não agrada ao Pai. Veja o que Deus disse para Abrão: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso; anda em minha presença e sê perfeito”, Gn 17.1. Essa orientação serve para nós também. Somente andando na Presença de Deus que nos tornamos verdadeiros adoradores, os quais possuem qualidades morais. Além disso, para ser um verdadeiro adorador, é preciso crescer no conhecimento de Deus. Mas como fazer isso? Lendo a Bíblia, orando e buscando a vontade de Deus para sua vida.

A fé nos leva a bendizer a Deus em meio às dificuldades e a declarar que, em Cristo Jesus, nós somos mais do que vencedores (Rm 8.37).

3 DIGNO DE LOUVOR E ADORAÇÃO

A Bíblia diz: "Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor", Sl 150.6. Isso nos revela que existimos para ser adoradores. Fomos criados para esse propósito, conforme diz a Escritura: “Porque dele, e por ele, e para ele são todas as coisas.” (Rm 11.36). Deus é o Único digno de receber toda a Glória, hoje e eternamente. Entender isso faz com que a adoração deixe de ser apenas um momento e passe a ser a nossa identidade.

Deus não se importa com o lugar onde você O adora, mas com a atitude adoradora do seu coração, que deve ser obediente à Verdade, que é Cristo. A mulher samaritana adorou a Deus quando deixou o seu cântaro, foi à cidade e anunciou o Cristo (Jo 4.28,29). Depois de compreender o que Jesus lhe dizia, aquela mulher creu e anunciou aos homens a quem convidou para virem a Jesus: “Vinde, vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito...”, Jo 4.29. As Palavras de Jesus lhe mostraram a necessidade de transformação para que alguém se torne um verdadeiro adorador.

A adoração não se pratica apenas com músicas, mas através de um modo de vida em obediência e devoção a Deus.

CONCLUINDO

Os olhos do Senhor estão em busca de fiéis adoradores, os quais O amem de coração. Aos verdadeiros adoradores, Deus deseja conceder experiências profundas e pessoais com Ele, talvez semelhantes às vividas por Moisés, Elias, Daniel e a tantos outros personagens da Bíblia. Faça da adoração um estilo diário de vida. Envolva-se com Deus por meio de Sua Palavra e da prática da oração. Permita que seu coração seja preenchido pelo Espírito Santo, a fim de que Ele molde o caráter adorador de Cristo em você!

Respostas aos Exercícios da Revista do Aluno:

1)
A) adoração/coração
B) adorar/reverencia/é
C) alegria/comunhão
D) espírito/verdade

2) O louvor e a adoração preenchem as necessidades humanas e alegram a Deus.

Capa oficial da Lição 13 — Honrando a Deus em Tudo, extraída da página 56 da Revista do Professor Adolescer+.

Lição 13 · Revista do Professor

Adolescer+ · Adolescendo com Propósito

HONRANDO A DEUS EM TUDO

Texto Bíblico: Jr 3.17; Jo 14.15

Ações desta lição Abrir Apoio Pedagógico · Lição 13✨ Prompts EBD Fiel

Começando a Aula

OBJETIVO
Entender que honrar a Deus é viver segundo os Mandamentos bíblicos.
TEXTO(S) BÍBLICO(S)
Jr 3.17; Jo 14.15

PREPARANDO A LIÇÃO

Prenda uma caixa de bombons no fundo de uma outra caixa, que deve ser embrulhada com papel de presente. Providencie uma caixa e bombons e na parte de cima da caixa escreva: “Coma o chocolate!” Durante a aula, peça aos alunos que formem um círculo e explique que dentro dessa caixa há um presente especial, mas que traz uma ordem que deve ser cumprida por quem estiver com a caixa quando você disser para parar. Toque um louvor, inicie a dinâmica e crie um pouco de suspense: “Você está preparado?” “Vai ter que obedecer, hein?” “Cumpra a ordem que vai receber!” Pare a música e pergunte ao adolescente que está com a caixa se ele aceita o desafio de abri-la ou se prefere passá-la adiante. Repita a dinâmica até que um deles aceite o desafio ou até você declarar que é a rodada final, sem a opção de passar a caixa adiante. Por fim, quem abrir a caixa vai se deparar com a ordem para comer o chocolate. Compare a brincadeira com a vida cristã: mesmo quando sentimos receio, medo ou insegurança diante dos desafios, obedecer às ordens de Deus é sempre gratificante e recompensador.

INTRODUÇÃO

Leia com os alunos os textos bíblicos da lição. Explique que honrar, significa: exaltar, glorificar e elevar às alturas. Por isso, obedecer aos mandamentos bíblicos é honrar o Nome de Deus. Como está escrito em Jeremias 3.17, para honrar o nome do Senhor é necessário renunciar os desejos do próprio coração.

EMBASAMENTO BÍBLICO

O cristão deve se sentir feliz e privilegiado em honrar a Deus por meio de palavras, atitudes e pensamentos. Os que assim procedem, demonstram que amam os valores estabelecidos por Deus e Sua Palavra, com: honestidade, dignidade, retidão, bondade, fidelidade e tantos outros. Deus se agrada de quem ama a Sua Palavra e a obedece: “Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que estejam comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá”, Sl 101.6.

PONTO FINAL

Leiam juntos 1Co 10.31. Ore com a turma e peça ao Senhor que os adolescentes honrem a Deus em tudo e em todas as situações.

Mensagem Valiosa

“Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que estejam comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá”, Sl 101.6

Verdade Aplicada

Honrar a Deus significa entregar a Ele o melhor do nosso tempo, talento e testemunho de vida.

Introdução

Em um mundo tão conturbado, um dos desafios enfrentados pelos adolescente cristão é viver de maneira que honre a Deus. A Bíblia contém ensinamentos preciosos sobre como fazer isso diariamente. Você pode começar o dia dando graças, porque a gratidão nos ajuda a manter o foco na bondade do Pai (1Ts 5.18). Você também pode praticar o perdão em sua rotina, pois isso nos lembra que Deus perdoou todos os nossos pecados (Cl 3.13). Seja generoso, porque isso mostra ao próximo o Amor que Deus tem por nós (1Jo 3.16). Por fim, busque a Deus todos os dias, esforçando-se para glorificá-lO em tudo (1Co 10.31).

1 SER GRATO É HONRAR A DEUS

Uma das maneiras de honrar a Deus é reconhecer as bênçãos que Ele nos concede, assim como o Salmista: “Que darei eu ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito?”, Sl 116.12. Muitas pessoas que são abençoadas por Deus, não demonstram gratidão e não glorificam o Seu nome. Entretanto, não é assim que a Bíblia nos ensina. Ser grato é sinal de respeito e reconhecimento por algo recebido, e isso é fruto de um coração humilde e transformado.

Isso pode ser observado na narrativa de Lucas 17.11-19. Enquanto Jesus estava indo em direção a Jerusalém, passando por Samaria, dez homens leprosos vieram ao Seu encontro e lhe pediram que tivessem misericórdia deles. Então, Jesus curou todos eles. No entanto, dos dez, apenas um deles “voltou glorificando a Deus em alta voz”, Lc 17.15. Jesus questionou sobre onde estavam os outros nove que não voltaram para dar Glória a Deus; constatando assim, a ingratidão desses homens que foram curados e que não souberam ser gratos a Deus e honrá-lO em gratidão à cura alcançada.

Precisamos ser gratos a Deus em todo o tempo, pois não nos faltam motivos para agradecer, seja por mais um dia de vida, pelo alimento sobre a mesa, pelas roupas que vestimos, enfim, por todos os benefícios.

A verdadeira gratidão vai além de simplesmente dizer “obrigado”. Ela se revela quando tomamos consciência do cuidado que Deus tem por nós em nosso dia a dia e também nas ações das pessoas à nossa volta, como nossos pais, professores e amigos. Reconhecer o valor de cada um desses relacionamentos e das bênçãos diárias é uma forma prática e significativa de glorificar o nome do Senhor.

Peça aos alunos que expressem, em poucas palavras, um motivo pelo qual são gratos a Deus e às pessoas com quem convivem.

2 SER GENEROSO É HONRAR A DEUS

Generosidade é uma virtude que envolve abrir mão dos próprios interesses em prol de outra pessoa. Pensando nisso, anunciar a Jesus é um ato de generosidade, pois demonstra nossa preocupação com a Salvação daqueles que nos cercam. O Apóstolo Pedro glorificou o nome de Deus por isso: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos”, 1Pe 1.3.

A generosidade, entretanto, vai além de compartilhar o Evangelho. A pessoa justa se compadece e utiliza seus recursos com empatia (Sl 112.5), isso significa que a generosidade é uma atitude consciente de quem a compartilha por bondade, de maneira desinteressada, sem esperar nada em troca. Assim, o cristão generoso honra a Deus e é abençoado quando ajuda os necessitados. A Bíblia nos ensina um precioso princípio: “O que é de bons olhos será abençoado, porque deu do seu pão ao pobre”, Pv 22.9.

Deus se agrada do coração generoso. Portanto, devemos ficar atentos às necessidades do próximo, pregar o Evangelho e doar com amor, compartilhar a Palavra, dar um abraço ou dividir o pão revelam o Amor de Deus ao mundo. Afinal, não somos salvos por fazer boas obras, mas as praticamos porque já fomos salvos. Paulo vai dizer que: “Deus ama ao que dá com alegria”, 2Co 9.7. Assim, a nossa generosidade se torna um ato voluntário de gratidão que honra ao Senhor e mostra que o nosso trabalho nunca será em vão.

Promova um breve debate sobre a frase: “Nós não somos salvos por fazer boas obras, mas fazemos boas obras porque somos salvos”.

3 HONRANDO A DEUS EM TUDO

A Palavra de Deus ressalta: “... aos que me honram honrarei, porém os que me desprezam serão envilecidos”, 1Sm 2.30. Honrar a Deus é um princípio bíblico de reciprocidade, ou seja; Deus retribuirá, na mesma medida, a honra que damos a Ele. O Senhor deseja ser honrado por Seus servos, e isso diz respeito diretamente a maneira de como nos relacionamos com Ele e o quanto O respeitamos. Tiago 4.8 diz: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Limpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai o coração”. Vemos na prática esta verdade no episódio de Caim e Abel (Gn 4). Os dois irmãos trouxeram suas ofertas ao Senhor. Abel teve o cuidado de escolher as primícias, trazendo em honra a Deus o seu melhor ao altar; já Caim, ofertou frutos da terra, mas os trouxe apenas como protocolo. O resultado? Deus se agradou de Abel e sua oferta (Hb 11.4), mas rejeitou a de Caim por sua atitude e motivação. Deus olhou para o ofertante antes da oferta. Ele se agrada de um coração sincero, transformado, não apenas do cumprimento de rituais. O princípio da honra a Deus é real quando em sinceridade O colocamos em primeiro lugar em tudo em nossa vida (Mt 6.33; Mt 22.21).

Ressalte para a turma que a gratidão e a generosidade não são ações isoladas, mas sim um estilo de vida diário que honra e glorifica a Deus em tudo.

CONCLUINDO

Honrar a Deus significa, reconhecer a Sua Soberania acima de todas as coisas e demonstrar reverência com atitudes sinceras diariamente. Reconhecer que tudo que somos e temos vem dEle, dedicar a nossa vida a Ele, seguir Seus Mandamentos e oferecer o nosso tempo, talentos e recursos para a expansão do Reino, são atitudes dos que são salvos por Ele.

Respostas aos Exercícios da Revista do Aluno:

1) Resposta livre.

Professor, incentive a participação de todos. Auxilie os que tiverem dificuldade, lembrando os benefícios de Deus: o ar que respiramos, o alimento diário, a escola, a família, entre outros.

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